🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula do Mercado

Semana de expectativas

Mercado espera avanços na reforma da Previdência, com a instalação da CCJ, e monitora novos sinais de desaceleração da economia global

Olivia Bulla
Olivia Bulla
11 de março de 2019
5:28 - atualizado às 9:55
Reforma da Previdência e Guerra Comercial seguem ditando rumo dos mercados

Dizem que o ano novo começa para valer no Brasil a partir de hoje, passado o carnaval. E o mercado financeiro dá as boas-vindas a 2019 com uma dose de realidade que pressiona os ativos de risco. Aqui, é crescente a desconfiança em relação à reforma da Previdência, enquanto lá fora cresce o temor com a desaceleração da economia global.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa realidade se impõe aos preços dos ativos, elevando a postura defensiva dos investidores, que buscam menor exposição ao risco, diante das frustrações recentes. Afinal, o mercado financeiro vinha apostando que a guerra comercial não impactaria a atividade nem a demanda mundial e que as novas regras para aposentadoria seriam aprovadas logo.

A percepção é de que o dólar só deve aproximar-se da faixa de R$ 3,70 e o Ibovespa, da marca dos 100 mil pontos, quando surgirem sinais de melhora na articulação política no Congresso. Ao menos não se pode negar que o presidente Jair Bolsonaro entrou de vez na batalha da comunicação pela aprovação da nova Previdência - sem muita “desidratação”.

Assim, os investidores ficarão atentos nesta semana à instalação da primeira comissão na Câmara que irá avaliar a proposta da reforma, a de Constituição e Justiça. A expectativa é de que a CCJ seja formada na quarta-feira, mas os deputados estão fazendo “jogo duro” e dizem que só irão compor a comissão quando a reforma dos militares chegar ao Congresso.

A indicação dos partidos para os integrantes do colegiado começa. Mas a criação da CCJ pode se arrastar por mais uma semana, já que a expectativa é de que a equipe econômica envie a proposta de mudanças de regras dos não civis até o dia 20. Mesmo que a CCJ seja instalada, a reforma não deve andar sem o texto dos militares - que só deve ser votado após o envio da Previdência ao Senado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pé no freio

Até lá, os negócios locais devem seguir reféns do exterior, onde a perda de tração da atividade global tem se intensificado pelas principais economias centrais. Os dados fracos sobre o emprego nos Estados Unidos (payroll) em fevereiro levantaram dúvidas quanto a um contágio.

Leia Também

Esse cenário é compatível com a manutenção da política monetária pelo Federal Reserve e com a nova rodada de estímulos por parte do Banco Central Europeu (BCE). O problema é que os rendimentos do trabalhador nos EUA seguiram em alta, o que desenha um quadro inflacionário no país à frente e pode colocar o Fed em uma encruzilhada.

Afinal, a maior economia do mundo estaria perdendo dinamismo, o que sugere juros estáveis, ou será preciso combater um processo de alta nos preços, com mais aperto monetário. Os investidores tentam, então, mensurar se a pior geração de vagas no EUA em 17 meses foi um ponto fora da curva ou se seria o começo de uma tendência preocupante.

Nessa equação, não se pode esquecer do impacto da guerra tarifária no custo dos produtos às empresas e ao consumidor final. Por ora, porém, os investidores seguem otimistas de que EUA e China vão alcançar um acordo comercial, apesar dos sinais recente mais desfavoráveis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com isso, os índices futuros das bolsas de Nova York amanheceram em alta, tentando interromper a sequência de cinco quedas seguidas na semana passada. O desempenho negativo na última sexta-feira pesou ainda na Ásia, onde a maioria das bolsas recuou, à espera de novos desdobramentos sobre as negociações comerciais sino-americanas.

Já as principais praças europeias apontam para uma abertura positiva. Nos demais mercados, o rendimento (yield) do bônus dos EUA de 10 anos (T-note) segue perto do menor nível em dois meses, após o presidente do Fed, Jerome Powell, reiterar “paciência”, ao passo que o dólar também tenta se recuperar da queda ao final da semana passada.

Entre as moedas, destaque para a libra esterlina, que perde terreno antes de uma votação-chave no Parlamento britânico, amanhã, em relação à saída do Reino Unido da União Europeia (UE). Os membros do gabinete tentam convencer os conservadores a apoiar o acordo da primeira-ministro, Theresa May. Nas commodities, o petróleo sobe.

Atividade e inflação movimentam semana

A votação no Parlamento é apenas um dos destaques da carregada agenda econômica desta semana. Os destaques ficam com indicadores de inflação e atividade pelo mundo. Nos EUA, sai hoje resultado do varejo em janeiro (9h30). Amanhã, é a vez do índice de preços ao consumidor (CPI) e, no dia seguinte, do preços ao produtor (PPI), ambos referentes ao mês de fevereiro. Depois, na sexta-feira, sai a produção industrial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É válido lembrar que os EUA entraram no horário de verão ontem, o que deixa a costa leste norte-americana mais próxima de Brasília. Com isso, os principais indicadores econômicos passam a ser conhecidos durante a manhã, sendo que o pregão em Nova York passa a funcionar das 10h30 às 17h - mesmo horário de fechamento do Ibovespa, que abre às 10h.

Na zona do euro, os dados da produção industrial saem na quarta-feira. Na sexta-feira, é a vez do CPI na região da moeda única. Na China, a semana começa com dados de inflação ao produtor e ao consumidor, à noite, e traz também o desempenho da indústria e do varejo, na quarta-feira. No Japão, tem decisão de juros, na quinta-feira.

Já no Brasil, a semana anterior encurtada pelo carnaval concentrou para os próximos dias uma série de indicadores econômicos relevantes. De amanhã até sexta-feira, por exemplo, o IBGE divulga seus principais dados. Na terça-feira, saem os números oficiais da inflação ao consumidor (IPCA), juntamente com os da safra agrícola.

No mesmo dia, tem a primeira prévia deste mês do IGP-M. Depois, começam a ser conhecidos os dados de atividade. Na quarta-feira, sai o desempenho da indústria em janeiro. Depois, na quinta-feira, é a vez do resultado do varejo no início deste ano e, no dia seguinte, na sexta-feira, será divulgada pesquisa do setor de serviços.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Também neste dia, sai o primeira IGP fechado de março, o IGP-10. Já no calendário de balanços, destaque para os resultados trimestrais das concessionárias de rodovias, CCR e Ecorodovias, além de Braskem e Embraer, que serão conhecidos entre quarta e quinta-feira. Hoje, sai o relatório de mercado Focus do Banco Central (8h25).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

R$ 1,2 BILHÃO

Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem

2 de janeiro de 2026 - 15:19

Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante

COMEÇOU MAL

Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira

2 de janeiro de 2026 - 14:47

País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas

RETROSPECTIVA DO IFIX

FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano

2 de janeiro de 2026 - 6:03

Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo

MENOS DINHEIRO NO BOLSO

Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020

31 de dezembro de 2025 - 17:27

Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis

VEJA A LISTA COMPLETA

As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?

31 de dezembro de 2025 - 7:30

Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira

ACABOU O RALI?

Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos

29 de dezembro de 2025 - 18:07

Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano

RESUMO DOS MERCADOS

Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha 

27 de dezembro de 2025 - 9:15

A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro

A MIGRAÇÃO COMEÇOU?

Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP

26 de dezembro de 2025 - 15:05

Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real

ÍNDICE RENOVADO

Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal

26 de dezembro de 2025 - 9:55

Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais

CENÁRIOS ALTERNATIVOS

3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley

25 de dezembro de 2025 - 14:00

O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar

TOUROS E URSOS #253

Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro

24 de dezembro de 2025 - 8:00

Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira

AINDA MAIS PRECIOSOS

Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?

22 de dezembro de 2025 - 12:48

No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%

BOMBOU NO SD

LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro

21 de dezembro de 2025 - 17:10

Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana

B DE BILHÃO

R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista

21 de dezembro de 2025 - 16:01

Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias

APÓS UMA DECISÃO JUDICIAL

Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana

21 de dezembro de 2025 - 11:30

O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo

DESTAQUES DA SEMANA

Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques

20 de dezembro de 2025 - 16:34

Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar