Ryanair põe três Boeing 737 em quarentena após constatar rachaduras entre a asa e o corpo do avião
Empresa aérea low-cost Ryanair é que mais opera aviões Boeing 737 no continente europeu. Segundo jornal, uma cópia dos registros de engenharia internos aponta que os três modelos apresentam “rachaduras na forquilha”

Não bastasse o delicado momento financeiro que a gigante Boeing enfrenta, a Ryanair trouxe mais um foco de tensões para o negócio da fabricante de aviões norte-americana.
Pelo menos três aeronaves Boeing 737 da companhia aérea low-cost irlandesa foram retirados da frota em operação após serem constatadas rachaduras entre a asa e a fuselagem dos modelos. As informações, até então mantidas em sigilo pela própria Ryanair, foram divulgadas pelo jornal britânico The Guardian. Os modelos possuem mais de 15 anos de operação.
Documentos comprovam
Segundo o Guardian, uma cópia dos registros de engenharia internos da Ryanair aponta que os três modelos apresentam “rachaduras na forquilha”.
Questionada sobre o tema, a Ryanair não respondeu a perguntas enviadas pelo jornal britânico. Um porta-voz informou que a companhia aérea não esperava que as rachaduras tivessem "qualquer impacto em nossas operações ou na disponibilidade de nossa frota". Completou dizendo que a aérea low-cost realizou todas as inspeções em aviões com mais de 30.000 ciclos de vida, e atualmente está inspecionando aqueles com menos de 30.000.
Vale lembrar que a Ryanair é a empresa que mais opera Boeings 737 na Europa. No total, são mais de 450 exemplares do NGs, o mesmo que apresentou rachaduras.
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Boeing em tensão global
Esse é o caso mais recente envolvendo falhas na estrutura do chamado “pickle fork” das aeronaves Boeing 737. Foi justamente esse problema que desencadeou (mais) uma crise global e forçou a parada urgente de 50 aviões desde 3 de outubro.
Outras companhias aéreas ao redor do mundo já havia divulgaram o número de aviões afetados pelas rachaduras, entre elas a australiana Qantas. No entanto, a Ryanair se recusou a soltar quantos dos modelos sob sua propriedade foram afetados.
O "pickle fork" é uma estrutura grande que fortalece a conexão entre a asa e o corpo do avião. As rachaduras foram encontradas pela primeira vez em um 737 na China, levando a uma verificação urgente.
Dois dos aviões parados estão em um local de reparo do Aeroporto de Logística do Sul da Califórnia, em Victorville, Califórnia. Já o terceiro avião está armazenado no aeroporto de Stansted, em Londres.
*Com informações do jornal The Guardian.
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