Menu
2019-08-27T13:06:25-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Câmbio

Campos Neto: Real não tem tido comportamento atípico em relação a outras moedas

Presidente do BC deu explicação em resposta a uma pergunta enviada por cidadão ao Senado. Nenhum senador tinha perguntado sobre dólar a R$ 4

27 de agosto de 2019
12:43 - atualizado às 13:06
Campos Neto
Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado - Imagem: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Na avaliação do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, a moeda brasileira, o real, não tem tido um comportamento atípico em comparação com outras moedas emergentes.

Campos Neto, também reforçou que o modelo vigente é de câmbio flutuante e que sempre que o BC entender que há problemas de liquidez, o BC fará intervenções para suprir problemas de liquidez.

Ainda de acordo com o presidente, a recente alta do dólar capturou temas globais, como a tensão comercial. Nos últimos dias, a desvalorização do real ficou um pouco acima da observada pelos pares, “mas dentro de um padrão normal”.

Sabemos dessa posição do BC sobre o dólar, graças a César Augusto, da Bahia, que enviou uma pergunta à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, pelo portal “e-cidadania”, pois até esse momento da audiência pública (12h40), nenhum senador tinha feito questionamentos sobre o atual comportamento da taxa de câmbio.

As afirmações de Campos Neto são relevantes, pois mostram que o BC não enxerga problemas domésticos para a valorização do dólar. Estamos seguindo um movimento global de valorização da moeda americana e, por princípio, o BC não luta contra tendência. O BC atua quando enxerga disfuncionalidades no câmbio.

Mais cedo, na mesma audiência, Campos Neto reiterou a mensagem de que há espaço para ajuste adicional na taxa de juros, a Selic. Mas ponderou que “é fundamental enfatizar que essa comunicação não restringe a próxima decisão do Copom”.

Uma das últimas perguntas foi sobre cena externa e crises. Campos Neto reafirmou que o BC não tem uma previsão dessa situação global, mas que acompanha todos os temas externos “bem de perto”.

Para reforçar a importância da autonomia do BC, ele citou a história recente da Argentina, onde o BC perdeu credibilidade no controle dos preços e, em 30 dias, o país teve de recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo Campos Neto, o que vai nos proteger das crises é um BC com autonomia e credibilidade e que todos tenham claro que a missão do BC é a estabilidade de preços.

Perguntado sobre o que o deixaria satisfeito ao deixar o cargo, Campos Neto disse que "se eu conseguir sair do BC fazendo revolução no mercado de crédito e que seja inclusiva, mais pessoas no crédito, mais pequenas empresas, mais estrangeiros competindo, mais cooperativas, vou ter atingindo meu objetivo".

 

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

TECNOLOGIA

Xiaomi supera Apple em venda de celulares

O levantamento também mostra que a Samsung voltou ser a líder global de vendas de smartphones, após perder a liderança do mercado para a também chinesa Huawei, que ficou no topo por um único trimestre.

BOMBOU NO SEU DINHEIRO

Melhores da Semana: O Halloween dos mercados

A segunda onda de coronavírus é um ‘fantasma’ que ronda os mercados desde o início do ano. Muita gente não acreditou. Nesta semana, ele mostrou as caras.

POLÍTICA

Bolsonaro grava para campanhas e aposta em 2º turno em RJ e SP

Presidente busca apoiar aliados para tentar formar base nos grandes colégios eleitorais para sua campanha de reeleição em 2022

responsabilização

JBS aprova em assembleia ação contra irmãos Batista

Processo diz respeito a prejuízos causados por crimes revelados nos acordos de colaboração e leniência firmados pela JBS com a Procuradoria Geral da República

em live

Se necessário, voltaremos a fazer transferência do BC para o Tesouro, diz secretário

Em agosto, CMN já havia autorizado o Banco Central a repassar R$ 325 bilhões para o Tesouro Nacional

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies