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Bolsa e dólar hoje

Ibovespa fecha em queda influenciada por NY; dólar sobe

Afetada ao longo do dia pelo tombo das bolsas em Wall Street anteontem, a Bovespa passou o dia todo no vermelho

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26 de dezembro de 2018
10:21 - atualizado às 10:01
Selo marca a cobertura de mercados do Seu Dinheiro para o fechamento da Bolsa
O que ajudou, no final, foram altas do petróleo que amenizaram um pouco a pressão - Imagem: Seu Dinheiro

A bolsa de Valores voltou do feriado de Natal com gosto amargo na boca. Afetada ao longo do dia pelo tombo das bolsas em Wall Street anteontem, passou a quarta-feira toda no vermelho. Nas últimas duas horas de pregão, o Ibovespa desacelerou um pouquinho o ritmo de queda, mas continuou no vermelho. O que ajudou, no final, foram altas do petróleo que amenizaram um pouco a pressão. O índice fechou com baixa de 0,65%, a 84.136 pontos. No câmbio, nem a injeção de dinheiro feita pelo Banco Central segurou o dólar, que fechou o dia com alta de 0,95%, negociado a R$ 3,92. O avanço do petróleo, que sinaliza inflação, contribuiu para a escalada da divisa.

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Houve bem pouca liquidez nos mercados financeiros, uma vez que as praças acionárias estão fechadas na Europa e agenda dos Estados Unidos foi bem fraquinha. O Banco Central fez ao meio-dia dois leilões de linha, no total de US$ 2 bilhões, o dobro do volume ofertado na sexta.

Arrependidinho?

Diante do estrago que provocou depois das diversas críticas feitas ao Federal Reserve (Fed, o banco central americano), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que os americanos aproveitassem as fortes quedas vistas nos preços das ações de empresas do país e voltassem a comprá-las.

"Temos as maiores empresas do mundo e elas estão indo muito bem. Elas têm tido números recordes. Então, acho que é uma tremenda oportunidade de comprar. Realmente é uma ótima oportunidade para comprar ações", disse Trump a repórteres na Casa Branca no dia de Natal. O Dow Jones sobe pouco mais de 2,40%.

"100% seguro"

Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em baixa, mas o petróleo fez trajetória de recuperação. Nova York abriu oscilando, mas respondeu ao apelo de Trump, após o tombo de quase 3% em Wall Street na segunda-feira. Notícias desencontradas confundiram o investidor. Primeiro, a CNN publicou que o presidente dos EUA, Donald Trump, deverá se encontrar com o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, de acordo com fontes não identificadas. Em seguida, o repórter da NBC, Hans Nichols, em sua conta no Twitter, publicou afirmações do diretor do Conselho de Assuntos Econômicos da Casa Branca, Kevin Hassett, de que o emprego de Jerome Powell como presidente do Fed está "100% seguro", segundo publicou

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O pedido de Trump para que os investidores voltassem a comprar ações de empresas americanas veio na esteira da pior liquidação da história das bolsas de Nova York em uma véspera de Natal e quando o S&P 500 entrou em "bear market", após cair 20% em relação a um pico recente. Essa marca já havia sido registrada pelo Nasdaq uma semana antes. De qualquer maneira, este deve ser o pior mês de dezembro da história para os índices de ações em NY. "Os mercados foram muito afetados tentam se estabilizar hoje depois do pesadelo antes do Natal", ressalta o estrategista da Continuum Economics, Ben Levett.

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Na segunda-feira, quando a Bovespa estava fechada, geraram azia no mercado as notícias de que Trump estaria sondando se há possibilidade de demitir o presidente do BC americano, Jerome Powell, pelo fato de ele estar elevando os juros em ritmo "demasiadamente rápido".  A possibilidade de abalar a independência do Fed chacoalhou os mercados.

Com relação ao 'shutdown' do governo americano, esta é a terceira vez no ano que isso ocorre e a previsão do mercado é de que situação desta vez se estenda até janeiro. A paralisação começou no sábado após os democratas se recusarem a atender às exigências de Trump de alocar US$ 5 bilhões no orçamento para erguer o muro na fronteira com o México.

