Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2019-03-29T15:25:29-03:00
Estadão Conteúdo
Após diversos entraves

Acionistas da Embraer aprovam acordo com Boeing com 96,8% dos votos válidos

Negócio prevê venda de 80% da área de jatos comerciais da brasileira à norte-americana mediante ao pagamento de US$ 4,2 bilhões

26 de fevereiro de 2019
11:32 - atualizado às 15:25
Embraer – Boeing
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O acordo para combinação de negócios entre a Embraer e a Boeing foi aprovado nesta terça-feira, 26.

A aprovação ocorreu com 96,8% dos votos válidos, grupo que representa 67% dos acionistas (entre presentes e votos a distância).

Agora, o acordo aguarda aprovação dos órgãos regulatórios, o que deve acontecer até o final do ano, segundo expectativa da empresa brasileira.

A votação ocorreu rapidamente e a decisão foi tomada e anunciada em meia hora. O acordo aprovado pelos acionistas prevê a combinação das duas companhias e já recebeu o aval do governo Jair Bolsonaro no mês passado. O negócio prevê a venda de 80% da área de jatos comerciais da brasileira à norte-americana, mediante o pagamento de US$ 4,2 bilhões. O contrato, portanto, determina a criação de uma nova companhia, na qual a Boeing terá 80% de participação e a brasileira, 20%.

As áreas de defesa e de aviões executivos continuarão com a fabricante de aviões brasileira. A Embraer terá, como sócia minoritária, impacto limitado nas decisões da nova joint venture. A cadeira concedida à brasileira no conselho de administração do novo negócio terá caráter consultivo, sem poder de veto.

Há pouco, a companhia divulgou fato relevante sobre o resultado da reunião e disse que a consumação da operação continua sujeita à aprovação por autoridades concorrenciais do Brasil, dos Estados Unidos "e de outras jurisdições aplicáveis", bem como "à satisfação de outras condições usuais em operações desta natureza.

Liminares

Pela manhã, a fabricante de aviões conseguiu derrubar a liminar que impedia a realização da Assembleia, anunciada na sexta-feira, pelo juiz federal Victorio Giuzio Neto, da 24.ª Vara Cível Federal de São Paulo. A decisão de Giuzio Neto atende a uma ação civil pública movida por diversas entidades sindicais - como o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região - e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Sindicalistas temem demissões em massa na companhia.

A ação movida pelos sindicatos pedia pela anulação do negócio entre as duas empresas, por suposta violação às garantias previstas na golden share detida pelo governo federal. A ação especial exige que o Estado brasileiro conceda seu aval a operações relevantes na companhia. Essa autorização, porém, já foi dada pelo governo.

Em julho, o acionista minoritário Renato Chaves já havia tentando suspender a AGE, ao apresentar uma reclamação a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na mesma semana da divulgação do acordo. Na época, sua iniciativa se concentrou na modelagem da operação que, segundo ele, escondia uma troca de controle. A nova queixa, apresentada semana passada, sustenta-se no Manual da AGE.

Segundo ele, o documento fica devendo informações relevantes para os acionistas. "Falta o laudo de avaliação para a parcela "acervo", o item "instalações atribuídas" está sob sigilo e não há nenhum detalhamento sobre o acordo de acionista da nova empresa", resume.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

Virou o jogo

Arezzo (ARZZ3) pode subir 30% com compra da Reserva e novas aquisições

Os analistas do banco de investimentos estão mais confiantes no potencial de lucro da empresa e elevaram também o preço-alvo dos papéis

unicórnio latino

Plataforma de venda de carros usados Kavak se torna a segunda startup mais valiosa da América Latina

Empresa foi avaliada em US$ 8,7 bilhões, após nova rodada de aportes liderada pelo fundo de venture capital General Catalyst

Oportunidades

Ditadura, crise de 2008 e tragédia do governo Dilma: nada venceu a Bolsa no longo prazo; conheça 7 ações promissoras diante da queda do Ibovespa

É tolice cair no desespero de vender ações na baixa do Ibov, afinal, histórico da Bolsa mostra que nenhuma crise venceu a bolsa no longo prazo; dito isso, o Seu Dinheiro apresenta para você oportunidades que você deve ficar de olho

Estável, mas...

O que mexe com o preço do bitcoin (BTC) hoje: criptomoedas sentem cautela, mas China pode ajudar mercado após caso Evergrande; entenda

A decisão sobre retirada de estímulos da economia pode afetar as criptomoedas, mas o dinheiro pode vir da China, com o caso Evergrande

Destaques da bolsa

Siderúrgicas e mineradoras puxam alta da bolsa e sobem forte após disparada de 16% no minério de ferro; confira

Depois de cair 8% no início da semana, o minério de ferro disparou no porto de Qingdao, na China e mexeu com as ações do setor na bolsa

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies