A AÇÃO QUE ESTÁ REVOLUCIONANDO A INFRAESTRUTURA DO BRASIL E PODE SUBIR 50%. BAIXE UM MATERIAL GRATUITO

2019-11-27T07:45:18-03:00
Olivia Bulla
Olivia Bulla
Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).
A Bula do Mercado

BC impõe limites ao “efeito Guedes” no dólar

Autoridade monetária identifica comportamento atípico e disfuncional da moeda estrangeira e diz estar pronta para agir novamente, se necessário

27 de novembro de 2019
5:35 - atualizado às 7:45
limitesguedes
Fala de Campos Neto deve trazer alívio ao dólar, mas véspera de feriado nos EUA promete volatilidade

A véspera de feriado nos Estados Unidos pelo Dia de Ação de Graças reserva uma agenda carregada de indicadores econômicos norte-americanos e promete enxugar a liquidez pelo mundo ao longo desta quarta-feira. Ainda assim, cabe um ajuste nos ativos brasileiros, após a reação negativa dos negócios locais ontem à declaração do ministro Paulo Guedes (Economia) sobre o dólar, o que demandou uma ação firme do Banco Central.

O BC precisou intervir duas vezes no mercado de câmbio ontem para impedir uma valorização acentuada do dólar, que caminhava em direção à marca de R$ 4,30, reagindo à declaração de Guedes de que é melhor se acostumar com um nível de equilíbrio da moeda estrangeira mais alto. Ao vender até US$ 2 bilhões das reservas internacionais, a autoridade monetária conseguiu acalmar os nervos dos investidores.

Ainda assim, o dólar renovou o maior valor desde a criação do real, em 1994, fechando a R$ 4,24 e contaminando o comportamento do Ibovespa e dos juros futuros. Segundo o presidente do BC, Roberto Campos Neto, o pregão foi atípico e foi identificada uma disfuncionalidade no comportamento do dólar ontem e, por isso, o BC agiu. “Se a gente entender amanhã que o câmbio está disfuncional, faremos nova intervenção”, afirmou ontem, durante evento em Brasília.

As declarações de Campos Neto serviram para ancorar o dólar, após o ministro sinalizar que não vê o real fraco como um problema, retirando uma “âncora oficial” para a moeda brasileira. Ao dizer que o BC está bem preparado e que o volume das reservas internacionais é grande, ao redor de US$ 380 bilhões, a autoridade monetária aborda uma postura diferente - e muito poderosa.

Por isso, a expectativa é de que o dólar tenha hoje uma sessão de alívio. Mas isso não significa que a moeda norte-americana irá buscar níveis muito mais confortáveis. Afinal, a volatilidade deve ganhar força, ainda mais em meio ao movimento de busca por proteção, com os investidores evitando ficar expostos ao risco durante a pausa nos negócios em Wall Street.

Exterior em ritmo de feriado

As bolsas de Nova York não abrem amanhã e fecham mais cedo na sexta-feira, por causa do Thanksgiving. Com isso, os mercados internacionais tendem a operar a meio mastro nos próximos dias, perdendo tração já no decorrer desta quarta-feira. Por ora, o sinal positivo tenta prevalecer entre os índices futuros norte-americanos, sinalizando uma nova sessão de recorde antes da pausa do feriado.

As bolsas na Ásia e os índices futuros na Europa pegaram carona na animação em Wall Street, que renova sucessivas máximas, em meio ao otimismo de que Estados Unidos e China estão perto de assinar a fase um do acordo comercial - o que mantém o dólar forte no mundo. Ontem, o presidente Donald Trump afirmou que os dois países estão “no ponto final” para a assinatura de um acordo, que será um dos mais importantes do mundo.

Com isso, os investidores ficaram mais esperançosos com as negociações comerciais, já que há sintonia na retórica das duas maiores economias do mundo, após o Ministério do Comércio chinês informar que houve progresso em questões importantes durante conversa por telefone com representantes norte-americanos. Agora, os investidores aguardam uma série de indicadores econômicos importantes nos EUA.

Dia de agenda cheia nos EUA

A véspera de feriado nos EUA traz uma agenda carregada de indicadores econômicos. Os destaques ficam com a segunda leitura sobre o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano no terceiro trimestre deste ano, juntamente com os dados sobre a renda pessoal e os gastos com consumo em outubro, além do índice de preços PCE do período.

Os números serão conhecidos às 10h30. No mesmo horário, saem também os pedidos semanais de auxílio-desemprego feitos nos EUA e as encomendas de bens duráveis no país no mês passado. A agenda norte-americana traz ainda dados do setor imobiliário em outubro (12h) e sobre os estoques semanais de petróleo bruto e derivados (12h30).

Por fim, merece atenção ainda o Livro Bege do Federal Reserve (16h). Já no Brasil, o calendário econômico traz o índice de confiança do comércio em novembro (8h) e os dados do Banco Central sobre as operações de crédito em outubro (10h30) e a saída e entrada de dólares (fluxo cambial) do país até meados deste mês (14h30).

Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

MATCH POINT

Serena Williams, das quadras para o mundo dos investimentos, traz boas lições para quem quer planejar a transição de carreira

10 de agosto de 2022 - 17:10

A atleta se dividia entre as quadras de tênis e o mundo dos investimentos nos últimos seis anos; ela ainda deve disputar o torneio US Open antes de se dedicar integralmente à atividade de empresária e investidora

DE OLHO NA REDES

O Magazine Luiza vai decepcionar? A situação ainda está feia para a varejista e você deveria ficar longe de MGLU3, diz analista — descubra o que esperar dos resultados

10 de agosto de 2022 - 16:46

Resultados da varejista serão divulgados amanhã, mas analista alerta: os números não devem vir fortes e você deve ficar longe de MGLU3

APETITE POR RISCO

Destaques da bolsa: Inflação americana derruba juros futuros e Yduqs (YDUQ3), Totvs (TOTS3) e IRB (IRBR3) aproveitam; JHSF (JHSF3) pega carona com números da Cury (CURY3)

10 de agosto de 2022 - 15:34

O apetite por risco dos investidores acompanha as projeções de juros menores nos Estados Unidos

DESTAQUE DA CONSTRUÇÃO

Cury (CURY3) dispara mais de 9% após apresentar receita recorde e margens saudáveis no segundo trimestre; confira os destaques do balanço da companhia

10 de agosto de 2022 - 12:27

O apetite pelos papéis da empresa e de outras construtoras também é alimentado pelo arrefecimento da inflação em julho

TEMPORADA DE BALANÇOS

XP em foco: mercado desaprova despesas maiores e BDRs XPBR31 desabam mais de 8% após balanço do 2º trimestre

10 de agosto de 2022 - 12:25

O mercado ainda mantém recomendações positivas para XP (XPBR31), mas faz ressalvas a respeito de algumas tendências do balanço no 2T22

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies