Cyrela, Iguatemi, B3 e BRF: os balanços que vão movimentar os mercados nesta sexta-feira
Empresas dão sequência à maratona de resultados trimestrais e devem trazer uma volatilidade extra para a bolsa

A maratona de balanços das empresas de capital aberto não para e nesta sexta-feira os mercados devem digerir mais uma bateria de números.
Fechando mais uma semana de balanços financeiros do terceiro trimestre de 2019, Cyrela, B3, BRF e Iguatemi divulgaram seus resultados. Confira as principais informações de cada um deles.
Cyrela
Os acionistas da incorporadora tem o que comemorar. A empresa conseguiu reverter um prejuízo de R$ 121 milhões no terceiro trimestre de 2018 e registrou um lucro líquido de R$ 104 milhões no mesmo período desse ano, número bem acima dos R$ 76,4 milhões estimados pelo mercado. Destaque também para a receita líquida da Cyrela, que fechou setembro com acumulado de R$ 935 milhões, alta de 29% na comparação anual e acima das expectativas dos analistas (R$ 972,3 milhões). Um destaque do balanço apontado pela diretoria da empresa foi a alta de 44% nas vendas, impulsionadas tanto pela melhor conjuntura de mercado como pelas reduções de taxas de financiamento para pessoas físicas.
- Lucro líquido: R$ 104 milhões (ante R$ 121 milhões de prejuízo no 3º trimestre de 2018)
- Receita Líquida: R$ 935 milhões (↑29%)
Iguatemi
Reforçando o time das empresas com balanços positivos, a Iguatemi também trouxe números fortes no terceiro período do ano. Com um lucro líquido de R$ 86,9 milhões - 32,5% acima do apurado em igual trimestre do ano passado -, a empresa superou as expectativas do mercado, que esperavam um lucro em torno dos R$ 67 milhões. Dona de 14 shoppings brasileiros, dois outlets e três torres comerciais, a Iguatemi viu seus números turbinarem após um programa de venda de ativos, que incluiu a venda de participação no shopping Iguatemi Caxias e de terrenos de seus shoppings em São José do Rio Preto (SP) e Sorocaba (SP). No total, a empresa levou R$ 47,9 milhões nas transações. Nos demais indicadores principais, o Ebitda ajustado da empresa (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) veio acima das projeções e a receita líquida, abaixo.
- Lucro líquido: R$ 86,9 milhões (↑32,5%)
- Ebitda ajustado: R$ 154,9 milhões (↑9,7%)
- Receita Líquida: R$ 182,3 milhões (↑2,7%)
B3
Com a continuação do "boom" da bolsa de valores no terceiro trimestre, os analistas de mercado tinham grandes expectativas para o balanço da B3, a empresa que administra a bolsa paulista. Só que os resultados acabaram vindo mistos. O lucro líquido da empresa fechou o terceiro trimestre em R$ 719,6 milhões. Apesar da expressiva alta de 54,62% na comparação anual, o número ficou abaixo dos R$ 905,2 milhões esperados pelo mercado. Já o Ebitda recorrente da B3 veio em linha com as estimativas, alcançando R$ 1,1 bilhão - alta de 42,3% ano a ano. Pelo lado positivo destaca-se a receita líquida da companhia, que superou as projeções e fechou o trimestre em R$ 1,706 bilhão.
- Lucro líquido: R$ 719,6 milhões (↑54,6%)
- Ebitda recorrente: R$ 1,109 bilhão (↑42,3%)
- Receita Líquida: R$ 1,706 bilhão (↑34,1%)
BRF
A BRF registrou lucro líquido de R$ 445,6 milhões no terceiro trimestre nas operações continuadas. O lucro líquido do total societário foi de R$ 304,4 milhões e reverte o prejuízo de R$ 812,4 milhões registrados em igual período de 2018. O Ebitda ajustado alcançou R$ 1,609 bilhão, avanço de 178,1% ante igual trimestre do ano anterior e inclui ganho líquido de R$ 467 milhões referente a ações tributárias. Sem este ganho tributário, o Ebitda totalizaria R$ 1,142 bilhão. A receita líquida para o terceiro trimestre de 2019 atingiu em R$ 8,459 bilhões, alta anual de 8,4%.
Leia Também
- Lucro líquido: R$ 304,4 milhões (ante prejuízo de R$ 812,4 milhões)
- Ebitda: R$ 1,609 bilhão (↑178,1%)
- Receita Líquida: R$ 8,459 bilhões (↑8,4%)
*Com Estadão Conteúdo
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