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2019-03-12T18:57:47+00:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
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PGBL vs. VGBL: desvende a sopa de letrinhas e saiba qual é o melhor para você

Neste vídeo, eu explico melhor as diferenças entre esses dois tipos de previdência privada e para que perfil de investidor cada um é indicado

11 de dezembro de 2018
12:39 - atualizado às 18:57

PGBL ou VGBL, eis a questão. Você já deve ter tido algum contato com essas siglas antes. Essa sopa de letrinhas representa os dois principais tipos de planos de previdência privada abertos que temos hoje no mercado. Mas você sabe a diferença entre eles? E sabe qual seria o mais adequado para o seu perfil?

Os planos de previdência privada podem ser grandes aliados na construção do seu patrimônio e no planejamento da sua aposentadoria.

Eles contam com incentivos tributários que desestimulam o investimento de curto prazo, mas reduzem o imposto de renda a pagar de quem investe para o longo prazo.

PGBL e VGBL se assemelham em quase tudo, mas há duas diferenças cruciais, que determinam para qual perfil de investidor cada um é indicado. Eu falo mais sobre elas neste vídeo:

Iguais em todo o resto

Tanto PGBL quanto VGBL são planos de previdência abertos, isto é, aceitam a adesão de qualquer interessado. São oferecidos por seguradoras e distribuídos por instituições financeiras como bancos, corretoras e distribuidoras de valores.

Nesta outra matéria, eu falo um pouco mais sobre os dois tipos de previdência privada: os planos abertos e os planos fechados.

Os dois produtos se assemelham quanto às coberturas, aos limites de investimento em cada classe de ativo, aos custos e à forma de pagamento dos benefícios no futuro.

Com exceção das diferenças que eu destaquei no vídeo, os demais incentivos tributários são comuns a ambos os produtos.

Seja PGBL ou VGBL, planos de previdência não têm come-cotas e permitem ao participante escolher entre duas tabelas de tributação: a progressiva e a regressiva.

A ausência de come-cotas, tributação semestral de alguns tipos de fundos de investimento, evita que os recursos saiam do fundo para alimentar o Leão.

Em vez disso, eles permanecem aplicados, para rentabilizar no longo prazo, o que dá uma turbinada nas reservas. A tributação só ocorre na hora de o participante receber os recursos, na forma de resgate ou renda.

Já a tabela regressiva permite ao investidor pagar apenas 10% de IR após dez anos de aplicação, menos que os 15% mínimos das demais aplicações financeiras tributadas.

Nesta outra matéria, você pode saber mais sobre como funciona a previdência privada no que diz respeito aos incentivos tributários.

PGBL ou VGBL: como melhor aproveitar o perfil de cada um

É importante frisar que, para poder deduzir as contribuições para PGBL na sua declaração de IR, você também precisa ser segurado da Previdência Social, do INSS, seja de um regime próprio de servidores públicos.

É possível, ainda, abater contribuições feitas em nome de terceiros, como filhos ou cônjuge. Mas se este terceiro tiver 16 anos ou mais, também é preciso contribuir em seu nome para o INSS para garantir o direito à dedução.

Já o VGBL também pode ser usado por quem já contribui com até 12% da renda bruta tributável anual para um PGBL e deseja investir uma quantia maior em previdência. Ou ainda, por quem ora entrega a declaração completa, ora entrega a simplificada.

Ou seja, você pode contribuir para PGBL ou VGBL dependendo de qual modelo de declaração entregar: quando for a completa, você contribui para o PGBL; quando for a simplificada, você contribui somente para o VGBL.

Ao final de cada ano, você pode simular a sua declaração do ano seguinte no programa antigo da Receita para ter uma noção de qual dos dois modelos será mais vantajoso.

Finalmente, o VGBL também é interessante quando o objetivo é fazer planejamento sucessório, isto é, planejar a transferência do seu patrimônio para os seus futuros herdeiros.

Planos de previdência não entram em inventário, sendo os recursos transferidos automaticamente, em poucos dias, aos beneficiários do plano. A vantagem do VGBL, nesse sentido, é o fato de o IR incidir apenas sobre os rendimentos.

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