O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Os fundos imobiliários (FIIs) vão bem para quem precisa de um fluxo relativamente constante de renda e também para quem está atrás de valorização e especulação imobiliária. Veja o que comprar
“O que você vai ser quando crescer?” me perguntavam as tias chatas, enquanto eu tentava pousar o F-14 do Tom Cruise na versão tosca de “Top Gun” para o Phantom System, que acabava de ganhar de Natal.
“Biólogo”, respondia rapidamente, sem tirar os olhos da TV de 14”.
A resposta era rápida não só por impaciência, mas também porque estava na ponta da língua: desde pequeno eu tinha convicção de que seria biólogo – além dos combates épicos no Phantom, invariavelmente eu passava horas lendo “Os Bichos”, enciclopédia da quase finada editora Abril.
Depois dos dinossauros, o “bicho” do qual eu mais gostava era o ornitorrinco – um castor com bico de pato, que bota ovos, mas é mamífero.
O que o ornitorrinco tem de estranho, tem de bem adaptado: ele vai muito bem na água e suas fortes patas são ótimas para deslocamento terrestre e escavação. Os pelos são à prova d’água e garantem boa proteção térmica. O rabo gorducho é excelente reserva de gordura para a época de vacas magras.
Reza a lenda que o ornitorrinco é tão único que fez Darwin questionar sua crença na teoria criacionista e plantou a semente para o que, anos depois, seriam as bases da teoria da evolução.
Leia Também
Talvez você não saiba, mas existe um produto na B3 que é tão versátil e “adaptável” quanto o ornitorrinco. Tem rendimentos regulares como a renda fixa, mas é negociado em Bolsa e tem preço variável como as ações.
Os fundos imobiliários (FIIs) são fundos destinados ao investimento em ativos do setor imobiliário (shoppings, galpões, lajes comerciais, terrenos, instrumentos de crédito imobiliário, dentre vários outros) e, desde que atendam a algumas regras, são isentos de impostos para as pessoas físicas (exceto os ganhos de capital).
Os FIIs vão bem para quem precisa de um fluxo relativamente constante de renda (que vem dos aluguéis pagos mensalmente) e também para quem está atrás de valorização e especulação imobiliária – assim como os ornitorrincos, são híbridos e têm desenvoltura para qualquer tipo de terreno.
Gosto muito do produto porque permite a exposição a imóveis com baixo investimento e possibilidade diversificação e acesso a gestão profissional. Claro que, assim como quando você compra uma casa ou apartamento, se torna responsável por arcar com as obrigações de condomínio e IPTU caso o imóvel fique vago.
A convite do GRI Club, tive o prazer de fazer parte de um fórum sobre os FIIs e confesso que saí do evento ainda mais otimista do que já estava – foram dois dias intensos de conversas e discussões com gestores, investidores e executivos do setor e, tirando alguns poucos pessimistas, a vasta maioria está bem animada para os próximos meses.
A ideia geral é de que o momento de retomada da economia deve se refletir na operação dos imóveis, com redução da vacância e gradual aumento do valor dos aluguéis – o que não só deve aumentar os rendimentos dos FIIs como também o valor das cotas.
Com o avanço da confiança do consumidor, queda do endividamento das famílias e gradual redução do desemprego, o consumo deve voltar, o que é ótima notícia para os fundos de shopping centers e também para os galpões logísticos, que estão particularmente animados com um provável boom no e-commerce ao longo do ano.
Os gestores de fundos de lajes corporativas (escritórios comerciais) já se mostram mais aliviados – o setor tem se comportado bem na cidade de São Paulo. O corredor da Faria Lima já tem índices de vacância abaixo dos 10% e já tem gente fechando contrato de aluguel em torno de R$ 160 por m2 nos melhores ativos da região.
Outras localidades ainda estão sofrendo um pouco mais, com destaque para o Rio de Janeiro, mas a expectativa é que a melhora do sentimento com o setor de óleo e gás se reflita em rápido aumento da ocupação na cidade, que amarga índices de 34% de vacância.
Além disso tudo, uma nova regulamentação impede que os fundos de pensão invistam diretamente em imóveis – a exposição ao setor terá de ser feita via os fundos imobiliários.
Os fundos de pensão têm 12 anos para adequar o estoque, mas todo novo investimento terá de ser feito via FIIs. Isso deve representar um fluxo enorme de capital para os FIIs e aumentar a liquidez do setor, que ainda é o ornitorrinco feio do mercado brasileiro aos olhos dos investidores institucionais.
Se você é um investidor de Bolsa, que tolera um pouco de volatilidade e não gosta de pagar imposto (quem gosta?), faz todo sentido dedicar um pouco de tempo para entender os nossos híbridos financeiros e aplicar um pouco nos FIIs.
Para começar, eu gosto muito do VISC11, um fundo de shopping center da Vinci Partners que concluiu uma nova captação em abril e tem cerca de R$ 200 milhões para alocar.
O momento é bom para ter caixa – estamos no fechamento da janela para aquisições e ainda existem boas oportunidades “na mesa”. O fundo, que já é diversificado (são nove shoppings) e entrega uma renda de cerca de 7% ao ano (já líquida de IR e corrigida pela inflação, dada a natureza dos contratos de aluguel), tende a ficar ainda melhor.
Como disse, a exposição ao varejo me agrada bastante e o resultado dos shoppings têm mostrado queda de inadimplência e vacância combinada com aumento nas vendas e nos aluguéis – prato cheio para aumento de distribuição de rendimento aos cotistas.
Para quem quiser ousar um pouco mais, tenho o ALMI11.
O Torre Almirante é um edifício de altíssima qualidade no centro do Rio de Janeiro. Como o prédio está apenas 20% ocupado, o fundo não tem distribuído rendimentos, pelo contrário, está passando por um processo de captação para reforçar o caixa e poder arcar com os custos de condomínio e IPTU. Porém, hoje o fundo opera a cerca de R$ 8,1 mil por m2, bem abaixo de seu custo de reposição, que estimamos ficar acima dos R$ 20 mil por m2.
Dadas as características geográficas do Rio, a oferta de terrenos é escassa e o Torre Almirante é praticamente único: seu antigo locatário, uma tal de Petrobras, deixou o prédio, que recentemente passou por um processo de revitalização, absolutamente pronto para ocupação.
O ALMI11 é o típico caso de paciência: quem souber esperar, pode conseguir um retorno de 100% nos próximos anos – se o prédio for inteiro locado por cerca de R$ 100 o m2, deve entregar um rendimento anual na casa de 13,5% (real e líquido); a Petrobras pagava R$ 147 por m2 em 2015 (R$ 180 corrigidos pelo IPCA).
Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%
A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira
Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa
Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais
Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global
As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice
Investir nesse tipo de ativo não é óbvio e exige um olhar atento às características específicas de cada metal; o Seu Dinheiro te dá o passo a passo, conta os riscos e vantagens desse tipo de investimento
Relatório do Santander destaca ações fora do consenso e aponta onde o mercado pode estar errando na precificação
Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano
Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias
No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários
Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias
A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente
Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima
Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores
Em meio a transferências globais de capital, o principal índice da B3 renovou máximas históricas puxado pelo fluxo estrangeiro, dólar em queda e expectativa de juros mais baixos nos EUA
Em evento do Seu Dinheiro, especialistas da Empiricus e da Vinci falam das oportunidades para o setor em 2026 e recomendam fundos promissores
Em painel do evento Onde Investir em 2026, do Seu Dinheiro, grandes nomes do mercado analisam os cenários para o Ibovespa em 2026 e apontam as ações que podem se destacar mesmo em um ano marcado por eleições
Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores
O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA