Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula do Mercado

Mercado volta atenção para cena local

Exterior continua pressionado pela tensão comercial entre EUA e China, mas ruídos políticos também pesam no mercado

Olivia Bulla
Olivia Bulla
27 de agosto de 2019
5:39 - atualizado às 9:42
Temor de que “bomba” exploda no colo de alguém próximo a Bolsonaro eleva tensão

O mercado financeiro deve continuar sensível ao noticiário em torno da guerra comercial e quaisquer declarações de Estados Unidos ou China sobre o tema têm potencial para agitar os ativos globais, inibindo uma recuperação consistente e mantendo a volatilidade em voga. Aqui no Brasil, a cena política volta ao foco e desanima os investidores, ampliando o ambiente já tenso nos negócios locais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por ora, o sinal positivo prevaleceu apenas na Ásia, embalada pelos ganhos da véspera em Wall Street. As principais bolsas da região subiram com a afirmação do presidente dos EUA, Donald Trump, de que está pronto para retomar as negociações com a China. Xangai subiu mais de 1% e Tóquio, quase isso, enquanto Hong Kong caiu.

Já no Ocidente, os índices futuros das bolsas de Nova York apontam para uma sessão negativa, uma vez que Trump mudou o tom, mas não a tática. Essa sinalização prejudica a sessão na Europa, onde apenas a Bolsa de Milão avança, em meio à esperança de formação de um novo governo na Itália sem a necessidade de uma eleição. Ainda na região, a Bolsa de Frankfurt digere a volta da economia alemã à recessão.

Nos demais mercados, o iene sobe, acompanhando o avanço do ouro e dos títulos norte-americanos (Treasuries), em um claro movimento de busca por proteção em ativos seguros. O dólar se enfraquece em relação ao euro e a libra, o que abre espaço para a alta do petróleo. Mas o minério de ferro segue afundando.

Como pano de fundo, a guerra comercial mantém frágil o sentimento dos investidores. A disputa é algo natural entre economias em estágio final de ciclo econômico, duelando pela liderança mundial, e é apenas um dos vetores para a atual desaceleração econômica global - não o único, com potências tentando manter o ritmo de crescimento em bases frágeis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com isso, há dúvidas sobre a capacidade de reação dos bancos centrais para evitar uma perda de tração da atividade mundial. O que se sabe é que as manchetes em torno da guerra comercial devem continuar trazendo volatilidade aos mercados globais, em meio a um ambiente de incertezas crescentes, o que tende a manter a percepção de risco elevada.

Leia Também

Política local volta a pesar

A ver, então, se esse comportamento lá fora se replica aqui, já que ontem o Ibovespa não conseguiu acompanhar a alta das bolsas de Nova York e acabou sucumbindo aos 96 mil pontos, em queda de 1%. O dólar, por sua vez, testou novas faixas na casa dos R$ 4,00, aproximando-se da marca de R$ 4,15 e renovando os maiores níveis do ano.

Já a curva a termo de futuros futuros embutiram boa parte dos prêmios retirados até recentemente, em um movimento marcado pelo desmonte de posições generalizado entre investidores locais e estrangeiros e uma forte onda vendedora. Além de acompanhar um cenário não muito benéfico aos ativos emergentes, a questão doméstica também pesou.

O problema é que o presidente Jair Bolsonaro tem reagindo mal a todo o noticiário regional, envolvendo Argentina, Amazônia - com a ajuda de R$ 83 milhões oferecida pelo G7 sendo rejeitada - e, agora, seu governo. Os investidores ficaram apreensivos com o alarde feito pelo próprio Bolsonaro, de que “está para estourar um problema” envolvendo uma “pessoa importante” muito próxima a ele.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A grande dúvida que circulava nas mesas de negociação ontem é quem estaria envolvido na denúncia. E esse receio tende a continuar hoje, já que nenhuma bomba estourou, por ora. Nos bastidores, o temor era de que o ministro Paulo Guedes (Economia) fosse o alvo, em meio à suspeita de um departamento para operações de lavagem de dinheiro no BTG.

É bom lembrar que, na semana passada, a Polícia Federal realizou a primeira operação baseada na delação do ex-ministro Antonio Palocci, cumprindo mandados de busca em endereços ligados ao ex-presidente do BTG Pactual André Esteves. Correndo por fora, fala-se também no nome do ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) como alvo de denúncia.

Mas quem deve ser atingido é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O juiz da Suprema Corte (STF) Edson Fachin deu 15 dias para a Procuradoria-Geral da República dar parecer sobre a investigação da PF que apontou indícios de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica contra o deputado e seu pai, César Maia.

Da mesma forma, a operação ocorreu após Bolsonaro mudar a superintendência da PF e da aprovação do projeto de abuso de autoridade no Congresso. O presidente ainda precisa decidir se veta ou sanciona a lei. Aliás, o projeto tem sido alvo de críticas de juízes, promotores e policiais, inclusive do ministro Sergio Moro (Justiça).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dia de agenda fraca

O calendário econômico desta terça-feira está fraco, trazendo apenas dados de agosto sobre a confiança e os custos da construção civil no Brasil (8h), bem como o índice de confiança do consumidor norte-americano (11h).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
QUEM LEVA ESSA?

Na mira do dinheiro gringo: Goldman elege o Brasil entre emergentes e revela as ações para lucrar

26 de março de 2026 - 18:15

Apesar da fuga de US$ 44 bilhões dos emergentes, país atrai capital e pode se beneficiar quando o cenário virar; veja onde investir, segundo o banco

IMERSÃO MONEY TIMES

“Para quem estava com medo da bolha em IA, agora é hora de entrar”: tensão global derruba ações e abre ponto de entrada

26 de março de 2026 - 16:00

Em painel do evento Imersão Money Times, especialistas apontaram que a correção recente no mercado de IA abriu espaço para novos investimentos; veja como se expor

O MOTOR DO PREGÃO

Petrobras (PETR4) descobre novo poço, mas rali vem de fora e puxa petroleiras em bloco na bolsa

26 de março de 2026 - 13:50

Movimento do dia vai além do noticiário da estatal — e ajuda a explicar o comportamento do setor

UM ATIVO, UMA INQUILINA

Vinci Logística (VILG11) quer pagar R$ 56,1 milhões pelo único ativo de outro FII de logística; entenda a operação

26 de março de 2026 - 12:40

O empreendimento está localizado em Pernambuco e, atualmente, é ocupado por apenas uma inquilina

HASTA LA VISTA, BABY

Nova carteira: 4 ações devem dar adeus ao Ibovespa em maio, segundo Itaú BBA, e IRB(Re) (IRBR3) é uma delas

25 de março de 2026 - 15:10

Companhias em recuperação judicial ou cujo preço dos ativos é inferior a R$ 1,00 (penny stock) não são elegíveis, por exemplo

PARA IR ÀS COMPRAS

Renda passiva: Allos (ALOS3) anuncia pagamento de R$ 438 milhões em JCP e dividendos; veja datas e valores por ação

25 de março de 2026 - 11:02

Na semana passada, a Allos recebeu, pela primeira vez, o rating AAA.br da Moody’s Local Brasil, com perspectiva estável;; a nota máxima indica que a companhia possui extrema solidez financeira e baixo risco de crédito

SINAL VERDE PARA INVESTIR

Itaúsa (ITSA4): ‘presente’ de R$ 8,7 bilhões e outros dois gatilhos podem impulsionar a ação, diz Bradesco BBI; o que está em jogo?

23 de março de 2026 - 19:57

Desde o início do ano, o papel da holding já saltou 17% — acima do Ibovespa, que sobe 13,7% em 2026

ENTENDA O MOVIMENTO

Maior alta do Ibovespa: por que as ações da MBRF (MBRF3) dispararam hoje e o que Trump tem a ver com isso

23 de março de 2026 - 17:44

Movimento reflete esperança de reabertura de mercados no Oriente Médio, região chave para a empresa

VEJA DETALHES DO NEGÓCIO

Parceria bilionária entre Cyrela (CYRE3) e Helbor (HBOR3) anima mercado e agrada BTG, mas há um ‘porém’; veja qual e o que fazer com as ações

23 de março de 2026 - 14:36

Parceria para projeto no Minha Casa Minha Vida impulsiona ações de Helbor e Cyrela, reforça estratégia de desalavancagem e geração de caixa e sustenta visão construtiva do BTG para os papéis, mas impacto de curto prazo é limitado

5° MELHOR DIA DESDE 2021

Trégua na guerra dá fôlego ao Ibovespa, que salta mais de 3%, enquanto dólar cai a R$ 5,2407; apenas uma ação ficou no negativo

23 de março de 2026 - 12:13

Trégua no Oriente Médio alivia temores sobre energia, derruba o petróleo e impulsiona ativos de risco. Ibovespa avançou mais de 3%, aos 181.931 pontos; o dólar à vista caiu. 1,29%, a R$ 5,2407; Prio foi a única queda

OS DESTAQUES DA SEMANA

Após ‘cumprir profecia’, Eneva (ENEV3) lidera os ganhos do Ibovespa, enquanto Minerva (BEEF3) é ação com pior desempenho na semana

21 de março de 2026 - 16:00

Ibovespa recua com juros e guerra no radar, enquanto petróleo dispara e amplia incertezas globais; Eneva lidera ganhos com salto de quase 25%, enquanto Minerva puxa perdas após resultado fraco, e dólar fecha a semana em leve queda mesmo com pressão no fim

CÂMBIO

Dólar: apesar a forte alta na sexta (20), moeda encerra a semana em queda, a R$ 5,3092; veja o que mexeu com o câmbio

21 de março de 2026 - 14:30

Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

SLC Agrícola (SLCE3) já deu o que tinha que dar? Bank of America eleva preço-alvo após rali em 2026; veja se vale a pena comprar

21 de março de 2026 - 12:00

Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA

JCP

Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio; veja detalhes

21 de março de 2026 - 9:30

Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

19 de março de 2026 - 19:40

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia