Brasilit fecha acordo de R$ 25 milhões com Procuradoria do Trabalho por amianto
Segundo a Procuradoria do Trabalho, a empresa foi acusada de utilizar amianto, substância tóxica e cancerígena, em uma fábrica em Capivari, a 144 quilômetros de São Paulo.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Brasilit, empresa de construção civil que pertence ao conglomerado Saint-Gobain, fecharam um acordo judicial no valor de R$ 25 milhões com o intuito de encerrar ações coletivas em curso na 8ª Vara do Trabalho de Campinas (SP).
Segundo a Procuradoria do Trabalho, a empresa foi acusada de utilizar amianto, substância tóxica e cancerígena, em uma fábrica em Capivari, a 144 quilômetros de São Paulo.
A conciliação foi homologada pelo Centro Judiciário de Soluções de Conflitos e Cidadania (Cejusc) 1º Grau, órgão do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), em Campinas, em 31 de maio de 2019.
Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho, as informações acerca o acordo final ainda correm em sigilo na Justiça.
A verba será destinada, principalmente, para a construção de uma Clínica de Diagnóstico na Santa Casa de Capivari, pensada "para fazer o diagnóstico de doenças relacionadas ao amianto em empregados e ex-empregados da Brasilit, além de atender a população da cidade em geral".
Leia Também
Além da clínica, parte do valor da indenização será encaminhada para o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) de Piracicaba, a 184 quilômetros de São Paulo, e para a Universidade de Campinas (Unicamp).
A fábrica de fibrocimento da empresa, localizada em Capivari, existe desde os anos 1970, mas foi só em 2002 que deixou de usar o amianto. Na época, a Brasilit foi reconhecida como a primeira empresa no Brasil a banir a substância de seus processos.
Segundo o Ministério Público do Trabalho, o acordo também prevê que a empresa realize exames periódicos "de controle de ex-empregados até 2032, sendo que os ex-empregados têm o prazo de 30 anos, a partir da rescisão contratual, para realizá-los".
Em nota, Alvamari Cassillo Tebet, procuradora responsável pelo acordo, explica que especialistas afirmaram que "o amianto pode ser considerado o principal agente ocupacional relacionado ao maior número de doenças e mortes pelo mundo".
Tebet ressalta que a exposição ao amianto pode causar diversas doenças, como a asbestose, conhecida como o endurecimento do pulmão, o mesotelioma da pleura, um tumor maligno, e outras doenças pleurais, podendo demorar entre "30 e 40 anos" para se manifestar.
A empresa foi procurada pela reportagem e divulgou nota.
"A Brasilit e o Ministério Público do Trabalho firmaram acordo perante a Justiça do Trabalho de Campinas/SP no último dia 31 de maio de 2019. O compromisso considera que:
A Brasilit continuará contribuindo para a sociedade com melhores condições de saúde, investigação científica e meios financeiros efetivos, independentemente da natureza dessas obrigações;
O comprometimento da empresa, em não mais se utilizar do amianto como matéria prima desde 2002 (mesmo que, ainda nos dias de hoje, seja legalmente permitido), será mantido e efetivado de maneira permanente, sob a chancela da Justiça;
A continuidade do atendimento devido e legal aos empregados que trabalharam para a Brasilit à época em que houve a utilização desse produto;
A Brasilit fará uma doação com destinação a projetos de cunho social relacionados a investigações científicas e melhora de condições gerais de saúde das pessoas, de entidades indicadas e eleitas pelo Ministério Público do Trabalho. São elas: Santa Casa de Capivari/SP, UNICAMP e Hospital de Clínicas da UNICAMP;
A empresa não comenta processos judiciais em andamento."
PROVENTOS
Mais de R$ 600 milhões aos acionistas: confira quem tem direito a receber o JCP da Localiza (RENT4)
22 de setembro de 2026 - 19:27TERMÔMETRO DAS ELEIÇÕES
O mercado já escolheu seu cavalo eleitoral? Banco do Brasil (BBAS3) dispara 26% na bolsa, mas a conta não fecha só com as urnas
22 de setembro de 2026 - 17:03UM BOM NEGÓCIO?
Santander quer comprar seu papel SANB11 — mas o que o minoritário ganha ao trocar as ações por BDRs?
22 de setembro de 2026 - 14:16EXPANSÃO
Vale (VALE3) compra 30% da Ligga por R$ 972,36 milhões e prevê expandir capacidade em quatro vezes; qual o plano da mineradora?
22 de setembro de 2026 - 14:01ABRE E FECHA
JBS (JBSS32) fecha capital e J&F quer ser aberta no Brasil: o que muda para o investidor em ações e debêntures na B3
22 de setembro de 2026 - 11:43DE A PARA B
Entre JBS e J&F: o xadrez financeiro dos irmãos Batista na B3
21 de setembro de 2026 - 19:37PREPAREM O BOLSO
Dividendos e JCP: empresas anunciam mais de R$ 600 milhões aos acionistas; saiba quem paga e quando receber
21 de setembro de 2026 - 19:13SINERGIAS
Fusão com a Afya pode turbinar lucro da Yduqs (YDUQ3) e deixar ação mais barata, segundo Itaú BBA; veja o possível prêmio
21 de setembro de 2026 - 17:41A PENEIRA DOS BANCÕES
Itaú, Bradesco ou Banco do Brasil: BofA escolhe seu favorito na B3 — e deixa uma ação de escanteio
21 de setembro de 2026 - 15:57ALÉM DAS FRONTEIRAS
Petrobras acena com descobertas de gás na Colômbia. Aonde a estatal quer chegar?
21 de setembro de 2026 - 14:04ACESSO AO MERCADO DE CAPITAIS
J&F, dos irmãos Batista, pede registro de companhia aberta na CVM: entenda o plano da gigante para ser mais que uma holding
21 de setembro de 2026 - 11:04MAIS UM PASSO
Braskem (BRKM5) vai deixar a B3? CVM dá sinal verde para OPA. Saiba o que isso significa para os acionistas minoritários da petroquímica
21 de setembro de 2026 - 10:42MARGEM EQUATORIAL
Petrobras (PETR4) e MPF entram em briga pela exploração de petróleo na Foz do Amazonas. Qual é o impasse?
21 de setembro de 2026 - 10:29ENTREVISTA EXCLUSIVA
Bradesco (BBDC4) está prestes a receber R$ 10 bilhões para crescer, mas não vai acelerar: “Não queremos voo de galinha”, diz CFO
21 de setembro de 2026 - 6:15COMPRA OU VENDER
Vale (VALE3) no olho do furacão? CEO da mineradora abre o jogo; Citi e Itaú BBA dizem o que você deve fazer com a ação
20 de setembro de 2026 - 13:33MERCADO USA A RÉGUA ERRADA?
Citi sobe o preço-alvo de BTG Pactual (BPAC11) e vê espaço para ação se descolar dos bancões
19 de setembro de 2026 - 16:55VAI PINGAR POR AÍ?
Porto (PSSA3), Totvs (TOTS3) e Fleury (FLRY3) colocam R$ 636 milhões em JCP no radar; veja quem tem direito
19 de setembro de 2026 - 15:47QUEM ESCOLHE QUEM FISCALIZA?
Perto do dono, longe da autonomia? O dilema da independência nos conselhos das empresas da bolsa
19 de setembro de 2026 - 12:38POR DENTRO DO NEGÓCIO
Cheque bilionário do Itaú (ITUB4) para a Eztec (EZTC3) deve impactar mercado de escritórios em São Paulo
18 de setembro de 2026 - 18:34PISOU NO FREIO