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Julho termina com decisões do Fed e do Copom sobre rumo das taxas de juro
O alívio monetário tão cobrado dos bancos centrais pelos agentes do mercado financeiro deve chegar finalmente entre o fim da tarde e o início da noite de hoje, caso o Federal Reserve Bank dos Estados Unidos (Fed) e o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BCB) atuem da maneira prevista por analistas.
Com apenas algumas horas de diferença entre o Fed e o Copom, as autoridades monetárias anunciarão suas respectivas decisões de juro. E em ambos os casos, a expectativa dos analistas é de que as taxas de referência sejam cortadas.
O Fed divulga sua decisão de política monetária às 15h. O anúncio será seguido de entrevista coletiva concedida pelo presidente da autoridade monetária norte-americana, Jerome Powell. Às 18h, será a vez de o Copom divulgar sua decisão de juro.
Com isso, a expectativa é de que o Ibovespa e os mercados de câmbio e contratos futuros de juros comecem a quarta-feira pautados pela cautela entre os investidores em um cenário de baixa liquidez.
Além disso, os negócios no Brasil terão início sob forte pressão negativa vinda do exterior. As bolsas de valores asiáticas fecharam em queda generalizada depois de - mais - um balde de água fria jogado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas negociações comerciais com a China. Já há quem questione o motivo de se marcar uma reunião para azedá-la via Twitter antes mesmo de começar.
As bolsas de valores europeias também abriram em queda à espera dos dados do PIB da zona do euro, enquanto os índices futuros de Nova York sinalizavam abertura no azul em Wall Street em reação ao balanço trimestral da Apple.
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O que também pode mexer com o Ibovespa hoje é a divulgação do balanço da Vale referente ao segundo trimestre de 2019 em um momento no qual os números da mineradora seguem sob o impacto das consequências financeiras e humanas do trágico rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG).
O comportamento dos investidores nos mercados locais pode mudar a partir do anúncio do Fed e da entrevista de Powell, quando os mercados financeiros em São Paulo e Wall Street ainda estarão abertos.
Os banqueiros centrais têm resistido há meses às pressões por cortes de juros, até pelo entendimento de que qualquer alívio monetário depende de outras medidas para que possa surtir algum efeito e fazer frente aos riscos derivados de uma desaceleração econômica em escala global.
No caso do Fed, a aposta majoritária entre os agentes do mercado financeiro é de que a autoridade monetária norte-americana iniciará seu primeiro ciclo de alívio monetário em uma década com um corte de 0,25 ponto porcentual em um momento no qual a política de guerra comercial de Trump começa a pesar sobre os dados econômicos dos Estados Unidos e nos balanços trimestrais das empresas sediadas no país. Uma eventual e inesperada manutenção da taxa de juro pelo Fed tende a azedar o clima.
Em relação ao Copom, ganhou força nos últimos dias a aposta em um corte de meio ponto porcentual na taxa Selic, dos atuais 6,5% ao ano para 6%. Na visão dos analistas, a fraca atividade econômica e a falta de pressão inflacionária justificariam tal ação. O fato é que um corte de 0,25 ponto porcentual na Selic é dado como favas contadas.
Na manhã de hoje, a divulgação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad contínua) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que trará a taxa de desemprego no Brasil ainda na casa dos 12%, tende a ser vista como um sinal a mais de que uma ação mais agressiva do Copom seria justificável.
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