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Medida tende a reduzir os custos de ambas as empresas; segundo um analista, entra na conta dos investidores a perspectiva de melhora da economia
As ações da Cogna (antiga Kroton) e da Yduqs (anteriormente chamada de Estácio) lideram os ganhos do Ibovespa nesta quarta-feira (11) após o governo ampliar o ensino a distância (EAD) no País.
O Ministério da Educação (MEC) divulgou uma portaria permitindo que até 40% da carga horária dos cursos superiores presenciais no Brasil sejam ofertados na modalidade EAD. O limite anterior era de 20%.
As ações ON da Cogna (COGN3) fecharam o pregão desta quarta em alta de 7,08%, sendo negociadas a R$ 11,95. Os papéis da Yduqs (YDUQ3) avançaram 4,25%, a R$ 44,15. No ano, a alta de cada uma é de 36,32% e 89,27%, respectivamente.
A medida anunciada pelo governo tende a reduzir os custos de ambas as empresas. Segundo o analista da Guide Investimentos, Luis Sales, entram na conta dos investidores a perspectiva de melhora da economia, que avançou 0,6% no terceiro trimestre.
"A gente começa a enxergar um momento mais favorável, passado o período de reestruturação pós-Fies [programa de financiamento estudantil do governo federal, vitrine das gestões do PT]", diz o especialista.
O EAD foi a saída que as gestões de Cogna e Yduqs encontraram para tentar suprir a baixa do Fies. No passado, ambas cresceram embaladas por recursos do programa federal. Mas, com a crise financeira, os recursos do governo minguaram, e a inadimplência dos alunos aumentou.
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Além de investirem em EAD, Cogna e Yduqs também trocaram de nome — anteriormente se chamavam Kroton e Estácio, respectivamente.
Não são só as medidas do governo federal que afetam os papéis dessas empresas. Em março deste ano, a ameaça do presidente Jair Bolsonaro de uma "Lava Jato da educação" fez as ações das companhias que oferecem cursos superiores caírem em torno de 2% em um dia.
Em novembro, o governo recuou da ideia de uma investigação de gestões anteriores do Ministério da Educação — que nesse meio-tempo também trocou de comando, com a entrada do economista Abraham Weintraub.
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