O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Para os analistas Tito Labarta, Jonathan Schajnovetz e Ashok Sivamohan, o preço-alvo em 12 meses é de R$ 11, o que representaria uma desvalorização de 28,5% em relação ao fechamento da última sexta-feira (7)
De olho em expandir suas frentes de atuação para além dos serviços financeiros, o Banco Inter (BIDI4) vem chamando a atenção do mercado. Mas, apesar do sólido crescimento, há quem esteja mais cuidadoso e veja com ressalvas como será a capacidade do banco de monetizar a sua base de clientes.
Em relatório enviado ontem (10) a clientes, o banco Goldman Sachs anunciou o começo da cobertura dos papéis com recomendação de venda. Para os analistas Tito Labarta, Jonathan Schajnovetz e Ashok Sivamohan, o preço-alvo em 12 meses é de R$ 11, o que representaria uma desvalorização de 28,5% em relação ao fechamento da última sexta-feira (7).
A expectativa dos especialistas para o Inter vai na direção contrária ao que esperam para o setor de bancos cobertos pela instituição, em que a estimativa é que haja uma alta de 1% no preço-alvo das ações.
Depois de caírem mais de 3% no pregão desta segunda-feira (11), as ações do banco diminuíram um pouco as perdas. Por volta das 12h54, os papéis preferenciais da companhia estavam sendo negociados a R$ 15,02, uma queda de 2,34%.
Sem deixar de pontuar o sólido crescimento do Inter, os analistas destacaram que o maior desafio da instituição agora será "efetivamente monetizar a base de clientes para justificar o valor atual da ação".
Segundo eles, o banco terá muito trabalho para fazer com as taxas médias por cliente, por exemplo, fiquem em torno de R$ 50.
Leia Também
Os analistas destacaram dois aspectos que exigem atenção: o net promoter score (NPS) e o custo mais alto de aquisição do cliente. De acordo com os três, ainda que o NPS do banco - métrica que mede a satisfação e lealdade dos clientes - esteja em 67, o valor vem caindo desde o primeiro trimestre de 2019 em que ele estava em 71.
Outro ponto é que custo de aquisição de clientes (CAC) aumentou cerca de 20% no último trimestre e fechou o período em R$ 22,37.
Para eles, há ainda o fato de que alguns múltiplos do banco estão bem altos quando comparados aos demais concorrentes do setor.
Na visão dos analistas do Goldman Sachs, a relação entre o preço/lucro da ação, - que indica quantos anos seriam necessários para recuperar o preço pago pela ação com os lucros que a empresa apresenta, supondo que o lucro por ação fique constante -, esperada para 2020 estaria em 66,2 vezes. O ponto é a média dos concorrentes estaria bem abaixo, em torno de 11,1 vezes.
Mesmo fazendo algumas ressalvas sobre pontos que aumentam o risco do investimento no banco, os analistas destacaram que a base de clientes do banco deve mais do que triplicar neste ano e fechar em 4,1 milhões. Eles também afirmaram que o Inter pode alcançar a marca dos 7,6 milhões no ano que vem. Apenas para fins de comparação, em outubro deste ano, o banco anunciou que tinha atingido a marca de 3,3 milhões de contas digitais.
"Nós esperamos também que os empréstimos aumentem em 45% neste ano e 41% no ano que vem, o que o coloca de volta nos trilhos para que o seu [retorno sobre patrimônio líquido (ROE)] mais do que dobre e chegue aos 14,6% em 2022, sendo que em 2020 o indicador deve ficar em 7,2% [...] Mas isso está mais do que precificado no valor premium da ação", destacaram os analistas do Goldman Sachs.
O Inter anunciou os números do seu balanço na última quinta-feira (6). Na ocasião, o banco reportou um lucro líquido de R$ 11,8 milhões no terceiro trimestre de 2019, o que representa uma queda de 38,1% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Apesar da contração no comparativo ano a ano, o banco acumula um crescimento de 19,6% no seu lucro líquido nos nove primeiros meses do ano.
A receita, por sua vez, fechou o terceiro trimestre deste ano em R$ 297,3 milhões, o que consiste em uma alta de 37,8% ante igual período de 2018.
Já a margem financeira do Inter terminou o último trimestre em 8,7% (queda de 1,9 ponto percentual ano a ano). O indicador foi influenciado principalmente pela oferta de ações do banco, que passou a oferecer units na bolsa em julho deste ano.
Entre as iniciativas adotadas pelo banco para tentar monetizar a base de clientes estão a criação de um super app, que foi lançado de maneira mais discreta em agosto deste ano. Os super apps, como são mais conhecidos, são aqueles que reúnem produtos e serviços de diferentes modalidades em uma única plataforma.
A ideia do Banco Inter é transformar o aplicativo atual e ampliá-lo para um marketplace. O projeto deve se traduzir em uma nova fonte de receita para a instituição financeira.
Ao conversar comigo e com Vinicius Pinheiro no começo de setembro deste ano, o presidente do banco, João Vitor Menin, disse que a venda de produtos dentro do aplicativo poderia ter potencial de gerar até R$ 500 milhões de receita em 2021.
Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais
Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global
As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice
Investir nesse tipo de ativo não é óbvio e exige um olhar atento às características específicas de cada metal; o Seu Dinheiro te dá o passo a passo, conta os riscos e vantagens desse tipo de investimento
Relatório do Santander destaca ações fora do consenso e aponta onde o mercado pode estar errando na precificação
Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano
Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias
No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários
Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias
A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente
Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima
Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores
Em meio a transferências globais de capital, o principal índice da B3 renovou máximas históricas puxado pelo fluxo estrangeiro, dólar em queda e expectativa de juros mais baixos nos EUA
Em evento do Seu Dinheiro, especialistas da Empiricus e da Vinci falam das oportunidades para o setor em 2026 e recomendam fundos promissores
Em painel do evento Onde Investir em 2026, do Seu Dinheiro, grandes nomes do mercado analisam os cenários para o Ibovespa em 2026 e apontam as ações que podem se destacar mesmo em um ano marcado por eleições
Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores
O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA
A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e será realizada sob o regime de melhores esforços
Após cair mais de 6% em cinco pregões com o temor de escassez hídrica, as ações da Sabesp passaram a embutir um cenário extremo de perdas, mas para o JP Morgan o mercado ignora a proteção do modelo regulatório
Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico