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Mas para que isso ocorra, a prioridade é a aprovação do decreto em que o BC autoriza diretamente os bancos a receber capital estrangeiro. Além disso, a abertura de capital deve vir depois do lançamento de uma plataforma 2.0 da instituição
Depois de tentar abrir capital no Brasil no ano passado, a estratégia que está sendo analisada pelo Agibank agora é de ir para a terra do Tio Sam. Sem dar muitos detalhes, o CEO do banco, Marciano Testa, falou com alguns jornalistas durante evento do Credit Suisse nesta terça-feira (29). Mas para que isso ocorra, ele destacou que o banco depende de dois fatores.
"É preciso que seja aprovado o decreto que permite ao BC autorizar que os bancos recebam capital estrangeiro. Estamos esperando isso e também, estamos aguardando o lançamento da nossa plataforma 2.0, que busca melhorar a experiência do nosso cliente", destacou Testa sem detalhar muito sobre a novidade.
O decreto que Testa menciona é um em que voltou à discussão no começo deste ano. Em janeiro, Jair Bolsonaro disse que pretendia assinar um decreto para permitir que o Banco Central autorizasse diretamente a entrada de capital estrangeiro em instituições financeiras no país. Hoje, é necessário ter a autorização do BC e do presidente da República, o que aumenta a burocracia do processo.
O banco tentou abrir capital pela primeira vez em junho do ano passado. Na época, a instituição buscava para si um valor de mercado de R$ 9 bilhões, mas a operação foi cancelada em setembro.
A tentativa de ir para a terra do Tio Sam vem depois de o banco ver o sucesso de algumas ofertas internacionais como a da PagSeguro e mais recentemente da Stone, ambas gigantes no setor de adquirência.
No caso da Pagseguro, o IPO ocorreu em janeiro do ano passado e levantou cerca de US$ 2,3 bilhões em Nova Iorque. Já o segundo ocorreu em outubro e conseguiu um valor de US$ 2,8 bilhões.
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