🔴 RENDA MÉDIA DE R$ 21 MIL POR MÊS COM 3 CLIQUES – SAIBA COMO

Cotações por TradingView
Estadão Conteúdo
Investimentos em alta

Contra tudo e contra todos: o crescimento das gestoras de patrimônio frente aos grandes bancos

Adversidades da economia brasileira não foram obstáculos suficientes para barrar o crescimento de 10% do seu volume sob gestão em junho

Estadão Conteúdo
24 de setembro de 2018
15:57 - atualizado às 13:39
Executivo cheio de dinheiro
Patrimônio sob gestão cresceu 10% em junho - Imagem: Shutterstock

Pouco a pouco, as gestoras de patrimônio vão conquistando um espaço que antes era só dos grandes bancos. O volume sob gestão dessas casas alcançou R$ 98,6 bilhões, distribuídos por 6 mil grupos familiares ou investidores em junho deste ano - um avanço de 10% ante junho do ano passado, segundo a Anbima.

Gestores explicam que o avanço poderia ser maior, mas comemoram o fato de haver uma parcela da população preocupada com a gestão profissional do seu dinheiro - num momento em que está mais difícil saber onde aplicar.

Nos últimos dois anos, as gestoras de patrimônio foram beneficiadas pelo juro baixo, que obrigou as pessoas a turbinar as carteiras e olhar investimentos além do Tesouro Direto. Porém, a crise minou a geração de riqueza no País - e com isso desacelerou o processo de crescimento dessas casas. Em 2018, o avanço foi só de 2%.

O que segurou a tendência de alta foi justamente a falta de compreensão dos brasileiros sobre o universo dos investimentos e o aquecido mercado de fusões e aquisições - que, em 2018, teve o melhor semestre desde 2010. Com mais empresários vendendo participações, mais liquidez no mercado - e parte desses voluptuosos recursos vão para bancos ou gestoras.

Na Azimut Wealth Management, o presidente Antonio Costa conta que o crescimento de 40% no ano, para R$ 5 bilhões, foi em parte sustentado pela captura dessa riqueza e pela valorização da figura do "advisor" (consultor). "As pessoas estão acuadas, precisam mais de alguém que diga 'calma' e oriente", diz. "Não é enviar um questionário; tem de entender a dinâmica desses investidores e dessas famílias de forma holística, principalmente em um momento como este." Reflexo dessa preocupação é a alocação de mais de 50% do volume total do setor estar em renda fixa.

Para o diretor da Ativa Wealth Management, Arnaldo Curvello, o crescimento da gestora ainda é muito pequeno, sobretudo se comparado ao saldo de R$ 700 bilhões parados na poupança. Para traçar um paralelo, nos Estados Unidos, as maiores casas têm US$ 700 bilhões sob o guarda-chuva. "É uma tendência as pessoas procurarem pela gestão profissional, mas ainda estamos muito atrasados." A casa também tem R$ 5 bilhões sob gestão.

O cenário atual, porém, deixa o potencial da indústria represado, aponta Jan Karsten, presidente da GPS, do grupo suíço Julius Baer, com R$ 28 bilhões. "Se o mercado de capitais aquecer, o gestor de patrimônio vai crescer a uma taxa maior que a dos private bankings", diz. "Por outro lado, se as coisas piorarem, há um risco de maior saída de brasileiros para Estados Unidos e Portugal, por exemplo. Isso é um fator preocupante."

Mais acessível. O avanço das casas independentes trava ainda na ideia de que são feitas apenas para grandes fortunas, como em family offices. De fato, gestoras mais consolidadas, como a GPS, têm foco nesse público; mas, aos poucos, novos nomes aparecem para "popularizar" a gestão de patrimônio no País.

É o caso da Fiduc, que permite a gestão de R$ 5 mil, apesar de aconselhar ter pelo menos R$ 50 mil. Diferentemente dos bancos, em que o gerente recebe pelos produtos, na Fiduc, os administradores são remunerados com base em uma taxa fixa sobre o patrimônio do cliente.

"As pessoas têm medo de investir ou fazem escolhas ruins. Um exemplo é a Bolsa: todo mundo entra na alta", explica Valter Police responsável pela Academia Fiduc. "É comportamental. Por isso, é preciso uma gestão profissional." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Compartilhe

MERCADO FINANCEIRO

Itaú oferece 1.000 bolsas de treinamento para certificações no mercado financeiro; saiba como concorrer

22 de agosto de 2022 - 17:00

A iniciativa é voltada para negros e pardos e pessoas com deficiência que desejam ter as certificações CPA-10 e CPA-20, da Anbima; os aprovados e contratados pelo banco receberão reembolso do valor da prova

Em meio ao terremoto

Apesar dos resgates, fundos multimercados conseguem fechar o 1º semestre no azul; emissões de renda variável desabam 75% no período

7 de julho de 2022 - 18:10

Período difícil para ativos de risco beneficiou a renda fixa e levou investidores a fugirem de fundos de ações e multimercados

Balanço do ano

Mesmo com bolsa em queda, fundos de ações fecham 2021 com captação positiva; veja os fundos que se saíram melhor em retorno e captação no ano

6 de janeiro de 2022 - 17:42

Fundos de renda fixa foram os campeões de captação e rentabilidade, com migração de recursos da renda variável e alta dos juros

Radiocash

Selic em alta mais bolsa em baixa é igual à fuga para a renda fixa? Para presidente da Anbima, diversificação veio para ficar

30 de novembro de 2021 - 12:38

As alocações em renda variável podem até diminuir, mas Carlos Ambrósio não acredita que voltaremos para a realidade de ‘poupança, renda fixa e nada mais’

A carteira dos ricos

Volume de investimentos dos milionários cresce 8,8% no semestre; saiba onde eles aplicam

11 de agosto de 2021 - 14:19

O volume de investimentos do segmento private, que reúne os clientes milionários, alcançou R$ 1,76 trilhão, de acordo com dados da Anbima

De volta aos trilhos

Fundos de investimento têm captação líquida recorde no 1º semestre, no valor de R$ 206 bilhões

7 de julho de 2021 - 18:17

Desempenho da indústria de fundos no primeiro semestre de 2021 mostra que crise do coronavírus ficou para trás no setor; fundos de renda fixa e multimercados lideram a captação

Indústria em expansão

Brasil vive ‘boom’ de gestoras de recursos

15 de maio de 2021 - 14:25

De janeiro a março, Anbima registrou 27 novas gestoras

Diversificação

Ainda tímido, investimento no exterior ganha espaço nas carteiras dos fundos no 1º tri

9 de abril de 2021 - 14:00

Alta do dólar levou investimentos no exterior a crescerem 45% nas carteiras dos fundos até fevereiro; multimercados investimento no exterior tiveram, no trimestre, melhor retorno dos últimos dois anos

as escolhas de 2020

Brasileiro arriscou e diversificou mais os investimentos em 2020

4 de fevereiro de 2021 - 12:54

Poupança seguiu soberana no ano passado, mas ganhou impulso por causa do auxílio emergencial, segundo dados da Anbima

Pessoas físicas

Aplicações de pequenos investidores têm alta recorde no acumulado do ano

12 de novembro de 2020 - 14:57

Volume investido pelo segmento de varejo tradicional viu crescimento de quase 16% em 2020 até o final de setembro; valor aplicado pelas pessoas físicas chegou a R$ 1,12 trilhão

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies