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Tire tudo do armário e coloque em cima da cama. Separe o que te traz alegria e despache o restante. Esse é um resumo do método da japonesa Marie Kondo, que virou uma espécie de guru da arrumação e protagonista de um reality show na Netflix. Fico impressionada com o que ela faz naquelas casas americanas enormes e cheias de tralhas.
A Marie Kondo e o ministro da Economia, Paulo Guedes, têm muito em comum. Guedes também está incomodado com a quantidade de tranqueira escondida no armário do governo. O Brasil realmente precisa de tantas estatais? Todas elas trazem alegria ao país? Guedes acha que não e adaptou o método da japa. Escolheu apenas 3 empresas públicas para guardar na gaveta e colocou todo resto numa sacola para vender no brechó. Ou seja, na fila da privatização.
A repórter Bruna Furlani conseguiu a relação oficial do que o governo pretende vender. São 131 estatais, a maior parte delas dos setores de energia, óleo e gás e financeiro.
A dúvida agora é se Paulo Guedes vai conseguir despachar de vez essas empresas. Ainda podem surgir pressões para tirar alguma estatal da “sacolinha do brechó”. É bom você acompanhar o tema de perto. As privatizações são importantes para colocar as contas do país em dia e colocar o Brasil de novo na rota de crescimento. O mercado está de olho!

O Banco do Brasil seguiu a toada de Bradesco e Santander e mandou bem no balanço financeiro do último trimestre de 2018. O lucro cresceu 20% e saiu melhor que a encomenda - R$ 3,845 bilhões. No fim, o BB fechou 2018 com um lucro de R$ 13,5 bilhões. O Vinícius Pinheiro analisou os números e te conta quais os destaques aqui.
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Após quase 20 dias internado, Bolsonaro finalmente saiu do hospital e tenta retomar a agenda política. O próprio presidente afirmou que vai bater o martelo hoje sobre a proposta final de reforma da Previdência.
Ele já adiantou que, por ele, “não faria reforma nenhuma”, mas é obrigado a mudar a regra das aposentadorias para evitar que o país quebre. Um dos maiores impasses ainda é a definição da idade mínima das aposentadorias. Saiba mais.
Se você acompanhou o Seu Dinheiro nesta semana, já aprendeu algumas lições sobre análise técnica de ações na nova coluna “De olho no gráfico”. No último vídeo, Fausto Botelho explica algumas figuras que aparecem nos gráficos de ações e podem sinalizar tendências de alta ou queda de preços. São as tais das bandeiras. Saiba como identificá-las neste vídeo.
Bolsonaro tem um assunto pendente com um dos seus ministros para lidar. Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, disse que falou 3 vezes com Bolsonaro enquanto ele estava no hospital, mas foi desmentido publicamente pelo presidente e por seu filho, Carlos. Ele é alvo de acusações de colocar laranjas como candidatos em Pernambuco para desviar recursos do fundo eleitoral no ano passado. Bebbiano diz que não pretende se demitir. Leia mais.
A saída de Bolsonaro do hospital ontem e a promessa de aprovar a reforma da Previdência rapidamente devem animar o mercado. Aliás, o presidente disse que bateria o martelo hoje sobre a proposta final que será encaminhada ao Congresso. Mas essa euforia pode ser ofuscada pela crise instaurada no governo envolvendo o secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno.
Lá fora, o foco segue na questão comercial com a possibilidade maior de um acordo entre China e EUA após o presidente norte-americano, Donald Trump, sinalizar que pode estender em 60 dias o prazo final da trégua tarifária. Inicialmente, a suspensão temporária está prevista para encerrar no início do mês que vem, mas pode ser adiada se os dois países estiverem próximos a um acordo.
Ontem, o Ibovespa recuou 0,34%, para 95.842 pontos. O dólar avançou 1,05%, aos R$ 3,75. Consulte A Bula do Mercado para saber como devem se comportar a bolsa e o dólar hoje!
Um grande abraço e ótima quinta-feira!
Índices
- IBGE divulga dados sobre serviços em dezembro
- Ministério da Economia divulga o Prisma Fiscal
- China divulga inflação de janeiro
- Estados Unidos divulgam dados de emprego e do varejo
- Alemanha, Portugal e zona do euro divulgam preliminares de seus PIBs no 4º trimestre de 2018
Balanços 4º trimestre de 2018
- No Brasil: Banco do Brasil e Cosan
- Lá fora: Coca-Cola, Bombardier, Commerzbank e Renault
- Coletivas: Banco do Brasil
Política
- Bolsonaro se reúne com Paulo Guedes em Brasília
- Câmara faz audiência pública com o presidente da Vale, Fabio Schvartsman
- Autoridades da China e Estados Unidos fazem reuniões em Pequim para tratar do acordo comercial entre os países
Situação dos rebanhos nos EUA e tarifas da China também afetam o cenário para a carne bovina; JBS, MBRF e Minerva podem sofrer, e, em 2026, o seu churrasco deve ficar ainda mais caro
As diferenças estão na forma como essas negociações acontecem e no grau de participação do Judiciário no processo.
Fintech recebe licença bancária no Reino Unido e lança oficialmente o Revolut Bank UK, acelerando o plano de se tornar uma plataforma financeira global
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A maior produtora global de açúcar e etanol de cana já havia dito que estava avaliando a reestruturação da sua dívida e que uma recuperação extrajudicial estava entre as possibilidades
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A movimentação, que já havia sido antecipada ao mercado no mês passado, traz nomes de peso do setor financeiro para o colegiado
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No MRV Day, gestão contou os planos para acabar de vez com o peso da operação nos EUA. O objetivo é concentrar esforços no mercado brasileiro para impulsionar margens e retorno aos acionistas
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Os objetivos do BRB são reforçar a estrutura de capital, fortalecer os indicadores patrimoniais e ampliar a capacidade de crescimento das operações
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