Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

boas novas

Setor de construção capta R$ 4,4 bilhões na bolsa e inicia expansão

Recursos servirão para pagar dívidas do passado e, principalmente, preparar as máquinas para a perspectiva de um novo ciclo de crescimento

Estadão Conteúdo
3 de novembro de 2019
8:32 - atualizado às 9:36
Prédios em São Paulo
Prédios em São Paulo - Imagem: Shutterstock

Empresas que atuam no mercado imobiliário já colocaram R$ 4,4 bilhões no caixa este ano por meio de capitalização via oferta de ações na bolsa de valores, montante que vai continuar crescendo. A captação de recursos servirá para pagar dívidas do passado e, principalmente, preparar as máquinas para a perspectiva de um novo ciclo de crescimento que passa tanto por empreendimentos residenciais quanto comerciais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desde janeiro foram realizadas oito ofertas, todas subsequentes (follow on) - Tecnisa, Trisul, Eztec, Helbor, Gafisa, LPC (ex-Lopes) Cyrela Commercial Properties (CCP) e Log Commercial Properties - que resultaram nos R$ 4,4 bilhões.

A fila até o fim do ano também tem BR Properties, que estima levantar em torno de R$ 1 bilhão, e JHSF, cujos valores ainda não foram revelados. Além disso, a Kallas já tem bancos com mandatados para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), mas esse passo deve ficar para o início do ano que vem.

"O que tem sustentado as captações é a mudança do ponto de vista dos investidores institucionais, inclusive de estrangeiros, sobre o quadro econômico do Brasil. A nova avaliação é de que o ambiente está melhor no País e que o mercado imobiliário vai tirar proveito disso", afirmou o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc), Luiz França.

Ao contrário de muitas ofertas de ações que se desenrolaram neste ano, o setor de construção realizou emissões primárias, e todas com pelo menos uma parte dos recursos voltados para investimentos. A busca por capital de giro também foi outro objetivo com as ofertas, mas a mensagem geral é de que a empresas vislumbram crescimento de fato.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Vemos fatores que vão ser explosivos para a volta da demanda por imóveis", apontou o diretor de relações com investidores da incorporadora Eztec, Emílio Fugazza. A empresa levantou R$ 979 milhões no mercado financeiro - a maior captação do ano no setor até aqui - para a compra de terrenos e participação em projetos de terceiros. Fugazza apontou que o setor está entrando em um novo ciclo de bonança, sustentado pela queda das taxas de juros e pela expectativa de uma melhora mais consistente da economia nacional após a aprovação das reformas, com tendência de diminuição do desemprego no curto a médio prazo.

Leia Também

A visão é compartilhada pela equipe de analistas de construção civil do BTG Pactual. "Acreditamos que um novo ciclo imobiliário está apenas começando, e a concorrência hoje é muito mais suave do que no passado. Esperamos que as empresas listadas na bolsa, mais profissionalizadas, devem se beneficiar muito nesse ciclo", descreveram Gustavo Cambauva e Elvis Credendio, em relatório do BTG Pactual que indicou uma valorização das ações dessas companhias.

Uma fonte de um banco de investimento observou ainda que as construtoras têm buscado a capitalização porque identificaram a oportunidade de aquisição de terrenos e perceberam que a competição poderia ficar mais acirrada lá na frente, caso a economia volte a crescer de fato. Então algumas empresas já quiseram deixar bala na agulha para antecipar as compras de terras e insumos para construção.

A Trisul e a Helbor, por exemplo, comunicaram a investidores que os recursos captados vão para a compra de terrenos e o lançamento de novos projetos. Na oferta mais recente, precificada nesta semana, a corretora LPS quer direcionar os aportes para desenvolvimento de tecnologia, marketing, capital de giro, além de aquisições focadas no setor de tecnologia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há, entretanto, as incorporadoras mais endividadas, que ainda não absorveram totalmente o impacto da crise econômica e da onda de distratos nos últimos anos. A Tecnisa separou o dinheiro para pagar dívidas, reforçar o capital de giro e, só depois disso, recompor seu estoque de terrenos. E a Gafisa realizou duas captações no ano, voltadas para quitar débitos com fornecedores e terminar obras que chegaram a ficar temporariamente paralisadas em meio a disputas societárias. Aliás, ao contrário das demais empresas que foram ao mercado público, a Gafisa optou por um aumento de capital privado.

