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Fernando Pivetti

Fernando Pivetti

Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.

Para marcar na agenda

Bradesco, Cielo, Renner, Via Varejo e mais 4 empresas divulgam balanços nesta semana

Saiba o que esperar dos principais números de cada companhia e esteja preparado para qualquer surpresa do mercado

Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
22 de abril de 2019
6:02 - atualizado às 16:15
Homem anota nomes de empresas que vão divulgar balanços
Temporada de balanços volta com tudo nesta semana - Imagem: Andrei Morais/Seu Dinheiro

Passou tão rápido que nem deu para sentir saudades! Pouco mais de quinze dias depois do último balanço anual de 2018, o mercado volta seus olhos para a temporada de resultados do primeiro trimestre de 2019.

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São vários os balanços que os investidores aguardam com ansiedade, mas para os próximos dias você deve ficar atento em oito deles. Cielo e Via Varejo abrem a semana, com os balanços saindo na terça-feira, 23. Na quarta-feira, 24, é a vez da Weg publicar seus números. Bradesco, Fleury e Localiza apresenta resultados na quinta-feira, 25, e Lojas Renner e Hypera na sexta-feira, 26.

Mas o que você deve esperar de cada uma dessas empresas? Eu preparei um compilado do que os analistas de mercado estão projetando para os principais indicadores empresariais. A ideia é sempre te ajudar a entender um pouco mais sobre a situação de cada companhia - e se preparar para o caso do balanço revelar alguma surpresa.

Hoje quero falar para você especificamente de três empresas: o bancão Bradesco, a gigante do varejo Lojas Renner e a companhia de meios de pagamento Cielo.

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Acelerou?

O Bradesco inaugura mais uma série de lucros bilionários que, trimestre após trimestre, são anunciados pelos grandes bancos.

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O segundo maior banco privado do Brasil vem no embalo de um lucro líquido de R$ 21,6 bilhões em 2018 (uma alta invejável de 13,4%) e entrou em 2019 com a promessa de aumentar sua concessão de crédito em até 13%. Essa, inclusive, é a primeira métrica que você deve ficar de olho quando o balanço for divulgado.

Falando um pouco mais de negócios, o Bradesco também vê um bom momento para a sua conta digital Next, que recentemente atingiu a marca de 500 mil clientes.

Para você ter uma ideia, no fim de novembro do ano passado, o número de contas abertas pelo Next era de 5 mil por dia, sendo 218 mil novos clientes apenas no quarto trimestre do ano passado. A expectativa do Bradesco é de atingir a marca de 1,5 milhão de correntistas no fim deste ano via Next.

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Em termos de lucro líquido, os analistas de mercado consultados pela Bloomberg projetam que o banco deva fechar o trimestre em R$ 6,129 bilhões. Se confirmado, o resultado deve representar uma alta de quase 40% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o banco fechou março de 2018 com lucro de R$ 4,467 bilhões.

Outro ponto que também vai merecer a sua atenção será o retorno sobre patrimônio líquido do Bradesco, também chamado de rentabilidade. Para o nosso especialista em bancos, Vinícius Pinheiro, esse é um dos parâmetros que mais interessa ao acionista de qualquer banco, já que reflete diretamente em como a instituição está empregando o capital que vem dos mercados.

Uma informação interessante é que, recentemente, o Bradesco perdeu a segunda posição entre os bancos mais rentáveis do país para o Santander, ficando atrás do banco espanhol e do Itaú Unibanco em 2018. Vale a pena ficar de olho se o Bradesco conseguirá retomar tal posto. Os analistas de mercado, por exemplo, projetam uma rentabilidade de 20,77% no 1º trimestre, ante 17,7% no mesmo período do ano passado.

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A queridinha vai surpreender?

Outro destaque desta semana será o balanço da Lojas Renner. A empresa, que está sob nova direção desde a semana passada, já consolidou sua posição de "queridinha do varejo na bolsa" entre os principais gestores e analistas.

E não seria para menos. Nos últimos 13 anos, os papéis da varejista acumulam uma impressionante valorização de 4.377%, contra apenas 277% do Ibovespa no mesmo período, de acordo com a Economática.

Mas para que as ações continuem nesse pique, também é preciso continuar mostrando força nos negócios e nos números. No primeiro caso, a empresa já começou o ano informando que abriria três lojas na Argentina no segundo semestre.

Quanto ao segundo parâmetro, se depender das projeções dos analistas, o que não vão faltar para os acionistas são motivos para comemorar. Depois de um lucro líquido de R$ 1,02 bilhão em 2018, o pessoal do mercado espera um lucro líquido de R$ 146 milhões no 1º trimestre, além de uma receita líquida de R$ 1,872 bilhão e uma geração de caixa via Ebitda de R$ 284 milhões. Todos esses números refletem uma alta na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

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Números em meio ao bombardeio

Depois de nadar de braçadas e praticamente sozinha no mercado de meios de pagamento por um bom tempo, a Cielo tem vivido momentos desafiadores nos últimos tempos e essa condição tem tudo para impactar o balanço do 1º trimestre.

A situação é complicada: com o histórico IPO da concorrente Stone nos Estados Unidos, lá no começo de 2018, a Cielo viu o mercado de maquininhas rachar e perdeu, ao longo do ano passado, quase 60% do seu valor de mercado.

A empresa controlada pelo Banco do Brasil e pelo Bradesco ensaiava uma recuperação neste ano - inclusive as ações da empresa foram um dos grandes destaques do Ibovespa em janeiro. O impulso dos negócios veio sobretudo após a posse de Paulo Caffarelli na presidência. Com foco nos microempreendedores e pequenos comerciantes, o executivo sustenta um projeto de fazer com que a Cielo volte a ter lucro na casa dos R$ 4 bilhões.

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Mas a meta pode ficar mais complicada, ainda mais depois da notícia que saiu na quinta-feira passada de que a concorrente Rede, do Itaú Unibanco, zerou as taxas aos lojistas que anteciparem os recebíveis das vendas realizadas nas compras com cartão de crédito.

Em meio ao bombardeio de concorrentes, vale a pena ficar de olho no desempenho da Cielo neste começo de ano. Os analistas de mercado esperam um lucro líquido de R$ 932 milhões, número que representaria uma alta de 58% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Em termos de receita, a expectativa é de uma soma de R$ 2,79 bilhões (praticamente estável na comparação anual).

Para colocar na sua agenda

Via Varejo, Weg, Localiza, Fleury e Hypera também vão divulgar seus números na quinta-feira. Preparei para você um tabela com as principais projeções de mercado.

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