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Em carta enviada à Abanzai Representações (que controla a Sapore), a International Meal Company deixa claro que o processo está longe do fim
A Sapore até tenta, mas a novela da compra de boa parte da International Meal Company (IMC) está longe de ser concluída. Depois de receber uma proposta hostil de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Abanzai Representações (empresa que controla a Sapore), a IMC resolveu retrucar e pediu esclarecimentos à companhia em relação ao processo.
Entre as dúvidas da dona das redes Frango Assado e Viena está justamente os motivos por trás da OPA, que seria a primeira etapa de uma operação de combinação dos negócios entre os dois grupos. Segundo a empresa, a falta de informações sobre as condições da oferta coloca os acionistas da IMC em desvantagem para decidir que rumo tomar.
Se você ficou perdido sobre o que de fato significa essa chamada 'oferta hostil', vai um resumo: a IMC, que possui uma grande lista de acionistas minoritários, não havia feito qualquer oferta de venda em relação ao seu negócio. Mas aí a Sapore resolveu entrar na jogada com o famoso "se você quiser vender, eu compro" e fez uma OPA para tentar adquirir parte desses papéis que hoje estão pulverizados no mercado.
A partir de agora, a IMC é obrigada a dar uma posição sobre esse negócio: se recomenda ou não a venda desses papéis para os acionistas. E é justamente essa posição, com base no edital, que a IMC alega estar encontrando dificuldades em fechar.
Vale lembrar que no edital divulgado na última segunda-feira, 19, e antecipado pelo Seu Dinheiro no começo do mês, a OPA proposta pela Abanzai tem data marcada (19 de dezembro) e busca a aquisição mínima de 69 milhões de ações ordinárias e máxima de 69,375 milhões de papéis - o que corresponderia a faixa de 41,5% a 42% do total de participação na companhia. O preço-alvo seria de R$ 8,63 por papel.
O preço por ação será de R$ 5,59, valor superior ao atual: as ações fecharam o pregão de terça-feira a R$ 4,44
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