Imóveis comerciais

A Cyrela Commercial Properties, do empresário Elie Horn, usará um quinto dos recursos para redução de endividamento e o restante para aquisição e desenvolvimento de novos projetos. A CCP é dona de sete shoppings, como Tietê Plaza e Cidade São Paulo, além de 15 prédios corporativos, como o Faria Lima Financial Center e o Miss Silvia Morizono, na zona sul da capital paulista.

Caminho semelhante será trilhado pela Log Commercial Properties, que anunciou ontem um ambicioso plano de crescimento que irá mais do que dobrar o seu portfólio de galpões logísticos até 2024. A empresa da família Menin, controladora da MRV, tem clientes como Correios, Ambev e Magazine Luiza, que usam os imóveis como armazéns e centros de distribuição de mercadorias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NA PONTA DO GIZ

Yduqs, Cogna, Ânima, Ser… empresas de educação devem sofrer no 1T26; veja quem ganha e quem perde, segundo o BofA

22 de abril de 2026 - 16:21

Em algumas empresas, os programas híbridos e presenciais devem absorver parte das quedas de matrículas do ensino à distância

O VAIVÉM DA TRÉGUA

Trump leva turbulência aos mercados, coloca bolsas em zona de perigo e faz o petróleo decolar

21 de abril de 2026 - 17:35

O temor de que o grande acordo prometido pelo presidente norte-americano não saia do papel — dando lugar à prontidão militar — fez os investidores apertarem o botão de venda

NO BALANÇO DAS HORAS

Do ouro e prata ao cobre e níquel, o tic-tac do cessar-fogo derruba commodities metálicas 

21 de abril de 2026 - 15:53

A notícia de que as conversas entre Washington e Teerã estariam suspensas chegou minutos antes do fechamento, funcionando como um gatilho para ampliar as perdas

INFLAÇÃO VIROU ALIADA?

O FII que paga IPCA + quase 10% ao ano: por que a XP segue comprada no KNIP11

21 de abril de 2026 - 12:00

Para analistas, fundo imobiliário de CRIs combina perfil defensivo, IPCA e gestão forte para entregar renda consistente em cenário incerto

FLUXO GLOBAL

Brasil é o emergente preferido dos estrangeiros na América Latina — mas a bolsa que mais dispara em 2026 fica do outro lado do mundo

20 de abril de 2026 - 13:05

Apesar do fluxo bilionário para o Ibovespa, uma bolsa na Ásia já disparou mais de 50% no ano e lidera o ranking global entre os emergentes

ATÉ MAIS TARDE

O bitcoin não dorme — e a B3 quer acompanhar: bolsa estende pregão de criptomoedas e ouro até 20h

20 de abril de 2026 - 9:54

Com cripto operando 24/7 lá fora, mudança busca aproximar o investidor local do ritmo global do mercado; veja o que muda na prática

MERCADOS HOJE

Petróleo salta com nova escalada no Oriente Médio e pressiona bolsas globais. Por que o mercado entrou em alerta?

20 de abril de 2026 - 9:21

Escalada das tensões reacende temor sobre oferta da commodity e pressiona ativos globais na abertura da semana; veja o que mexe com os mercados hoje

BULL MARKET

A tendência de alta do Ibovespa é consistente e o índice de ações pode ultrapassar os 225 mil pontos, segundo o Daycoval

18 de abril de 2026 - 10:45

A posição do Brasil no contexto geopolítico, de guerra e pressão inflacionária, favorece a entrada de mais investidores globais nos próximos meses

PATINHO FEIO

Ibovespa voa, mas Small Caps ficam para trás — e distância entre um índice e outro é a maior em 20 anos

17 de abril de 2026 - 19:01

O índice das ações medianas não entrou no apetite dos estrangeiros e, sem os locais, os papéis estão esquecidos na bolsa

NÃO É QUALIDADE

Fleury (FLRY3): os dois motivos que fizeram o BTG desistir da recomendação de compra — e quem é a queridinha do setor

17 de abril de 2026 - 18:18

Embora o banco veja bons resultados para a companhia, há outras duas ações do setor de saúde que são as preferidas para investir

OPERAÇÃO BILIONÁRIA

O mercado parou para ler: carta de Bill Ackman detalha a estratégia por trás do IPO duplo da Pershing Square

17 de abril de 2026 - 17:31

Conhecido como “discípulo de Warren Buffet”, ele reforça que o modelo da Pershing Square se baseia em investir no longo prazo em poucas empresas de alta qualidade, com forte geração de caixa e vantagens competitivas duráveis

MERCADOS

Petrobras (PETR4) no olho do furacão: a trégua que virou pesadelo para as petroleiras, drenou o Ibovespa e fez o dólar flertar com os R$ 5,00 

17 de abril de 2026 - 12:54

O cessar-fogo no Líbano e a abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã derrubaram o petróleo, que já chegou a cair 14% nesta sexta-feira (17), e mexeu com as bolsas aqui e lá fora

ENCHEU O CARRINHO

Vai cair na conta? FII da XP compra 6 galpões logísticos por R$ 919 milhões; veja como ficam os dividendos

17 de abril de 2026 - 11:22

Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos

EXPANSÃO DO PORTFÓLIO

Patria Malls (PMLL11) abocanha fatias de 5 shoppings enquanto tenta destravar fusão com outro FII; entenda o que está em jogo

17 de abril de 2026 - 10:55

O fundo imobiliário está a caminho de aumentar ainda mais o portfólio. A gestora vem tentando aprovar a fusão do PML11 com o RBR Malls FII

FIIS HOJE

BTG Pactual Logística (BTLG11) aumenta dividendos em maior nível em 15 meses; confira quando o dinheiro cai na conta dos cotistas

16 de abril de 2026 - 14:41

O novo rendimento tem como referência os resultados apurados pelo fundo em março, que ainda não foram divulgados

UMA NOVA MARCA PARA A B3

Bolsa ‘quebra a banca’ com R$ 120 bilhões e bate recorde em cinco anos — e uma ação rouba a cena

16 de abril de 2026 - 12:44

O vencimento de Opções sobre o Ibovespa movimentou R$ 81 bilhões, funcionando como o grande motor que empurrou a bolsa para o um novo topo operacional

SD ENTREVISTA

Dólar a R$ 4,90? Os dois motivos que explicam a queda da moeda — e por que isso não deve durar, segundo gestor especialista em câmbio

16 de abril de 2026 - 6:30

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, detalhou os motivos por trás da forte desvalorização do dólar e por que esse movimento pode estar perto do fim

NOVO TETO?

Ibovespa acima dos 220 mil pontos? O que dizem gestores com US$ 72 bilhões sob gestão

15 de abril de 2026 - 19:10

Gestores entrevistados pelo BofA seguem confiantes com a bolsa brasileira, porém alertam para riscos com petróleo e juros nos EUA

LUCROS COM ESG

Figurinha carimbada: B3 (B3SA3) é a favorita das carteiras recomendadas de ESG (de novo) – o que chama a atenção na ‘dona da bolsa’?

15 de abril de 2026 - 15:02

Para os analistas, a B3 tem buscado a liderança na agenda de sustentabilidade; a ação divide o pódio de recomendações com uma varejista que pode valorizar até 44%

MOVIMENTAÇÃO

MBRF (MBRF3) tomba quase 10% na bolsa após venda de ações em bloco por fundo árabe; entenda

15 de abril de 2026 - 14:48

No começo da semana, a companhia anunciou a ampliação de seu acordo de fornecimento de carne com a subsidiária do fundo soberano da Arábia Saudita, além de avanços nas aprovações para um possível IPO da Sadia Halal

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia