De olho no filé mignon, Azul quer usar espaço da Avianca para crescer em Congonhas e Santos Dumont
Essa é uma das condições que a Azul impôs para concretizar o negócio. Há opiniões diferentes sobre transferência de espaço em aeroporto como ativo da companhia

Com a proposta formalizada hoje pela Avianca, a Azul está de olho no grande filé mignon da aviação brasileira: os espaços nos aeroportos de Congonhas e Santos Dumont, nos centros de São Paulo e do Rio. Como esses aeroportos operam no limite, a companhia precisaria comprar a rival para ganhar posições. Segundo fontes a par da negociação, essa é uma das condições que a empresa impôs para concretizar o negócio.
A Azul propôs a compra de 70 pares de slots (horários de pouso ou decolagem) da Avianca. Eles se referem a todos espaços da companhia nos aeroportos de Congonhas e Santos Dumont e algumas posições no aeroporto de Guarulhos. Segundo fontes, esses slots devem responder por cerca de 60% da operação da Avianca, que tem 11% de participação no mercado doméstico. Já a Azul é dona de 20% de participação, atrás de Gol (38%) e Latam (29%).
A visão da Azul é de que terá de comprar a Avianca para crescer nesses mercados. Nas demais regiões em que a empresa opera há espaço nos aeroportos e a Azul poderia aumentar suas frequências sem precisar comprar uma concorrente.
Há diferentes interpretações na legislação do setor sobre o que acontece com as posições de uma empresa nos aeroportos, os chamados slots, em caso de venda da companhia. Uma parte dos especialistas entende que o slot é da companhia e pode ser transferido a outra empresa, como um ativo. Já outra corrente entende que o slot é uma concessão e pertence, portanto, à União. Nesse caso, o slot teria que ser sorteado entre as empresas interessados caso uma companhia aérea deixe o mercado.
A Azul não consegue comprar os slots da Avianca. Mas o entendimento é que o slot "segue" com a companhia - e por isso a Azul quer comprar também o certificado de operações da Avianca.
Nas outras aquisições do setor, os procedimentos foram divergentes. Quando a Gol comprou a Varig, ficou com os slots da empresa gaúcha. Decisão diferente foi tomada pelas autoridades aeronáuticas quando a TAM comprou a Pantanal. Bem que a TAM tentou evitar na Justiça, mas perdeu a briga. Foi nesta época que houve uma redistribuição dos horários de pouso e decolagem da Pantanal em Congonhas. E foi assim que a Azul entrou no aeroporto mais disputado do país, ainda que de forma tímida.
Leia Também
Marca Avianca deve sumir do Brasil

A intenção da Azul é incorporar totalmente a operação da Avianca. Por um período, haverá uma transição, no qual as duas marcas prevalecerão. Por um tempo, os aviões ainda voarão com a marca Avianca, embora operem voos da Azul.
O negócio põe fim ao sonho dos irmãos Germán e José Efromovich de criar uma gigante latina da aviação com a marca Avianca. A companhia aérea homônima que opera na Colômbia deve seguir com a marca.
Impasse envolvendo aeronaves
A Azul se comprometeu também em assumir os contratos de leasing das 30 aeronaves da Airbus envolvidas no negócio. Trata-se de uma solução para o impasse envolvendo a companhia aérea e empresas de leasing. Em meio à sua crise operacional, a empresa deixou de pagar fornecedores e eles tentam reaver os aviões.
A Azul usa o mesmo avião na sua frota e poderá incorporar algumas unidades. A companhia poderá também repassar os contratos para outras empresas aéreas.
A proposta da Azul pela Avianca ainda precisa ser aprovada pelos credores da companhia e pelas autoridades do setor aéreo e de concorrência do Brasil.
PROTEÇÃO ATIVADA
Apesar da pressão nos custos, Vale (VALE3) conta como economizou até US$ 3 bilhões no 3T26; ação sobe mesmo com balanço fraco
30 de outubro de 2026 - 15:18REDUÇÃO DE DÍVIDA NO RADAR
Vai sair do papel? CSN (CSNA3) dá passo decisivo para venda de negócio de cimentos por R$ 12,7 bilhões
30 de outubro de 2026 - 10:26BALANÇO 3T26
Com minério de ferro e petróleo jogando contra, Vale (VALE3) vê lucro cair 53%, para US$ 1,255 bilhão
29 de outubro de 2026 - 20:27O FUTURO DA PETROLEIRA
Petrobras (PETR4) confirma terceira descoberta de petróleo na Margem Equatorial
29 de outubro de 2026 - 18:50HORA DE COMPRAR?
Gerdau (GGBR4) no radar: Itaú BBA recomenda compra e UBS BB vê ação a R$ 35; o que está por trás do otimismo?
29 de outubro de 2026 - 16:50AQUECIMENTO PARA O BALANÇO
Dividendos de até US$ 4,2 bilhões: com operacional tinindo, Petrobras (PETR4) deve ‘blindar’ os proventos da queda do petróleo
29 de outubro de 2026 - 14:49RESULTADOS DO 3T26
Microsoft (MSFT) mostra que é possível crescer com IA gastando menos e com balanço sólido; veja números
29 de outubro de 2026 - 11:53CILADA NA BOLSA?
E agora, Nubank? Itaú BBA corta preço-alvo e alerta: o pior ainda pode estar por vir
29 de outubro de 2026 - 11:22NA MIRA DO BC
Mais uma liquidação: Banco Central tira do ar empresa que operava nos bastidores do Pix após encontrar “graves violações”
29 de outubro de 2026 - 9:34AQUECIMENTO PARA O BALANÇO
Vale (VALE3): lucro deve cair quase 50% no 3T26 com inimigo persistente roubando a cena. O que esperar do balanço de hoje?
29 de outubro de 2026 - 6:30RENEGOCIAÇÃO
Raízen (RAIZ4) consegue desconto de R$ 8,5 bilhões em dívidas tributárias; veja quanto a empresa terá de pagar
28 de outubro de 2026 - 18:26PERDEU O ENCANTO?
Itaú BBA deixa de recomendar compra de Bradesco (BBDC4), e ação cai forte; o que levou o bancão a perder o brilho?
28 de outubro de 2026 - 16:27O DILEMA DO BANCÃO
“O preço a pagar” para reduzir riscos: CEO do Santander revela plano para atingir ROE acima de 20%
28 de outubro de 2026 - 14:32BALANÇO AGRADOU
Caneta emagrecedora e dívida menor: os dois motores que fazem da Hypera (HYPE3) uma das poucas altas do Ibovespa hoje
28 de outubro de 2026 - 13:31REAÇÃO AO RESULTADO
Santander (SANB11) afunda mais de 5% após resultado fraco, mas analistas revelam ‘trunfo’ que pode salvar as ações da queda
28 de outubro de 2026 - 11:54OS BASTIDORES DA OPERAÇÃO
Por dentro da Shopee: 150 mil tipos de produtos, muitas mãos e uma corrida para fazer cada pedido chegar à sua casa
28 de outubro de 2026 - 10:46BALANÇO
Santander Brasil (SANB11) frustra no 3T26: lucro tomba 28% e ROE cai a 11,9%; veja os destaques do balanço
28 de outubro de 2026 - 6:16POTENCIAL DE ALTA
Maré favorável? Citi inicia cobertura da OceanPact (OPCT3) e vê espaço para alta de 48%
27 de outubro de 2026 - 17:06PRÉVIA DO BALANÇO
Lucro menor, calotes no radar e recuperação adiada: o que esperar do balanço do Santander Brasil (SANB11) no 3T26
27 de outubro de 2026 - 13:28FACA AFIADA