Porta dos fundos

Os investidores estrangeiros retiraram R$ 1,362 bilhão da B3 no pregão da última quinta-feira (20). Esta é a maior retirada de recursos estrangeiros em um único dia desde 23 de outubro, quando saíram R$ 1,6 bilhão. No dia 20, o Ibovespa fechou em baixa de 0,47%, aos 84.269 pontos. O giro financeiro somou R$ 16,2 bilhões.

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No mês de dezembro, o saldo acumulado está negativo em R$ 1,398 bilhão, resultado de compras de R$ 100,001 bilhões e vendas de R$ 101,399 bilhões. Em 2018, a retirada de recursos pelos estrangeiros está em R$ 10,911 bilhões.

Óleo

Os preços do petróleo fecharam em forte alta em meio a uma recuperação das recentes perdas acumuladas no mês de dezembro, com o WTI em queda de 13% e o Brent de 12%. O WTI subiu 8,68% e o Brent a 7,85%. Com isso, as ações da Petrobras tiveram valorização de 3,44% (PN) e de 1,82% (ON).

Casas Bahia bagunçada

No Pão de Açúcar, o conselho aprovou a venda de parcela da participação acionária detida na Via Varejo, que, por sua vez, reconduziu Peter Paul Lorenço Estermann como diretor-presidente, a quarta troca de comando desde 2014.

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) também finalmente admitiu usar o mercado de capitais para vender uma fatia da empresa, algo que vinha sendo sugerido por assessores financeiros pelo menos desde meados de 2017, conforme noticiou a Coluna do Broadcast. O GPA, que não achou comprador para a Via Varejo, controla 43% da varejista de eletrodomésticos.

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O mercado torceu o nariz para a varejista, cujas ações caíram 5,7%, a maior perda do pregão. A segunda maior foi a Pão de Açúcar PN, com 5,01%. No início dos trabalhos, a Via Varejo teve tombo de 9,21%.

Outras ações  de companhias de varejo, como Magazine Luiza e B2W também caíram. A Magazine teve baixa de 3,85% e a B2W de 3,28%.

Passando a limpo

Depois de se separar de sua controladora, a construtora MRV e de estrear na B3 com queda de mais de 40% na sexta-feira, a Log Commercial Properties, empresa de galpões logísticos (na qual a MRV continua com 30% do controle), recuperou 1,71% das perdas. A MRV caiu 2,66%.

Bois don't cry

A Marfrig teve a maior alta do Ibovespa, com avanço de 4,12%. Segundo analistas, o cenário para o mercado de carne bovina apresenta sinais de melhora, e a companhia deve ser uma das mais beneficiadas do setor. Semana passada, o Citi elevou recomendação de Marfrig ON para compra diante do "ciclo de bovinos brasileiro mais forte e mais longo do que o esperado, além da venda da Keystone, que resulta em desalavancagem financeira acentuada e fluxo de caixa positivo em 2019", apontou o banco em relatório.

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Dinheiro vindo

A EDP Energias do Brasil teve alta de 1,01% depois de seu conselho ter aprovado o pagamento de Juros Sobre Capital Próprio (JCP) no valor bruto de R$ 439 milhões. Terão direito ao pagamento acionistas na base da empresa em 31 de dezembro.

Sobe e desce

As ações da Embraer abriram em baixa, chegaram a inverter o sinal e subir. Fecharam em alta de 1,01%, refletindo a boa notícias para a empresa: na noite de sexta, a desembargadora Therezinha Cazerta, que preside o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), com sede em São Paulo, derrubou a liminar que suspendia as negociações entre as empresas Boeing e Embraer. A liminar havia sido concedida na quarta-feira (19) pela 24ª Vara Cível Federal de São Paulo, suspendendo qualquer ato concreto de transferência da parte comercial da Embraer à Boeing.

Uma luz no fim do túnel?

A Eletrobras teve baixa de 0,98% (PN). Operadores destacaram a divulgação do plano de negócios para o período 2019-2023, que projeta investimentos totais de R$ 30,175 bilhões, como uma das causas. Apesar da queda de hoje, a Guide afirma em comentário a clientes que continua otimista com a estatal. A empresa, destaca o comentário, segue adotando medidas para melhorar sua estrutura de capital e operacional, como o plano de desinvestimentos, além das vendas de ativos, programa de economia de custos e da expectativa de privatização.

 

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*Com Estadão Conteúdo

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