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2019-04-04T14:00:35-03:00
Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Divulgação de fake news

Após denúncias contra Bolsonaro sobre campanha por WhatsApp, partido de Ciro quer pedir anulação das eleições

Jornal “Folha de S. Paulo” publicou uma reportagem denunciando um esquema bilionário de disseminação de fake news contra Fernando Haddad (PT) pelo WhatsApp

18 de outubro de 2018
17:40 - atualizado às 14:00
Jair Bolsonaro
Jornal denunciou um esquema ilegal no WhatsApp que favoreceriam Bolsonaro - Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agencia Brasil)

Depois de o jornal "Folha de S. Paulo" publicar em sua edição desta quinta-feira, 18, denúncias sobre um esquema ilegal de divulgação de fake news pelo WhatsApp que favoreciam o candidato Jair Bolsonaro (PSL), adversários do capitão no 1º turno já se mobilizam para pedir a anulação da votação de 7 de outubro.

Esse é o caso do PDT de Ciro Gomes, terceiro colocado na disputa ao Planalto. O presidente do partido, Carlos Lupi, disse que a sigla está preparando uma peça jurídica com a qual irá pedir o cancelamento ou a nulidade das eleições.
Nas justificativas estarão as denúncias de que empresas financiaram uma campanha de R$ 12 milhões contra o PT, de Fernando Haddad, pelo aplicativo de mensagens.

Os argumentos do pedido ainda estão sendo preparados pelos advogados da legenda, que devem endereçar a solicitação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

PT também vai à Justiça...

A campanha de Haddad já entrou na Justiça com um pedido de investigação e punição para Bolsonaro e para os empresários envolvidos no esquema.

O PT pede que a chapa de Bolsonaro seja impugnada e o candidato fique inelegível por oito anos após a eleição atual. O partido afirma que há indícios de que foram comprados pacotes de disparos em massa de mensagens contra ele pelo WhatsApp e solicita a busca e apreensão de documentos na sede da empresa Havan, apontada como uma das responsáveis pelo esquema.

Mais cedo, Haddad foi além das denúncias feitas pela Folha e disse que há indícios de outros "milhões de reais" em contratos ainda não identificados. Ele apontou que o próprio adversário, falando por viva-voz no celular, pediu a empresários que financiassem a disseminação de mensagens aos eleitores. Para Haddad, houve crimes de organização criminosa, caixa 2, calúnia, difamação e lavagem de dinheiro.

...e Bolsonaro vai para as redes

O candidato do PSL à Presidência usou o Twitter para responder às acusações de Haddad. Segundo Bolsonaro, o "PT não está sendo prejudicado por 'fake news', mas pela VERDADE".

"Roubaram o dinheiro da população, foram presos, afrontaram a justiça, desrespeitaram as famílias e mergulharam o país na violência e no caos. Os brasileiros sentiram tudo isso na pele, não tem mais como enganá-los!", escreveu.

*Com Estadão Conteúdo.

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