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Há diversas aplicações para o investidor que quer a segurança da renda fixa com a maior rentabilidade possível. Conheça 10 alternativas
Tenho um grupo de amigos da época da escola - daqueles que você encontra a cada temporada de férias - que começaram a se aventurar no mundo dos investimentos. Desde que eles descobriram que trabalho com jornalismo econômico nossas conversas - travadas por conta da distância - passaram a incluir economia e investimentos.
Dia desses encontrei com eles em um bar da Vila Mariana. Paramos para tomar uma cerveja e comer aqueles queijos empanados. Entre uma coalhada e outra, eles me disseram que o melhor investimento em renda fixa é o Tesouro Direto.
Para colocar uma pimenta na conversa do bar, fiz uma provocação e perguntei que outras aplicações em renda fixa eles conheciam. A resposta, confesso, foi decepcionante: além do Tesouro Direto, entraram na lista algumas modalidades de CDB, as LCI’s e LCA’s e (pasmem!) a poupança.
Meus amigos não estão sozinhos. A última pesquisa Raio X do investidor brasileiro da Anbima, por exemplo, mostra que apenas 45% da população brasileira conhece um ou mais tipos de investimentos. E a mais conhecida é a realmente a malfadada poupança. Entre os que investem, 54% buscam a segurança financeira, o típico investidor de renda fixa.
Fiquei pensando quantas oportunidades de ganhar dinheiro as pessoas perdem por simplesmente desconhecer o que tem à venda por aí. Conversei com especialistas em renda fixa e pesquisei o que está na prateleira de bancos e corretoras para te apresentar as principais opções de investimento em renda fixa e te mostrar tudo o que você precisa saber antes de aplicar seu dinheiro. Vamos lá?
Se você é um investidor com bom-senso, deve alocar a maior parte dos seus investimentos em renda fixa. É claro que você pode arriscar ganhos (e perdas!) maiores em opções de renda variável, como ações e criptomoedas. Mas não com todo o dinheiro que você tem!
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Aqui vou falar apenas da parte do dinheiro que você vai colocar em renda fixa. Em vez de simplesmente correr para o Tesouro Direto ou para a poupança (fuja desta aplicação!), vale dar uma olhada nas opções disponíveis.
Conversei com o diretor de Renda Fixa da Genial Investimentos, Marcelo Sande, e ele me disse que com a queda de juros e as plataformas de investimento digitais, o mercado ganhou produtos interessantes, como debêntures e COEs.
Esse último mostra bem o quão agressivo você consegue ser dentro da renda fixa. Ao mesmo tempo em que conta com uma taxa prefixada de rendimento, que te protege de perdas, o COE também possui outra taxa, normalmente atrelada a um indicador como o IPCA.
Esse indicador variável pode fazer seus rendimentos decolarem caso tenha uma valorização no período de aplicação. Mas, no caso oposto, também pode trazer ganhos mais reduzidos se tiver um desempenho fraco.
O Martín Iglesias, especialista em Investimentos do Itaú Unibanco, me contou esses dias que vem recomendando muito o COE, que chega a pagar 185% da inflação no ano ou até garante rentabilidade mínima de 7,18% ao ano em alguns casos. Nada mal se você lembra que a taxa básica de juros é 6,5% ao ano. Quer saber mais sobre o COE? Rola o texto um pouco para baixo que eu explico melhor.
Agora, se você ficou em dúvida se o COE é realmente sua melhor jogada, uma alternativa interessante seriam os fundos de renda fixa. Eles diminuem sua margem de risco porque investem em vários ativos diferentes, balanceando ganhos e perdas. O próprio Martin me recomendou esse tipo de fundo ou aqueles que investem em recebíveis imobiliários, como ponto de partida na renda fixa.
Depende do seu perfil e objetivos financeiros. Por exemplo, se você é daqueles que está começando a investir e planeja reservar R$ 500 mensais para aplicações, vale mais a pena ficar no Tesouro Direto mesmo, onde você pode resgatar seu título a qualquer momento.
Se você possui de R$ 100 mil até R$ 500 mil guardados e quer fazer o dinheiro render nos próximos anos, vale a pena aplicar uma parte em um CDB pós-fixado junto com um Tesouro Selic, por exemplo. Essa alternativa é boa porque: 1) te protege de perdas, já que apresenta mais de um tipo de aplicação, sendo uma delas um título conservador como o Tesouro Selic; e 2) pode te garantir rendimentos maiores que a poupança e o Tesouro Direto através do CDB.
Vale uma nota de rodapé: a renda fixa, por mais estável que seja, tem variações e riscos de perdas no meio do contrato. Por exemplo, se você resgatar um título do Tesouro Direto antes do vencimento, o rendimento pode ser maior ou menor que o contratado.
Quer saber mais sobre a diferentes aplicações em renda fixa? No texto abaixo eu explico melhor como funciona cada uma delas.
O Certificado de Depósito Bancário (CDB) funciona como um empréstimo que o cliente faz para o banco. O rendimento, geralmente, é vinculado a um percentual do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Há diversas opções disponíveis nos bancos e nas corretoras inclusive com valores mais baixos (em torno de R$ 100) e rendimentos de até 130% do CDI.
As taxas dependem da qualidade do banco emissor e do prazo de resgate. Os bancos pequenos - e com mais risco de crédito - oferecem as melhores taxas.
Uma vantagem dos CDBs é a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) que cobre até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira. Se o banco quebrar, o FGC reembolsa o investidor.
As tributações seguem a tabela regressiva de Imposto de Renda, com alíquotas entre 22,5% (até 180 dias) e 15% (mais de 720 dias).
É melhor que o Tesouro Direto? Depende. Os CDBs com rendimento acima de 100% podem render mais que o Tesouro Selic. Para as taxas mais baixas que isso, é melhor ficar nos títulos públicos.
Jovem, mas com potencial. O Certificado de Operações Comerciais costuma ser pouco valorizado pelos investidores por ser considerado difícil de entender, mas tem suas vantagens.
Na prática, ele é uma combinação de renda fixa e renda variável e funciona como uma espécie de “coleção de ativos”. Quando o investidor compra um COE ele na verdade está comprando um conjunto de diversos investimentos diferentes selecionados pelas instituições financeiras e vendidos “em bloco”. As condições, os ativos e os prazos são definidos apenas pela financeira e o cliente escolhe o pacote.
É uma boa opção para aquele investidor menos conservador e que busca diversificar sua carteira para diminuir o risco dos investimentos. Outra vantagem é a variedade de produtos disponíveis no mercado, com rentabilidades que podem ser condicionadas do IPCA a ações na bolsa.
Mas vale ressaltar que o recebimento dos rendimentos está sujeito ao risco de crédito do banco emissor e o COE não conta com a garantia do FGC.
Tanto a Letra de Crédito Imobiliário como a Letra de Crédito do Agronegócio funcionam, na prática, da mesma forma que o CDB, com o investidor aplicando seu dinheiro nos bancos.
A diferença está no destino desses recursos a partir de quando eles são aplicados: enquanto no CDB o dinheiro fica retida nos bancos, na LCI e LCA ele é utilizado como financiadores do setor imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA).
Outra diferença importante com relação ao CDB é o valor mínimo a ser aplicado. O mercado costuma pedir pelo menos R$ 5 mil como valor inicial, mas há algumas opções que permitem investimentos de até R$ 1 mil. O prazo mínimo para aplicação é de 90 dias.
As LCI’s e LCA’s também contam com a garantia do FGC no valor de R$ 250 mil por CPF, mas a grande vantagem está na tributação: esse tipo de aplicação é isenta de Imposto de Renda.
É um programa do Governo Federal que capta recursos para o financiamento da dívida pública com a venda de títulos públicos. Na prática, é como se o investidor emprestasse dinheiro ao Estado, que paga juros sobre o tempo aplicado.
