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Reestruturação do negócios

Bayer vai cortar 12 mil funcionários e vender divisão de saúde animal

Segundo a companhia, o foco agora será os segmentos principais, como farmacêutico, de cuidados pessoais e de agricultura

Outro foco da companhia será fortalecer a inovação e a competitividade em suas divisõesImagem: Shutterstock

A Bayer vai adotar uma série de medidas para melhorar a eficiência nos próximos anos, incluindo desinvestimentos e uma redução de 10% no número de funcionários, disse a companhia nesta quinta-feira. A Bayer está tentando reconquistar a confiança de investidores após suas ações terem caído fortemente nos últimos meses.

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A companhia disse que pretende se concentrar em seus segmentos principais - farmacêutico, de cuidados pessoais e de agricultura - e vender o negócio de saúde animal. Segundo analistas, a empresa pode conseguir até 7 bilhões de euros com essa venda.

Na divisão de cuidados pessoais, a Bayer quer melhorar a rentabilidade se desfazendo das linhas de produtos Coppertone e Dr. Scholl. A Bayer pretende também vender sua participação de 60% na Currenta, empresa de serviços para a indústria química.

Além das medidas de portfólio, a companhia quer melhorar significativamente sua estrutura de custos. Para isso, vai cortar cerca de 12 mil funcionários de um total de 118.200 - principalmente na Alemanha -, além de adotar outras medidas.

A Bayer disse ainda que vai investir para fortalecer a inovação e a competitividade em suas divisões. Até o fim de 2022, serão investidos 35 bilhões de euros. Cerca de dois terços desse total serão destinados a pesquisa e desenvolvimento.

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A companhia vem enfrentando forte pressão de investidores por causa de um aumento no número de processos envolvendo um herbicida à base de glifosato fabricado pela Monsanto, empresa que a Bayer adquiriu recentemente.

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As ações da Bayer perderam cerca de um terço de seu valor desde agosto, quando um júri em São Francisco considerou que a exposição prolongada ao glifosato, um componente essencial do herbicida Roundup, da Monsanto, seria a causa do câncer de um ex-jardineiro.

A Bayer negou as alegações e está recorrendo do veredicto.

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