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Em sua justificativa, o analista da corretora disse que alterou a recomendação para os papéis porque o preço do minério de ferro está em níveis atrativos e houve redução de custos na operação de aço, após a reforma do alto-forno 3
De olho no potencial dos preços do minério de ferro, o analista Yuri Pereira, da XP Investimentos, elevou a recomendação das ações da CSN (CSNA3) de neutra para compra, em relatório publicado ontem (15).
Nos novos cálculos feitos pelo analista, o preço-alvo em 12 meses para os papéis subiu um pouco e agora está em R$ 17,50, ante R$ 17, o que representa uma alta de 23% em relação ao fechamento da última sexta-feira (13).
Em sua justificativa, ele disse que alterou a recomendação para os papéis porque o preço do minério de ferro está em níveis atrativos e houve redução de custos na operação de aço, após a reforma do alto-forno 3 na companhia. Ao anunciar a obra no começo do ano, a CSN disse que a melhoria do alto-forno 3 ampliaria a capacidade do equipamento para a faixa entre 400 mil e 500 mil toneladas anuais.
"Esperamos uma geração de fluxo de caixa livre forte para o ano que vem frente à recuperação do capital de giro dada a retomada das operações do alto-forno 3 no quarto trimestre deste ano", destacou o analista.
Para os cálculos, Pereira disse também que incorporou um crescimento de 5,7% nos preços domésticos de aço em 2020, na comparação com este ano. Ele também afirmou que espera uma alta de 4,4% em termos de volume, de olho na recuperação econômica. Isso porque o aço longo é bastante utilizado em obras de infraestrutura e construção civil, dois setores que devem se beneficiar com a retomada da economia.
Já ao falar sobre o preço do minério de ferro, o analista disse que a extração deve representar cerca de 65% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado em 2020 e contribuir para a redução da dívida líquida da empresa.
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Ele ainda pontuou que o aumento da produção de minério de ferro para algo em torno de 39mt em 2020 pode permitir maior diluição de custos da empresa daqui para frente.
As ações da CSN fecharam esta segunda-feira (16) cotadas em R$ 14,01, o que representa uma queda de 1,20%. No ano, a valorização das ações da CSN é de 69,78%.
Em seu balanço no último trimestre, a CSN registrou um prejuízo de R$ 871 milhões. Para você ter uma ideia de como o resultado foi ruim, os analistas que acompanham a empresa projetavam lucro para a siderúrgica. Entre julho e setembro do ano passado, a companhia teve lucro de R$ 752 milhões.
A CSN teve desempenho ruim tanto da unidade de mineração como na de siderurgia. Junto com o balanço, a companhia reduziu a projeção para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos depreciação e amortização) neste ano de R$ 8,5 bilhões para R$ 7,5 milhões. A nova estimativa ficou abaixo da estimativa dos analistas, que já era menos otimista que a da companhia.
Outro ponto que pegou mal no balanço foi o avanço da relação entre a dívida líquida e o Ebitda, que subiu de 3,6 para 3,8 vezes no trimestre com a desvalorização do real e o pagamento de dividendos pela empresa.
Mas em entrevista ao jornal "O Estado de S.Paulo" no último dia 12 deste mês, o diretor executivo de Finanças da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Marcelo Ribeiro, disse que a companhia está focada em reduzir seu endividamento. Nos próximos 18 a 24 meses, a siderúrgica espera diminuir o montante de R$ 27,6 bilhões para R$ 20 bilhões.
De acordo com Ribeiro, as principais medidas serão o pagamento mínimo de dividendos e a venda de ativos como a subsidiária da CSN na Alemanha. "Estamos em um processo bastante avançado de venda", afirmou.
Os planos incluem ainda emissões de debêntures para aumentar o prazo médio da dívida, que hoje está por volta de quatro anos. O objetivo é que o prazo dobre e chegue a oito anos.
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