É um investimento bem acessível - com R$ 30 já é possível comprar um título. Há prazos variados e opções de produtos prefixados ou com rendimentos atrelados à Selic ou ao IPCA.
O investidor precisa ficar alerta com as taxas cobradas pelas corretoras. Em algumas delas, como a Easyinvest, o BTG e o Bradesco, costumam ser de zero, mas podem chegar a 2%.
Quer saber tudo sobre títulos públicos? Confira o guia completo do Tesouro Direto.
É uma alternativa interessante para quem quer diversificar a carteira. Os fundos de renda fixa são aqueles que agrupam ativos diferentes em um só investimento. As gestoras, responsáveis por selecionar o que entra nesse fundo, vende para cada investidor cotas e divide os rendimentos de acordo com a participação de cada cliente.
Os fundos dessa categoria em geral contam com uma participação alta de Renda Fixa (Tesouro, CDB, COE, etc) - que ficam em torno de 80%.
Além da diversificação, eles também são uma boa escolha caso você seja um investidor iniciante e que tem dúvidas ou dificuldades para escolher sua aplicação. Duas vantagens se destacam nesse tipo de fundo: o baixo investimento inicial exigido e os rendimentos diários que alguns deles liberam para o investidor sacar.
Mas atenção para uma informação importante: as taxas de administração. Elas variam bastante de fundo para fundo, e muitas delas são altas e fazem seu rendimento render menos que a poupança (ou até mesmo ser negativo).
Na hora de avaliar o fundo, vale comparar o rendimento com a taxa cobrada pela instituição financeira para avaliar qual o maior ganho real. Existem alguns fundos com bons retornos e que cobram taxas de administração bem baixas. Pesquise bem as condições e fuja dessas opções com taxas elevadas.
Outra questão que pode comprometer sua renda: a alíquota semestral de Imposto de Renda, também chamada de “come-cotas”, é cobrada em alguns fundos.
Não poderia deixar de falar da aplicação mais popular no Brasil...mas que oferece as piores condições para rendimentos.
Os rendimentos da caderneta perdem para quase todas as opções em renda fixa. E se sua aplicação perde para a poupança, algo está errado. É o caso de fundos DI com taxas de administração absurdas ou CDBs com rendimentos vergonhosos.
Apesar de vários contra, uma pesquisa da Anbima mostra que entre as pessoas que tinham aplicações financeiras no ano passado 89% tinha dinheiro na poupança. O levantamento também mostra que muita gente não sabe quanto rende a poupança. Então vamos lá:
Os rendimentos são mensais e seguem dois parâmetros:
- 0,5% ao mês + Taxa Referencial (TR) - quando a meta da Taxa Selic for superior a 8,50%.
- 70% da meta da taxa Selic ao ano + Taxa Referencial - quando a Selic for igual ou menor que 8,50% (é o que vale hoje).
E há alguma vantagem da poupança? Ela oferece resgate sem cobrança de taxas e não exige valores mínimos para investimento. Mas se você tem mais de R$ 30, já dá para investir no Tesouro Direto, então não é exatamente uma grande vantagem.
São títulos emitidos por empresas privadas e utilizados por elas para pagar dívidas e financiar projetos. É uma boa escolha para quem tem um perfil mais arriscado de investimento já que as debêntures costumam ter rentabilidade mais alta em relação a títulos como Tesouro ou CDB.
Isso acontece porque: 1) o risco de crédito das empresas privadas é maior do que o governo e os bancos e 2) esse investimento não conta com garantia do FGC. Quanto maior o risco, maior deve ser o rendimento. Nesse caso, ele pode, por exemplo, ficar em torno dos 10% ao ano para debêntures atreladas ao IPCA, chegando a alcançar valores próximos a 15% ao ano.
