O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O retorno da marca de smartphones ao país já tem data marcada: a partir de maio, celulares premium da fabricante poderão ser encontrados nas lojas por aqui
É do alto de um escritório no 32.º andar no bairro do Morumbi, em São Paulo, com vista para a Marginal Pinheiros e ainda muitas cadeiras a preencher, que a chinesa Huawei tenta colocar em pé uma de suas principais metas em 2019: entrar no mercado brasileiro de smartphones.
O retorno da empresa ao País já tem data marcada: a partir de maio, celulares premium da fabricante poderão ser encontrados nas lojas do País.
"Queremos trazer ao Brasil as tecnologias mais inovadoras que temos", diz Ketrina Dunagan, vice-presidente sênior de marketing da Huawei nas Américas, em entrevista exclusiva ao jornal O Estado de São Paulo.
É uma aposta bem diferente da que a empresa fez em 2013, quando tentou entrar pela primeira vez no País. Na época, importou aparelhos de entrada e intermediários, mas naufragou com a alta do dólar e a falta de conhecimento do consumidor local.
"O Brasil é um mercado complexo pela estrutura tarifária. Não dá para vencer aqui se você não tiver fabricação local", diz a executiva.
Segundo Ketrina, os smartphones que chegarão às lojas em maio serão trazidos de fora. Até o fim do ano, a empresa pretende montar seus celulares aqui - parceiros ainda estão sendo avaliados. Um time local, com áreas de logística, vendas e marketing, está sendo contratado.
Leia Também
A Huawei diz ter mudado muito nos últimos quatro anos: com investimentos em pesquisa, passou a disputar a liderança em inovação em smartphones.
Foi a primeira empresa a lançar um celular com câmera de três lentes, em 2018, numa parceria com a alemã Leica. Em fevereiro, surpreendeu ao exibir o Mate X, seu primeiro celular de tela dobrável e embarcado com 5G - tecnologia na qual a empresa também atua para melhorar a infraestrutura de redes.
A aposta em inovação rendeu frutos em vendas: a Huawei saltou de 5,5% do mercado global, em 2014, para 13%, em 2018, segundo dados da consultoria Gartner (ver quadro abaixo). Só no ano passado, suas vendas subiram 35% em unidades - incomodando Apple e Samsung. "Queremos ser líderes globais em até dois anos", diz Ketrina.
Tropical
No Brasil, a Huawei também busca a liderança, mas a longo prazo, passo a passo - estratégia que incluirá o lançamento de aparelhos mais acessíveis no futuro.
Um de seus trunfos é a longa parceria com as operadoras brasileiras, para as quais fornece infraestrutura de redes há duas décadas. Acordos com varejistas também estão sendo desenhados. "No lançamento, os brasileiros poderão ver e testar os produtos no varejo", garante a executiva.
Para ter chance de concretizar suas ambições por aqui, a empresa terá vários desafios. O primeiro será se apresentar ao brasileiro: menos de 1% dos consumidores do País conhece a marca, segundo pesquisa da consultoria IDC Brasil feita em setembro de 2018.
"Preço vai ser importante, mas a empresa terá de convencer que é melhor que Apple e Samsung", diz Renato Meirelles, analista da IDC.
Para Eduardo Pellanda, professor de Comunicação Digital da PUC-RS, a fabricante tem argumentos sólidos de convencimento. "As câmeras da Huawei são das melhores atualmente. É um novo tipo de empresa chinesa, que desenvolve e produz na China, com custo mais baixo."
A empresa também enfrentará um mercado bastante concentrado: segundo a IDC, Samsung e Motorola responderam por nada menos que 78% das vendas de smartphones no País no ano passado. "O mercado precisa de novos competidores, mas quem quiser entrar precisará de marca forte e boas especificações", diz Meirelles.
Na visão de analistas, a estratégia da empresa de começar por aparelhos mais caros é acertada. "Hoje, o brasileiro não está mais comprando seu primeiro celular, mas trocando seu aparelho por modelos mais caros", diz o analista da IDC. O preço médio de um smartphone no Brasil, segundo a consultoria, saltou 13,7% em 2018, para R$ 1.307.
Embora tenha representatividade pequena nas vendas totais - celulares acima de R$ 2 mil são apenas 10,5% do mercado nacional -, o segmento premium é aquele em que a indústria tem melhores margens de lucro.
"É uma estratégia clássica: começar com aparelhos mais caros para viabilizar produtos de massa", avalia Pellanda, da PUC-RS. "Além disso, o mercado premium traz visibilidade. Se entrasse só vendendo celular barato, seria mais uma chinesa 'xing ling'."
Responsável por organizar a chegada da Huawei ao Brasil, Ketrina Dunagan tem experiência no setor: de 1990 a 2000, ajudou Nokia e Samsung a serem líderes globais. Também esteve na Motorola, onde participou do lançamento do Moto G e do Moto X, sinônimos de custo-benefício. Agora, quer mostrar que pode brigar de igual para igual com as marcas líderes no Brasil.
Vamos trazer um portfólio abrangente, mas queremos ser uma marca premium, com boas câmeras e boa performance. Traremos a tecnologia mais inovadora que temos - e não sacrificaremos qualidade em prol de quantidade.
Tem sido um ano difícil para nós, mas somos uma empresa focada no consumidor. Fazemos negócios em mais de 170 países. Temos ótimo retorno de nossos clientes há décadas, seja em suporte, inovação ou comprometimento. Não queremos falar que somos bons, mas mostrar para as pessoas como trabalhamos bem.
Só o tempo vai dizer. Ele tem 5G, algo que ainda não está no Brasil. Precisamos ter certeza de que o mercado está pronto para um dispositivo como o Mate X.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Recente execução de garantias ligadas a dívida de R$ 1,2 bilhão redesenhou posição do polêmico empresário na empresa de energia
Dois meses depois do início dos ressarcimentos, o FGC já devolveu R$ 38,9 bilhões, mas parte dos investidores ainda não apareceu
O pagamento ocorrerá até o dia 30 de abril de 2026. Receberão o JCP os acionistas com posição acionária na companhia em 23 de março de 2026
A CSN companhia confirmou a negociação e que a venda da sua divisão de cimentos foi incluída como garantia para obter condições mais vantajosas
O retorno sobre o patrimônio (RoE) ajustado atingiu 24,4% nos últimos três meses do ano passado, um aumento de 5,4 pontos porcentuais ante o mesmo intervalo de 2024
O Capitânia Logística (CPLG11) firmou contrato de 12 anos com empresa do Mercado Livre para desenvolver galpão sob medida em Jacareí, São Paulo
Mesmo sem exposição direta, banco estatal do Espírito Santo sente efeito do rombo bilionário no sistema; veja o que diz a administração
O que pesou sobre os papéis foi a expectativa pelo balanço da companhia referente ao quarto trimestre (4T25), que será apresentado ainda hoje (18), após o fechamento do mercado, e que deve vir com aumento na sinistralidade – de novo
3corações reforça presença na mesa do brasileiro, do café da manhã ao jantar. Essa é a segunda vez que a General Mills vende suas operações no Brasil
Transição para modelo de co-CEOs com executivos da casa não preocupa o banco, que vê continuidade na estratégia e reforço na execução da companhia
Empresas foram excluídas de dezenas de outros índices da B3 em meio a ações pressionadas e rebaixamentos de crédito no mercado
Potencial parceria surge após uma sequência de iniciativas que não conseguiram consolidar a recuperação da companhia, enquanto mercado se questiona: agora vai?
Uma redução mais relevante do endividamento dependerá de iniciativas de execução mais complexa, como a venda de ativos, mas que estão fora do controle da CSN, diz o banco
Decisão envolve supostas irregularidades em contratos com aposentados; banco nega problemas e promete contestar decisão na Justiça
O cenário não ajudou, com desaceleração do segmento de beleza. A empresa também perdeu mercado com a falta de lançamentos no ano passado e viu o número de consultoras caírem; veja o que esperar para a Natura daqui para a frente
A Petrobras passará a deter 100% de participação nos ativos que estavam sendo negociados
Decisão ocorre após liquidação da Will Financeira, que sustentava tentativa de recuperação do grupo
A proposta, que ainda deve ser aprovada em assembleia, prevê a ida de Fabio Cury, atual presidente da companhia, para o comando do conselho de administração
Do valor total, US$ 50 milhões serão pagos na data de assinatura do contrato, US$ 350 milhões no fechamento da operação e outras duas parcelas, no valor de US$25 milhões cada, em 12 e 24 meses após a conclusão do negócio
O anúncio da distribuição do JCP acontece quando a Itaúsa está nas máximas históricas, após saltar 57% nos últimos 12 meses