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2018-12-20T14:03:21-02:00
Estadão Conteúdo
Pacto para salvar os preços

Dentro do acordo com a Opep, Arábia Saudita planeja corte mais fundo na produção de petróleo

Sauditas foram alguns dos poucos países a firmarem compromissos específicos dentro do acordo de redução da produção

20 de dezembro de 2018
14:03
opep
Acordo prevê um corte conjunto de 1,2 milhão de barris por dia (bpd) na produção - Imagem: Shutterstock

A Arábia Saudita planeja reduzir mais sua produção que o comprometido no recente acordo liderado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e com a presença de aliados, como a Rússia, de acordo com documentos aos quais o Wall Street Journal teve acesso. Os documentos mostram os esforços do cartel para ser mais transparente sobre sua produção.

O acordo prevê um corte conjunto de 1,2 milhão de barris por dia (bpd) na produção, em relação aos níveis de outubro. Os preços, porém, continuaram a cair desde o anúncio, em meio a dúvidas de operadores sobre sua implementação.

"No interesse da abertura e da transparência e para apoiar o sentimento e a confiança do mercado, é vital tornar publicamente disponíveis os ajustes na produção", afirmou em carta o secretário-geral da Opep, Mohammed Barkindo. Segundo ele, isso apoiará a confiança no compromisso do grupo.

Os cortes coletivos seguirão em 1,2 milhão de bdp, mas as reduções de cada país devem ser de 3,0%, não mais de 2,5%. Apenas alguns países mostraram ao público compromissos específicos, como Arábia Saudita e Rússia, e as mudanças de agora nos números refletem as isenções para Irã, Venezuela e Líbia, segundo as fontes.

A Arábia Saudita reduzirá sua produção em cerca de 322 mil bpd ante outubro, não mais em 250 mil como antes anunciado. Isso levaria a produção saudita a 10,311 milhões de barris por ida. Barkindo, porém, diz em um documento que o país estaria comprometido a ajustar sua produção para 10,2 milhões de bpd.

Muitos membros da Opep adotam medidas concretas para reduzir a produção a partir de 1º de janeiro. O Ministério do Petróleo angolano, por exemplo, pediu que as companhias locais dividam os cortes de 47 mil barris por dia.

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