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Ao longo dos cinco dias, o S&P 500, por exemplo, sofreu. O índice fechou a semana com queda de 2,2%, o que representa a sua pior performance em uma semana ao longo deste ano.
Acirramento da guerra comercial entre Estados Unidos e China, tweets em sequência de Donald Trump, balanços de empresas de tecnologia abaixo da expectativa e o IPO da Uber que derrapou ao engatar a primeira marcha. Ufa, definitivamente não foi uma semana fácil. E o mercado que o diga.
Depois de balançar para cima e para baixo, os três principais índices da bolsa norte-americana, S&P 500, Dow Jones e Nasdaq terminaram a semana com uma leve valorização.
Na lanterninha ficou o Nasdaq que fechou a sexta-feira (10) com alta de 0,08%. O S&P 500 e o Dow Jones, por sua vez, terminaram com valorização de 0,37% e 0,44%, respectivamente. Os números poucos expressivos foram reflexo de uma semana que deixou o mercado financeiro de cabelo em pé.
Mas a leve recuperação dos índices no último pregão não foi suficiente para apagar o estrago de toda a semana. Ao longo dos cinco dias, o S&P 500, por exemplo, sofreu. O índice fechou a semana com queda de 2,2%, o que representa a sua pior performance em uma semana ao longo deste ano.
E não foi só ele que sentiu um baque. O índice VIX, que mede o medo dos investidores, também aumentou 25%. O percentual representa a segunda maior alta semanal de 2019.
Mas como começou tudo isso? O pontapé inicial ocorreu no último domingo (5) quando Donald Trump usou o Twitter para dizer que estava planejando aumentar as tarifas de 10% para 25% que recaem sobre US$ 200 bilhões de produtos chineses.
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Segundo ele, as negociações comerciais com Pequim estavam “muito devagar”. “Não!”, escreveu Trump, que também ameaçou sobretaxar “em breve” outros US$ 325 bilhões em importações chinesas para 25%.
A postura do presidente norte-americano pegou a China e o mercado financeiro de surpresa, uma vez que, até então, a Casa Branca vinha dizendo que as conversas com os chineses estavam “indo bem” e eram “produtivas”.
E o reflexo disso pode ser visto na queda de quase 2% sinalizada pelos índices futuros das bolsas de Nova York logo na manhã de segunda-feira (6). Mas não foram só os Estados Unidos que sentiram. A insegurança contaminou o pregão na Europa. As principais praças do velho continente também abriram em baixa ao redor de 2%, sofrendo ainda com um feriado em Londres.
Depois do baque, o S&P 500 e Nasdaq fecharam a segunda-feira com baixa moderada de 0,44% e de 0,50%, respectivamente. Já o termômetro do medo como é conhecido o índice VIX saltou mais de 40%, mas perdeu força e terminou o pregão em cerca de 20%.
O Dow Jones, que chegou a cair mais de 470 pontos logo na abertura, minimizou as perdas ao longo do dia e teve queda de 0,25% na segunda-feira, fechando em 26.438 pontos.
Depois de quase recuperar as suas perdas no fechamento de segunda-feira, o S&P 500 teve leve piora na terça-feira (7) e terminou o dia com queda de 1,7%, a terceira maior baixa diária já registrada neste ano.
Sem nenhuma novidade por parte dos chineses ou dos americanos, os mercados permaneceram à espera de informações e acompanhando com certa apreensão o aumento das perdas de quarta-feira (8) até a última sexta-feira (10).
Tudo indicava que a semana terminaria bem mal, até que o secretário do tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, resolveu falar e conter um pouco a sangria nos mercados.
Para acalmar os ânimos, Mnuchin disse que as negociações entre China e Estados Unidos tinham sido "construtivas" e que a agenda para a última sexta-feira já tinha sido concluída.
Mesmo sem mostrar que o fim das negociações estava próximo do fim, as palavras de Mnuchin serviram para fazer com que o mercado voltasse às compras. E isso pode ser sentido em alguns índices. O S&P 500, por exemplo, passou uma borracha nas perdas do começo da manhã de sexta-feira e terminou o dia com alta de 0,4%.
E há quem diga que se não fosse o tweet de Trump sobre o aumento das tarifas sobre os produtos chineses, talvez a semana poderia ter sido muito boa para as bolsas norte-americanas. Isso porque a expectativa dos analistas para os balanços das companhias apontava para um bom crescimento.
Aliado a isso ainda havia uma postura mais tranquila do Fed, que optou por manter os juros entre 2,25% e 2,5% e voltou a falar em sólido crescimento econômico. Logo, em um cenário tão positivo qualquer "tremor de terra" poderia causar grande impacto.
Apesar de semana já ter passado, mesmo que um acordo final com a China pareça distante, uma certeza que temos agora é que investidores do mundo todo estarão atentos aos próximos passos das negociações entre os dois países.
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