A compra é feita através de corretoras e podem ser negociadas tanto com empresas como com outros investidores que adquiriram o ativo no passado. Fazendo uma busca rápida, o mercado hoje possui aplicações mínimas de R$ 1 mil. Os menores prazos negociados são de 180 dias, podendo chegar a 10 anos.
As condições de aplicação em debêntures costumam variar bastante de caso para caso. De maneira geral, existem duas classe: as conversíveis e as não conversíveis em ações. As não conversíveis pagam juros periodicamente e no vencimento pagam o chamado valor de face + juros. Já as conversíveis permitem que o investidor transforme-a em ações sob regras da empresa emissora.
Se você é investidor pessoa física, vale ficar de olho em uma modalidade que vem ganhando destaque no mercado: as debêntures incentivadas. O diferencial é que elas possuem vantagens fiscais interessantes e ampliam sua margem de lucro. Em geral, essas vantagens vêm na forma de isenção de Imposto de Renda.
Vale lembrar que os contratos de debêntures não permitem o resgate do dinheiro antes do fim o prazo e as tributações seguem a tabela regressiva de Imposto de Renda, como acontece com o CDB.
Tanto o CRI como o CRA são títulos de crédito emitidos exclusivamente pelas companhias securitizadoras, sendo um vinculado ao setor imobiliário e o outro ao agronegócio. Na prática, os bancos transformam os contratos de financiamento de imóveis ou do agronegócio em títulos e os disponibilizam para compra.
Acabam sendo mais indicados para aquele investidor com mais dinheiro e busca diversificar a carteira, já que o investimento mínimo gira em torno dos R$ 50 mil. Os rendimentos podem ser prefixados - pagando percentuais na casa dos 10% ou 12% anuais - ou pós-fixados, com porcentagens em torno de 100% do CDI (desconfie de taxas muito acima disso). Uma grande vantagem é a isenção de IR para pessoa física.
Por ser um investimento ligado a financiamentos de longo prazo, eles costumam apresentar prazos de resgate maiores e não contam com garantias do FGC.
Os investimentos que te mostrei até aqui foram os mais populares do mercado e que no geral trazem as melhores oportunidades. Existem outras aplicações em renda fixa menos usuais, mas que para alguns perfis específicos pode ser uma saída interessante. Confira:
LC
As Letras de Câmbio também seguem os mesmo padrões do CDB, funcionando como empréstimos para os bancos. A diferença é que são emitidas por financeiras menores, fazendo com que seu risco suba e, na média, os rendimentos também.
Mas fique de olho porque não são todas as LC’s que podem render mais que o CDB. Em uma pesquisa rápida em algumas corretoras, vi letras que pagam rendimentos de 117% e 116% do CDI, bem abaixo da média geral, de 125%.
Nesses casos, a LC perde de qualquer CDB que paga acima de 120% do CDI e que conta com um plus de segurança por ser negociado por financeiras de maior porte. Vale a pena sempre avaliar todas as opções antes de bater o martelo.
DPGE
O Depósito a Prazo com Garantia Especial é uma alternativa muito interessante de investimento, mas só se você tiver muito dinheiro e buscar proteção no FGC. Os DPGE’s são aplicações conservadoras emitidas por instituições financeiras - no geral, de pequeno e médio porte.
A grande vantagem está na garantia do FGC: enquanto outros títulos de Renda Fixa possuem limite de R$ 250 mil por CPF, o DPGE permite garantia de até R$ 20 milhões. De resto, as condições e rendimentos não atraem muito aqueles que estão começando ou que possuem quantias mais modestas.
LF
A chamada Letra Financeira é um título emitido exclusivamente pelos bancos e acabam sendo pouco atraentes de maneira geral. Isso porque elas possuem alto valor mínimo de investimento (a partir de R$ 150 mil), prazos longos (a partir de 2 anos) e não contam com garantia do FGC. Para completar, as taxas de rendimento (próximas ao CDI) muitas vezes perdem de outras aplicações como o CDB, por exemplo. Você consegue encontrar títulos bem melhores e mais seguros por aí.
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