Menu
2019-04-04T13:54:22-03:00
Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Luis Ottoni
Luis Ottoni
Jornalista formado pela Universidade Mackenzie e pós-graduando em negócios pela Fundação Getúlio Vargas. Atuou nas editorias de economia nos portais G1, da Rede Globo, e iG.
Bolsa

Maré mais tranquila no exterior puxa Ibovespa, que encerra semana em alta de quase 2%

Melhora no cenário de risco por conta da guerra comercial entre China e EUA trouxe de volta o interesse pelo mercado local

21 de setembro de 2018
17:00 - atualizado às 13:54
Donald Trump, presidente dos EUA, e Xi Jinping, presidente da China
Guerra comercial entre EUA e China robou os holofotes do mercado durante toda semana. - Imagem: Shutterstock

O principal índice da Bolsa de São Paulo fechou a semana em alta de 1,70% com o mercado surfando uma maré positiva nos últimos dias. O Ibovespa chegou ao fim do pregão desta sexta-feira aos 79.444 pontos depois de flertar ao meio do dia com os 80 mil.

Uma série de notícias positivas alimentou o apetite dos investidores pelos ativos brasileiros. Lá fora, é cada vez maior a perspectiva de que a guerra comercial entre Estados Unidos e China caminhe para um ambiente de trégua. Já aqui no Brasil, o cenário eleitoral faz preço nas ações com o resultado das urnas, apesar de em aberto, ficando cada vez mais claro.

Tudo azul na gringa

O ambiente do mercado internacional começa a caminhar para um cenário mais positivo. Os investidores reverteram parte de suas perspectivas de risco por conta da guerra comercial entre EUA e China. Como os ataques e as decisões vieram bem menos agressivas do que o esperado, as bolsas lá fora começaram a relativizar o risco desse confronto.

Todo esse movimento acabou se tornando o protagonista da semana nos negócios brasileiros, já que por aqui as eleições sem grandes novidades deixaram (por ora) de ser a grande prioridade.

Bolsonaro x Haddad

O cenário ainda segue em aberto e tudo pode acontecer até o dia 7 de outubro. Mas as tendências nas pesquisas apontam cada vez mais na direção de um segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O deputado leva hoje as preferências do mercado em um cenário sem Geraldo Alckmin (PSDB), mas os acenos do candidato petista à uma agenda mais moderada e de compromissos fiscais também despertam o interesse.

Vale lembrar que ontem o debate na TV Aparecida, com Haddad e sem Bolsonaro, foi tão morno que não teve um desdobramento que pudesse afetar o mercado hoje.

Brexit em risco

No exterior, o mercado passou a olhar mais de perto o cenário político no Reino Unido. A libra perdeu força depois que líderes da União Europeia alertaram a primeira-ministra, Theresa May, que devem segurar o Brexit caso ela não negocie um acordo de comércio com a Irlanda, que optou por não sair do bloco. Esse novo capítulo da novela já vinha se estendendo ao longo da semana e ganhou força na quinta-feira.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

Fim de uma história de amor?

Elon Musk anuncia que Tesla suspendeu compras com bitcoins e volta a falar de dogecoin

O bilionário levantou a questão ambiental para deixar as transações com a criptomoeda de lado

IR 2021

Imposto de Renda: Quem pode deduzir honorários advocatícios?

A repórter Julia Wiltgen conversou com o advogado tributarista Samir Choaib e respondeu às principais dúvidas dos leitores do Seu Dinheiro.

Ivan Sant'Anna

O novo superciclo das commodities já é uma realidade. Como você pode ganhar dinheiro com ele

Nas últimas décadas, tivemos três grandes bull markets de commodities. Agora, os astros estão se alinhando para um novo superciclo

Contas brasileiras em jogo

STF retoma julgamento sobre ICMS e PIS/Cofins; decisão pode ter impacto de R$ 258,3 bilhões para União

Os ministros já haviam declarado inconstitucional a cobrança de ICMS na base de cálculo do PIS/Cofins, mas o governo pede que a decisão não tenha efeito retroativo

São Jorge e o dragão inflacionário

A grande e ameaçadora besta da inflação começa a sair do seu sono profundo. Aos poucos, movimenta as asas e mexe sua cauda incendiária. Um vagaroso e temerário despertar. Nem de longe está cuspindo fogo — e quem viveu no Brasil nos anos 80 e 90 lembra bem do seu poder destrutivo. Mas mesmo o […]

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies