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Fernando Pivetti

Fernando Pivetti

Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.

Decepção

Ação do Twitter derrete mais de 20% em Nova York com balanço trimestral decepcionante

Reação bastante negativa dos investidores estava pautada nas principais métricas financeiras do Twitter, que vieram todas abaixo das expectativas

Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
24 de outubro de 2019
15:51 - atualizado às 9:37
Twitter
Imagem: Shutterstock

O balanço do 3º trimestre do Twitter desceu quadrado para os investidores em Nova York. A ação da rede social despenca mais de 20% nesta quinta-feira (24), um dia após números decepcionantes da empresa virem à público.

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A reação bastante negativa dos investidores se fundamentou nas principais métricas financeiras do Twitter, que vieram todas abaixo das expectativas. O lucro operacional, por exemplo, fechou setembro em US$ 44,1 milhões, uma queda de 52% na comparação anual.

Já a receita, apesar de subir 9% em relação ao ano anterior e fechar em US$ 823,7 milhões, não mostrou a mesma força dos trimestres passados, quando alcançava quase 30% de alta.

No quesito publicidade, a receita da empresa cresceu 8% e alcançou os US$ 702 milhões. O desempenho, também abaixo do esperado, foi impactado pelas vendas de publicidade nos EUA, que cresceram apenas 11% (um forte tombo se compararmos ao crescimento de 32% alcançado no terceiro trimestre de 2018. Também pesa no balanço o aumento de 17% nos seus custos operacionais.

Confira os principais números do Twitter:

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  • Receita: alta de 9% ano a ano, para US$ 824 milhões (analistas locais uma média de US$ 873,9 milhões)
  • Lucro operacional: US$ 44,1 milhões - queda de 52% ano a ano
  • Lucro por ação: US$ 0,05, abaixo dos US $ 0,14 do ano passado e dos US$ 0,20 projetados pelos analistas
  • Média de usuários diários: 145 milhões - alta 17% em relação ao ano passado

Veja bem...

Como justificativa para o desempenho mais fraco, o Twitter apontou um recuo na demanda por publicidade da plataforma, que em julho e agosto já costumam ser mais fracas.

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Outro foco de prejuízo foram os problemas técnicos que o Twitter apresentou em seus produtos, entre eles as falhas nas promoções veiculadas nos aplicativos para celulares, o que prejudicou a capacidade da empresa de segmentar anúncios e compartilhar dados de medição e publicidade. Segundo estimativas, essas falhas teriam cortado 3 pontos percentuais na receita trimestral da empresa.

O outro lado da moeda

Ainda que os principais números do balanço tenham decepcionado os investidores, o Twitter tem coisa boa para mostrar. A média diária dos usuários chamados "rentáveis", aqueles perfis autenticados e que pagam por anúncios na rede social, subiu 17% no terceiro trimestre e alcançou 145 milhões.

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