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O problema é que alguns especialistas estavam levando em consideração apenas o saldo do volume negociado no mercado secundário, o que não capturava o total de investimento estrangeiro no país
Depois de tamanha polêmica envolvendo o fato de que o fluxo do gringo na bolsa seria positivo ou negativo em 2019, a B3 decidiu acabar com o tira-teima.
De acordo com as informações divulgadas hoje (6), o investidor estrangeiro colocou R$ 1,7 bilhão em recursos no mercado de renda variável no Brasil entre 2 de janeiro e 4 de setembro.
Antes, algumas publicações haviam veiculado que o fluxo era negativo. O problema é que alguns especialistas estavam levando em consideração apenas o saldo do volume negociado no mercado secundário, o que não capturava o total de investimento estrangeiro no país.
Apesar da dúvida, o nosso repórter Eduardo Campos já tinha provado nesta matéria porque o fluxo dos investidores estrangeiros na bolsa em 2019 era positivo.
Para evitar polêmicas, a B3 decidiu mudar a forma com que vai disponibilizar os dados, que agora será unificada.
Com isso, a bolsa mostra que para considerar o fluxo do gringo na bolsa é preciso considerar dois fatores: o volume negociado no mercado secundário e o volume aportado pelo investidor gringo em ofertas iniciais de ações (IPOs) e ofertas subsequentes (follow-ons).
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Em nota, o superintendente de Produtos, Serviços de Tecnologia e Market Data da B3, Adolpho Bianchi, disse que "[...] considerar apenas o mercado secundário para essa análise de fluxo de capital externo despreza inclusive a possibilidade do dinheiro do investidor não residente estar migrando de um papel para outro dentro do próprio mercado brasileiro”.
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