Menu
2019-11-28T07:01:03-03:00
A Bula do Mercado

Dólar rouba a cena em dia de feriado nos EUA

Moeda norte-americana renova máxima histórica pela terceira vez seguida, mas feriado de Ação de Graças nos EUA reduz ímpeto do mercado financeiro

28 de novembro de 2019
5:47 - atualizado às 7:01
Dólar forte
Baixo volume de negócios deve distorcer movimentação dos ativos globais

Não será por falta de notícias que o mercado financeiro terá uma sessão arrastada nesta quinta-feira, feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, o que mantém as bolsas de Nova York fechadas. A convocação do Banco Central para mais um leilão de venda de dólares e o apoio de Trump aos protestos em Hong Kong podem agitar os negócios hoje.

Ainda assim, a ausência da principal referência aos negócios pode distorcer a movimentação dos ativos globais, em meio a um volume financeiro mais fraco, com os investidores evitando maior exposição ao risco. E pode esperar o mesmo para amanhã, quando Wall Street fecha mais cedo.

Isso significa que o dólar tende a orbitar ao redor da faixa de R$ 4,25, podendo buscar novas marcas, após encerrar as três sessões desta semana renovando as máximas históricas frente ao real. A moeda norte-americana volta a roubar a cena hoje, após o BC anunciar para hoje cedo (9h30) a oferta de até US$ 1 bilhão das reservas internacionais.

O desempenho do dólar vem encurtando o fôlego de alta da Bolsa brasileira em direção a topos inéditos, ao mesmo tempo em que os juros futuros engordam os prêmios, diante dos sinais de pressão inflacionária. O receio de repasse (pass-through) na inflação e a alta de preços das carnes por causa da demanda chinesa esquenta o debate sobre a Selic.

Muitos defendem o fim do ciclo de cortes em dezembro, mas há quem diga que há espaço para ajustes adicionais, de menor magnitude, no início de 2020. Já o Ibovespa pode ser influenciado pelas ações de bancos hoje, após o BC limitar o juro do cheque especial a 8% ao mês, a partir de janeiro. Com isso, o juro anual será de 150% ao ano, no máximo.

Tensão no exterior

Ou seja, os mercados domésticos podem ter uma sessão agitada por fatores locais, apesar da pausa nos negócios em Wall Street. Lá fora, os ativos também têm um dia movimentado, após o presidente norte-americano, Donald Trump, assinar lei em apoio aos manifestantes em Hong Kong, provocando a ira de Pequim.

A China manteve a ameaça de retaliação e a interferência de Washington em questões internas pode prejudicar a assinatura de um acordo comercial com os EUA, que parecia estar a caminho. Os investidores resolveram adotar uma postura mais defensiva, esperando para ver o que vai acontecer com a relação entre as duas maiores economias do mundo.

Em reação, as bolsas da Ásia fecharam em queda, com as perdas lideradas por Xangai (-0,5%), ao passo que Hong Kong e Tóquio tiveram perdas moderadas, de -0,1%, cada. As praças europeias também apontam para uma sessão negativa, diante dos riscos de uma piora na relação sino-americana. Já o petróleo recua, apesar da perda de tração do dólar.

A principal dúvida é se as conversas entre EUA e China serão capazes de impedir uma nova rodada de tarifas norte-americanas contra produtos chineses, programada para entrar em vigor em 15 de dezembro, atingindo em cheio vários itens das compras de fim de ano. A esperança é de que Trump adie as sobretaxas, dando mais tempo para as negociações.

Agenda sem graça

A agenda econômica desta quinta-feira está mais fraca, no Brasil e no exterior. Por aqui, merecem atenção os resultados de novembro do IGP-M e da confiança da indústria, ambos às 8h. Antes, lá fora, sai o índice de sentimento econômico do consumidor na zona do euro (7h). Depois, à noite, saem dados sobre a atividade industrial e o desemprego no Japão.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

Disputa com a Stone

Linx se recusa a assinar protocolo de oferta da Totvs, que sobe tom contra conselheiros da empresa

Totvs ainda não desistiu do negócio, mas disse que os conselheiros independentes da Linx trataram a oferta da companhia de forma desigual em relação à proposta feita pela Stone

seu dinheiro na sua noite

A segunda onda (e o primeiro teste)?

A bolsa brasileira ganhou 1 milhão de pessoas físicas nos últimos seis meses. São novos investidores que praticamente não sabem o que é perder dinheiro na renda variável. O Ibovespa registrou uma alta de respeitáveis 40% entre março — o epicentro do terremoto nos mercados provocado pela crise do coronavírus — e agosto. O ganho […]

abertura de capital

Bradesco planeja IPO da Ágora e corretora deve se separar do banco até o fim do ano

Analistas do Goldman Sachs tiveram conferência com os diretores do Bradesco, Leandro Miranda e Carlos Firetti. O plano é realizar o IPO depois de a Ágora conquistar o segundo lugar do setor em termos de participação de mercado — o que é previsto para acontecer dentro de 4 ou 5 anos

Tenebrosas transações

Ibovespa fecha em queda e dólar sobe com escândalo envolvendo bancos da Europa e dos EUA

Aumento de casos de covid-19 na Europa e morte de juíza federal norte-americana constituíram ingredientes adicionais à forte aversão ao risco nos mercados globais

INDO PARA A BOLSA

CSN autoriza IPO da parte de mineração e atualiza projeções

CSN decidiu pelo IPO da unidade de mineração “à luz das condições favoráveis e perspectivas positivas do mercado de minério de ferro”

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements