Entre Bolso x Haddad, fique com a Bolsa
Estatais e empresas de infraestrutura e do mercado imobiliário devem se beneficiar da vantagem de Bolsonaro no 1º turno
Não preciso te dizer que Bolsonaro e Haddad vão brigar pelo seu voto nas próximas semanas. Também não preciso te dizer que as campanhas serão sujas e carregadas de ataques de ambos os lados.
Você também já deve saber que, de uma forma geral, o eleitor votou pela renovação – velhos conhecidos do cenário político brasileiro, como Lindbergh, Dilma, Suplicy, Eunício, Requião e Beto Richa ficaram de fora da festa.
A Rede fez vários senadores, o Novo colocou alguns deputados.
O que talvez você não sabia é o que os resultados nas urnas representam para o seu bolso (e para a Bolsa).
Nada deve fazer tanto preço quanto o resultado em Minas, onde Romeu Zema, do Novo, tem boas chances de levar a cadeira de governador – o petista Fernando Pimentel vai ser um mero observador da disputa dele com Anastasia, um dos poucos tucanos ainda vivos pelo país.
A notícia é mais do que positiva para Cemig (CMIG4): as ações da elétrica mineira estão, sob qualquer ótica, altamente descontadas. Em parte, por seu alto índice de alavancagem, mas em boa parte por uma sucessão de administrações temerárias, mal comum a várias estatais brasileiras.
Leia Também
Zema já sinalizou uma série de medidas pró-mercado, dentre elas a privatização da companhia – não me surpreenderia se o papel disparasse nos próximos dias.
Nos últimos meses, a Cemig lançou um programa de desinvestimento de ativos e já levantou quase R$ 1,5 bilhão com vendas de participação na Taesa, na Transmineira e de seu braço de telecomunicações (Cemig Telecom). Os movimentos facilitaram o processo de renegociação (rolagem) de sua dívida, que hoje monta R$ 14,6 bilhões.
O maior prazo para pagamento deu um bom respiro à companhia, que tem visto uma melhora em suas operações e, aos poucos, vai trabalhando a venda dos mais de R$ 5 bilhões que ainda tem em ativos disponíveis para a venda.
Sem o risco PT pela frente, as CMIG4 têm caminho livre pela frente e devem ser destaque positivo, ainda mais se o candidato do Novo confirmar seu favoritismo.
No pleito nacional, Bolsonaro ficou relativamente perto de levar já no primeiro turno, mas acabou ficando com “apenas” 46% dos votos, bem à frente dos 29% de Haddad.
As chances do petista são bastante remotas – em sete eleições nacionais, nunca tivemos uma virada em segundo turno e o único candidato a perder votos entre um turno e outro foi Alckmin, em 2006.
A vantagem do capitão exige um índice de conversão de 85% dos demais votos válidos para que Haddad se eleja – não é uma tarefa fácil, ainda mais com o peso do anti-petismo em suas costas.
Seria preciso um fato novo muito significativo para mudar a história – é verdade que, no Brasil, fatos novos brotam em profusão e já vimos praticamente de tudo por aqui, mas a tendência é de que o mercado comece a operar considerando Bolsonaro praticamente eleito.
Arrancada das estatais
Na minha opinião, assim como em Minas, as estatais saem na frente – o capitão já falou que vai seguir com a privatização da Eletrobras (ELET6). Paulo Guedes deve exigir uma administração bem mais consciente no Banco do Brasil (BBAS3).
A Petrobras é queridinha dos militares e Bolsonaro já falou que não privatiza – por melhor que seja Paulo Guedes, não deve ter poderes hipnóticos. Mesmo assim, arrisco dizer que as PETR4 devem andar na esteira do oba-oba.
O risco de cauda, a tragédia completa, era Ciro. Sem ele e com Haddad jogando como azarão, as taxas de juros devem continuar o movimento de queda dos últimos dias – isso é bom para a Bolsa como um todo, mas com um peso maior para os setores de infraestrutura e mercado imobiliário. Uma pena que CCR (CCRO3) tenha mazelas bastante particulares a tratar. Mas, Rumo (RAIL3), Multiplan (MULT3) e Equatorial (EQTL3), dentre muitas outras, tendem a se beneficiar do movimento.
Quem deve ficar para trás são as exportadoras – muito usadas como hedge (proteção) contra um cenário apocalíptico, e um pouco prejudicadas pelo dólar, que deve cair mais um pouquinho, imagino que papéis como Suzano (SUZB3) e Vale (VALE3) sejam retardatários nos próximos dias.
De uma forma geral, espero otimismo com ativos de risco brasileiros, que, em termos de fundamento, estão bem baratos e agora vão surfar o otimismo eleitoral.
Os almoços de domingo ainda vão ser bem complicados – o tio reaça e o primo da FFCLH vão continuar trocando farpas. Não foi dessa vez que pacificamos o peru de Natal.
Mas, enquanto eles brigam para defender seus candidatos, deixe seu dinheiro brigar para defender o seu futuro.
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking
Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel
De olho na alavancagem, FIIs da TRX negociam venda de nove imóveis por R$ 672 milhões; confira os detalhes da operação
Segundo comunicado divulgado ao mercado, os ativos estão locados para grandes redes do varejo alimentar
“Candidatura de Tarcísio não é projeto enterrado”: Ibovespa sobe e dólar fecha estável em R$ 5,5237
Declaração do presidente nacional do PP, e um dos líderes do Centrão, senador Ciro Nogueira (PI), ajuda a impulsionar os ganhos da bolsa brasileira nesta quinta-feira (18)
‘Se eleição for à direita, é bolsa a 200 mil pontos para mais’, diz Felipe Miranda, CEO da Empiricus
CEO da Empiricus Research fala em podcast sobre suas perspectivas para a bolsa de valores e potenciais candidatos à presidência para eleições do próximo ano.
Onde estão as melhores oportunidades no mercado de FIIs em 2026? Gestores respondem
Segundo um levantamento do BTG Pactual com 41 gestoras de FIIs, a expectativa é que o próximo ano seja ainda melhor para o mercado imobiliário
Chuva de dividendos ainda não acabou: mais de R$ 50 bilhões ainda devem pingar na conta em 2025
Mesmo após uma enxurrada de proventos desde outubro, analistas veem espaço para novos anúncios e pagamentos relevantes na bolsa brasileira
Corrida contra o imposto: Guararapes (GUAR3) anuncia R$ 1,488 bilhão em dividendos e JCP com venda de Midway Mall
A companhia anunciou que os recursos para o pagamento vêm da venda de sua subsidiária Midway Shopping Center para a Capitânia Capital S.A por R$ 1,61 bilhão
Ação que triplicou na bolsa ainda tem mais para dar? Para o Itaú BBA, sim. Gatilho pode estar próximo
Alta de 200% no ano, sensibilidade aos juros e foco em rentabilidade colocam a Movida (MOVI3) no radar, como aposta agressiva para capturar o início do ciclo de cortes da Selic