O melhor time de jornalistas e analistas do Telegram! Inscreva-se agora e libere a sua vaga

2019-07-24T19:54:08-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Cartões

Sem bandeira branca, Cielo diz ter “bastante apetite” para continuar na guerra das maquininhas

Vencedores nessa disputa serão empresas que tiverem base de clientes para apresentar outros produtos, diz presidente da Cielo, que avalia ter banco próprio

24 de julho de 2019
12:08 - atualizado às 19:54
Paulo Caffarelli, presidente da Cielo
Paulo Caffarelli, presidente da Cielo - Imagem: Beto Barata/PR

Até onde vai a guerra de preços no mercado de maquininhas de cartão? O presidente da Cielo, Paulo Caffarelli, não sabe dizer, mas deixou claro que não vai hastear bandeira branca aos concorrentes.

"Quem define o preço é o mercado, mas temos bastante apetite para continuar nesse jogo", afirmou Caffarelli, em uma entrevista coletiva na sede da empresa de maquininhas controlada pelo Banco do Brasil e Bradesco.

O presidente da Cielo disse que os vencedores nessa disputa serão as empresas que tiverem base de clientes para apresentar outros produtos aos clientes.

Por isso a companhia decidiu mudar a estratégia e dar foco ao aumento na participação de mercado, em detrimento das margens de lucro.

Os dois lados dessa moeda aparecem bem nos resultados do segundo trimestre. A Cielo registrou lucro líquido de R$ 431,2 milhões, queda de 33,3% em relação ao mesmo período do ano passado e mais uma vez abaixo das projeções do mercado.

Do lado operacional, porém, a empresa mostrou reação, com aumento de 9% no volume de transações realizadas com as maquininhas. A base de clientes também cresceu e chegou a 1,4 milhão, um avanço de 4,6% em três meses e de 14,4% em relação ao segundo trimestre de 2018.

"Os números demonstram que a nossa estratégia focada na participação de mercado foi acertada. Isso não quer dizer q estamos satisfeitos, mas estamos no caminho certo", afirmou Caffarelli.

Líder de mercado, a Cielo voltou a ganhar participação no primeiro trimestre deste ano, com um aumento de 1 ponto percentual, segundo Caffarelli. A expectativa é que essa tendência se repita no segundo trimestre, mas ele não disse que ainda não há como afirmar porque os números dos concorrentes ainda não saíram.

O mercado parece ter comprado o discurso, pelo menos hoje. As ações da Cielo disparou e fechou em alta de 12,89% hoje na B3. Confira também nossa cobertura atualizada de mercados.

Crédito "fumaça"

Na linha de novos produtos que passaram a ser oferecidos aos clientes, o presidente da Cielo destacou o "Receba Mais". Trata-se de um financiamento concedido com base nas projeções de vendas futuras das lojas, o chamado "crédito fumaça".

O projeto piloto começou em junho, com a concessão de R$ 40 milhões. "Essa pode ser uma nova avenida de geração de resultado", afirmou Caffarelli.

Banco Cielo?

O "crédito fumaça" já existe hoje, mas é concedido principalmente por bancos. Ou seja, a Cielo vai competir com as instituições financeiras nessa linha.

Os recursos para a concessão de financiamentos na linha "Receba Mais" hoje vêm de duas fontes: do Bradesco, um dos controladores da Cielo, e de um fundo de recebíveis (conhecido pela sigla FIDC).

Caffarelli não descarta o uso de recursos de outros bancos no futuro ou até mesmo criar um banco próprio para ter um "funding" mais estável para as operações, na linha do que fizeram outras empresas de maquininhas. Mas disse que essa é uma discussão para o futuro.

Sobre os possíveis planos dos bancos controladores de fechar o capital da Cielo depois da forte queda das ações, Caffarelli negou mais uma vez que haja qualquer discussão nesse sentido.

Comentários
Leia também
CUIDADO COM OS ATRAVESSADORES

Onde está o seu iate?

Está na hora de tirar os intermediários do processo de investimento para deixar o dinheiro com os investidores

PORTFÓLIO DE BILHÕES

Aposta contra a Apple (AAPL34)? Veja as mudanças que Warren Buffett, Michael Burry e investidores de elite fizeram nas carteiras

Esses pesos-pesados do mercado financeiros tomaram decisões surpreendentes no primeiro trimestre; confira as mudanças mais significativas que eles fizeram no período

DO BRASIL PRO MUNDO

Guedes tem encontro com Escobari, da General Atlantic, e vai a jantar do BTG; confira a agenda do ministro em Davos

O banqueiro André Esteves, que em abril voltou ao comando do conselho do BTG Pactual, está participando do evento na Suíça

UMA TECH ATRAENTE

É hora da Locaweb? Saiba por que o Deutsche Bank vê ponto de entrada para as ações LWSA3

Banco alemão atualizou a recomendação para a empresa de neutra para compra e vê potencial de valorização de mais de 50% para os papéis

O QUE VEM POR AÍ

Ata do Fed e IPCA-15: confira a agenda de indicadores da semana aqui e lá fora

Nos Estados Unidos, a segunda prévia do PIB no primeiro trimestre também é destaque; na Europa, o PIB da Alemanha é o principal dado

CAMINHO DO MEIO

Menor rejeição e apoio interno no MDB dão vantagem a Simone Tebet; veja os rumos da senadora da terceira via

Maior desafio, segundo marqueteiros, é torná-la popular: 46% do eleitorado desconhece Simone Tebet, segundo pesquisas recentes

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies