Menu
2019-06-19T16:41:02+00:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Juros americano

Fed mantém taxa de juro e fala que pode atuar de forma apropriada

O Federal Reserve (Fed), banco central americano, mantém juro entre 2,25% e 2,5% ao ano e acena redução caso veja o crescimento ameaçado. Powell fala que não deve reagir a oscilações de curto prazo

19 de junho de 2019
15:16 - atualizado às 16:41
jerome powell
Jerome Powell, presidente do Fed -

O Federal Reserve (Fed), banco central americano, manteve a taxa de juro americana entre 2,25% e 2,5% ao ano. Mas fala em aumento de incertezas e que pode atuar de forma apropriada para garantir crescimento sustentado e inflação ao redor de 2%. Até sua reunião, de 1º de maio, a linguagem era de “paciência” em determinar os ajustes futuros da política monetária. A percepção é de que o Fed pode atuar, mas não há urgência em fazer isso.

A reação do mercado foi marginalmente positiva, com o Dow Jones subindo 0,14%, o Nasdaq avançando 0,24%, e o S&P ganhando 0,17%. Até a divulgação os indicadores rondavam a estabilidade ou tinham breves variações negativas.

Mas por aqui o anúncio do Fed injetou ânimo nos investidores. O Ibovespa passou a operar em alta e encostou nos 100 mil pontos, enquanto que o dólar virou e passou a ser negociado em queda. Confira nossa cobertura completa de mercados.

A decisão não foi unânime, com James Bullard votando por uma redução de 0,25 ponto já neste encontro.

Uma mudança na comunicação já era esperada depois que o presidente Jerome Powell tinha falado, em 4 de junho, que o Fed estava pronto a atuar caso os desdobramentos da guerra comercial e outros eventos impactassem a economia americana.

"À luz dessas incertezas e na ausência de pressões inflacionadas, o Comitê ira acompanhar de perto as implicações de novas informações sobre o cenário econômico e atuará de forma apropriada para sustentar a expansão da atividade, com mercado de trabalho forte e inflação próxima da meta simétrica de 2%", diz o comunicado.

No comunicado, o Fed também fala que a atividade econômica apresenta taxa "moderada" e não mais sólida de expansão. Sobre inflação, foi mantida a avaliação de leituras abaixo dos 2% e que algumas medidas de mercado recuaram.

Nesta edição, o Fed também apresenta as projeções de seus membros para algumas variáveis econômicas. A previsão para crescimento para 2019 foi mantida em 2,1%, para 2020 subiu de 1,9% para 2% e para 2021 ficou em 1,8%. Para a inflação, a mediana caiu de 1,8% para 1,5% em 2019, de 2% para 1,9% em 2020 e seguiu em 2% para 2021.

No famoso gráfico dos pontos, é possível avaliar que cerca de metade dos  acreditam em ao menos uma redução de juros agora em 2019. Mas o sumário de projeções, mostra juro em 2,4% em 2019, igual a leitura mediana de março, e de 2,1% em 2020, contra 2,6% de março.

Jerome fala

O presidente do Fed, Jerome Powell falou que houve uma piora no cenário econômico desde a última reunião, mas que é importante que a política monetária não reaja a oscilações de curto prazo. Assim, ele e seus colegas vão acompanhar os próximos indicadores e avaliar o uso das ferramentas apropriadas para sustentar a expansão da economia.

Já na parte de perguntas e respostas, Powell disse que o Fed não olha apenas um dado, após ser perguntado sobre as negociações comerciais com a China, mas sim se os riscos ao crescimento e à inflação vão persistir. Particularmente sobre inflação, o aceno é de que a convergência à meta de 2% será mais lenta.

Sobre o voto contrário no colegiado, Powell disse que as dissidências bem argumentadas são um processo saudável e que a tomada de decisões é melhorada quando se dá ouvido a diferentes visões.

Por que não agora?

Perguntado do motivo que levou o Fed a não  cortar os juros já nesta reunião, Powell foi franco ao dizer que a maioria dos membros do colegiado, como ele, achou apropriado ver mais dados antes de agir. Segundo o presidente, algumas indicações são muito recentes e podem não ser duradouras.

“O que estamos nos perguntando é se esses riscos vão continuar a pesar sobre o cenário econômico. Vamos atuar conforme o necessário, tempestivamente se isso for apropriado, e vamos usar nossas ferramentas para sustentar a expansão da atividade”, disse.

Perguntado sobre a moeda virtual anunciada pelo Facebook nesta semana, Powell disse que não acredita em uma substituição rápida da moeda emitida por bancos centrais por moedas digitais.

“Moedas digitais estão na sua infância. Então, não estou muito preocupado com a possibilidade de os bancos centrais não poderem mais levar adiante a política monetária por causa das moedas digitais”, disse.

Powell deu a entender que tanto o Facebook quanto outras empresas desse mercado têm procurado e conversado com os reguladores sobre as inovações em meios de pagamentos.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

Bandeira branca no radar?

EUA devem estender licença da chinesa Huawei para atender clientes do país

Movimento dos EUA pode ser visto como positivo para o fim da guerra comercial com a China já que a companhia foi um dos focos de tensões entre os gigantes

Governador de Minas

‘Governo entra em pautas minúsculas’, avalia Romeu Zema

Em entrevista, governador de MG nega que esteja sendo “tutelado” pelo partido Novo e avaliou que o presidente Jair Bolsonaro deveria “focar em coisas maiores, grandiosas”

Corrida contra o tempo

Tarifa de importação do Mercosul pode cair já em 2020

Com receio de que o grupo político da ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner volte ao poder, o governo brasileiro tem pressa

Agora vai?

Governo enviará ao Congresso na próxima semana projeto para destravar privatização da Eletrobras

Proposta deve conter os mesmos itens que estavam na Medida Provisória 879, que não foi votada pela Câmara

Olha quem apareceu

Rede de varejo Le Biscuit, da Vinci Partners, estreia no comércio online

Entrada da empresa no mundo online ocorrerá em etapas e segue uma tendência mundial

Olha a oportunidade aí

Movimentos para ofertas de ações no 2º semestre aceleram

Reuniões com os bancos de investimento se intensificam e companhias começam a fechar acordos para levar as ofertas adiante

Eita!

Chefes da Receita Federal ameaçam entrega de cargos por interferência política

De acordo com apuração, seis subsecretários do órgão estão fechados nessa posição

À beira do abismo

Sob pressão financeira, Oi procura bancos para encontrar saída

Operadora precisa levantar R$ 2,5 bilhões, mas ainda não tem ideia de como fará essa captação de recursos

Batalha contra a desaceleração

China divulga reforma de juros para reduzir custo de financiamento de empresas

Movimento anunciado deve reduzir ainda mais as taxas de juros reais para as companhias do país

Entrevista

Criador da CVM diz que mercado brasileiro não precisa de mais regulação

Para Roberto Teixeira da Costa, momento é de libertar a capacidade criativa das pessoas; em entrevista ao Seu Dinheiro, ele fala sobre mercado de capitais, economia brasileira e a figura do analista de investimentos

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements