Trump não dá o braço a torcer e diz que ainda pode recorrer a ação militar contra Irã
Apesar de não ter sido claro quando seria essa ação, o presidente dos Estados Unidos disse que por agora vai impor sanções adicionais contra o país na próxima segunda-feira (24), em um esforço para impedir que Teerã obtenha armas nucleares

Depois de um drone militar dos Estados Unidos ter sido abatido porque haveria violado o espaço aéreo iraniano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado (22) que ainda considera recorrer a uma ação militar contra o Irã. Trump disse que o uso da força está "sempre na mesa até que a questão seja resolvida". As informações são da CNBC.
Apesar de não ter sido claro quando seria essa ação, o presidente dos Estados Unidos falou que vai impor sanções adicionais contra o país na próxima segunda-feira, em um esforço para impedir que Teerã obtenha armas nucleares, segundo informações publicadas em sua conta no Twitter.
https://twitter.com/realDonaldTrump/status/1142506680300789761
O presidente dos EUA também voltou a comentar sobre o fato de ter abortado ataque aéreo previsto para a última quinta-feira (20) depois de tomar conhecimento de que 150 pessoas morreriam.
Em sua justificativa, ele destacou "não quero matar 150 iranianos. Não quero matar 150 de qualquer coisa ou qualquer pessoa, a menos que seja absolutamente necessário". Ele conversou com repórteres quando saía da Casa Branca para passar o fim de semana em Camp David, casa de campo presidencial próxima a Washington.
Trump também agradeceu a decisão da Guarda Revolucionária do Irã de não abater um avião espião dos EUA que transportava mais de 30 pessoas. Mas ressaltou que a queda do drone do governo americano foi "provavelmente intencional", ao contrário do que havia afirmado na última quinta-feira.
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E lá no Irã?
O país falou que responderá com firmeza a qualquer ameaça dos Estados Unidos contra o país. As informações foram passadas hoje cedo pela agência de notícias semioficial Tasnim, citando o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Abbas Mousavi.
— Não permitiremos qualquer violação contra as fronteiras do Irã. O Irã enfrentará com firmeza qualquer agressão ou ameaça da América — disse o porta-voz iraniano.
O impacto da tensão no mercado
As tensões políticas entre Estados Unidos e Irã acabaram impactando na cotação do minério de ferro nos últimos dias. Na quinta-feira (20), por exemplo, o preço da commodity negociada no porto de Qingdao, na China, encerrou o dia com alta de 2,78%, cotado a US$ 117,25 a tonelada.
Já na sexta-feira (21), depois de Trump cancelar o ataque, o preço do minério de ferro encerrou em queda de 0,23%, cotado a US$ 116,98 a tonelada.
E os papéis da Vale (VALE3) também foram afetados. A companhia começou a sexta-feira (21) surfando na onda de valorização da commodity, mas os papéis da mineradora perderam força ao longo da manhã. As ações ficaram no segundo lugar das mais negociadas do dia, com ganhos de 0,27%, a R$ 52,44.
Outra ação que pegou a onda das tensões entre os dois países foi a Petrobras. As ações ON da Petro terminaram o pregão da última sexta-feira (21) com valorização de 3,08%, negociadas a R$ 31,79. Já as PN fecharam o dia com alta de 2,76%, a R$ 28,28.
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