Menu
2018-12-20T07:30:06-02:00
O que vem por aí...

Bolsonaro define reformas previdenciária e tributária como prioridades

Presidente eleito e equipe traçam prioridades que serão executadas a partir de janeiro de 2019. Na lista estão as reformas da Previdência e tributária, além de um pacote de medidas para a segurança pública

20 de dezembro de 2018
7:27 - atualizado às 7:30
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (PSL) - Imagem: Igo Estrela/Ag. Estado

A 12 dias de tomar posse, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, reuniu nesta quarta-feira, 19, os futuros ministros, na Granja do Torto, e traçou um cronograma das ações que serão executadas a partir de janeiro de 2019. Na lista das prioridades estão as reformas da Previdência e tributária, além de um pacote de medidas para a segurança pública.

As definições mais concretas sobre cada área, porém, somente serão fechadas em novos encontros, nos próximos dias 26, 27 e 28, desta vez sob a coordenação de Onyx Lorenzoni, que comandará a Casa Civil.

Na reunião desta quarta, a primeira com a equipe completa, cada um dos 22 ministros de Bolsonaro expôs durante dez minutos os principais projetos de suas pastas. O futuro titular da Economia, Paulo Guedes, insistiu na necessidade do ajuste fiscal e da "tesourada" nas despesas.

A decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendendo a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, foi recebida com "perplexidade" no encontro da Granja do Torto. De acordo com um dos generais ouvidos pelo Broadcast Político, a brecha jurídica que abriria caminho para a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alvo da Lava Jato, teria potencial para criar instabilidade no País antes mesmo da posse de Bolsonaro. À noite, porém, a decisão foi derrubada pelo presidente do Supremo, Dias Toffoli.

Lei do Silêncio. Enquanto a liminar de Marco Aurélio vigorava, Bolsonaro baixou uma espécie de lei do silêncio e pediu aos futuros ministros que não se pronunciassem sobre o caso, deixando o desgaste com o Judiciário. Na avaliação do presidente eleito, a reunião ministerial deveria somente passar à população a mensagem de que o governo trabalha para sair da crise. Quando Toffoli derrubou a decisão de Marco Aurélio, porém, Bolsonaro o cumprimentou pelo Twitter.

"Parabéns ao presidente do Supremo Tribunal Federal por derrubar a liminar que poderia beneficiar dezenas de milhares de presos em segunda instância no Brasil e colocar em risco o bem estar de nossa sociedade, que já sofre diariamente com o caos da violência generalizada!", escreveu ele.

Antes de Toffoli dar o seu veredicto, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, chegou a convocar os generais do alto comando para uma reunião de emergência, por videoconferência. Villas Bôas pediu aos generais que não se manifestassem sobre o caso, sob o argumento de que o momento era de "serenidade" e de "confiar nas instituições".

Ex-juiz da Lava Jato e responsável pela condenação de Lula na primeira instância, Sérgio Moro - que chefiará o Ministério da Justiça e da Segurança Pública - também deixou a reunião desta quarta sem se pronunciar. "Sem comentários", disse ele.

À tarde, o futuro titular da Cidadania, Osmar Terra, criticou a decisão de Marco Aurélio no Twitter, mas logo depois apagou a postagem. "Respeito a decisão do Ministro Marco Aurélio. Mas as consequências dela serão trágicas para a credibilidade da Justiça brasileira e para a luta contra a corrupção!!", escreveu Terra. A publicação saiu das redes sociais pouco tempo depois.

Fora da Granja do Torto, no entanto, aliados de Bolsonaro usaram termos duros para se referir à possibilidade de soltura de Lula e muitos chegaram a pregar a intervenção no Supremo.

"Brasil elege um presidente limpo; ele nomeia MJ (Ministro da Justiça) o juiz símbolo do combate à corrupção; no exterior começa a se formar uma perspectiva de que o Brasil pode voltar a ser sério; aí vem uma decisão judicial e põe em xeque toda essa construção! É difícil deixar de ser um anão diplomático!", comentou o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente eleito, em sua conta no Twitter. Em palestra antes do primeiro turno eleitoral, Eduardo chegou a dizer que, para fechar o Supremo, bastaria um soldado e um cabo.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

Banco Central monta centro para acelerar a criação de fintechs

Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas (LIFT) apoia startups financeiras a desenvolverem projetos ao lado de técnicos que elaboram as normas regulatórias do mercado brasileiro.

Funcionários da Petrobras

FNP diz que todas as plataformas do litoral paulista aderiram à greve dos petroleiros

Petrobras diz que não está havendo redução da produção por conta do movimento, mas coordenador da Federação Nacional dos Petroleiros diz que estatal “mente”.

Sucessão

Herdeiros do agronegócio aliam tradição a avanço tecnológico

Nova geração de empresários do campo estão assumindo os negócios da família e ganhando influência no meio do agronegócio; conheça algumas histórias

Entrevista

Para Deutsche Bank, política ambiental de Bolsonaro prejudica investimento estrangeiro no país

Para Deepak Puri, diretor da área de Wealth Management nas Américas do Deutsche Bank, mesmo assim Brasil deve registrar uma recuperação mais forte neste ano.

Ganhando terreno

Carrefour anuncia aquisição de 30 lojas do Makro por R$ 1,95 bilhão

O plano da varejista é converter as bandeiras das unidades para Atacadão dentro de até um ano após fechar a transação

AS LIÇÕES 'FIRE' DO BILIONÁRIO

O que você perguntaria a Warren Buffett?

Aos 89, o mago de Omaha tem muito a ensinar a quem procura dar um gás nos seus investimentos em busca da sua aposentadoria precoce

Risco de lascas de vidro

Heineken anuncia recall voluntário de lotes de long neck com problemas na garrafa

A empresa identificou alteração na embalagem que pode levar lasca de vidro a ser aberta

Após imbróglio com os russos

Fertilizantes Heringer homologa plano de recuperação judicial

Segundo Fato Relevante divulgado ontem pela companhia, o plano foi homologado pelo juízo da 2ª Vara Cível da Comarca de Paulínia

Impostos

Decreto para zerar tributo em querosene de aviação sai neste ano, diz Secretário

O governo vai editar um decreto para zerar, a partir de 2021, a incidência de PIS/Cofins sobre o combustível utilizado em aeronaves.

Entrevista

‘A grande vacina é a continuidade das reformas’, diz Ana Paula Vescovi, economista do Santander

Banco revisou para baixo previsão de crescimento para 2020, após indicadores fracos.

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements