O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Assim como não dá para se preocupar com os gritos da torcida adversária, não dá para se assustar com os gritos da oposição na Câmara. No limite, os dois são a mesma coisa: apenas ruídos. Mais importante do que tudo isso são os resultados das empresas, a evolução de suas vendas, dos lançamentos dos imóveis e do preço das commodities.
A capacidade de concentração de atletas sempre me chamou a atenção – sempre fico impressionado com a reação do Federer na final de Roland Garros em 2009 (sua única conquista no saibro sagrado de Paris).
À época, Federer já era considerado um dos grandes, com 13 títulos de Grand Slam, apenas um atrás do (então) recorde de Sampras. A pedra no sapato era justamente a terra batida das quadras francesas.
A partida em si nem foi das mais difíceis – o suíço atropelou o freguês Söderling em três sets – mas foi simbólica: depois da vitória em Paris, Federer se tornou o maior de todos os tempos.
No instante em que vence o último ponto e sacramenta o título, o campeão cai de joelhos e vai às lágrimas, como se tivesse apertado um botão de “desliga”, dando vazão a toda a emoção que, certamente, estava sob a pele, mas devidamente controlada enquanto a bolinha pingava pelo saibro.
Quem acompanha futebol americano sabe como o autocontrole é importante: “one play at a time”, ou “uma jogada de cada vez”. Toda vez que o jogo para (e para o tempo todo), os times fazem um “bolinho” no meio do campo para discutir e definir a próxima jogada. Se um dos jogadores se deixar levar pelo erro no lance anterior, ou se incomodar com o barulho da torcida, a coisa não funciona.
Pode ser um quarterback na NFL ou um tenista em Paris, se perder o foco e começar a pensar no que aconteceu antes, a situação pode sair do controle rapidamente e o título, que era palpável há poucos instantes, sai do alcance num piscar de olhos.
Leia Também
Com seus investimentos é absolutamente a mesma coisa.
Pouco importa se você acertou a mão em Cielo, que despencou em um passado recente ou se errou ao vender Brasil Foods, que já está ali acima dos R$ 30.
Fazer a bolinha amarela (sim, amarela e não verde) passar por cima da rede não é uma tarefa mais ou menos fácil se você cometeu uma dupla falta no saque anterior. Assim como errar a mão em Ultrapar não interfere na sua decisão sobre a compra de Itaú. Também não importa muito se o mercado caiu muito ou subiu demais. O único interesse é saber o que vai acontecer daqui para frente.
Tenho um amigo que sempre fala “não consigo comprar ação que subiu muito”. Ele, provavelmente, teria olhado torto para Magazine Luiza em janeiro de 2016: em menos de um mês, o papel tinha mais do que dobrado para R$ 2. Hoje, vale 170!
A literatura sobre como vieses cognitivos atrapalham a tomada de decisão nas finanças é vasta e a Economia Comportamental, que estuda como fatores psicológicos afetam a tomada de decisão de indivíduos e empresas, já tem o seu devido destaque na academia.
Daniel Kahneman levou o Nobel de Economia em 2002 e Richard Thaler ficou com o prêmio em 2017. O primeiro é formado em psicologia e o segundo escreveu o Misbehaving (“se comportando mal” em tradução livre). O grande desafio não é da ordem matemática – um macaco bem treinado monta um modelo decente para descontar fluxos de caixa futuros.
A grande dificuldade é saber se segurar no meio do tiroteio. É não panicar quando todo mundo grita e corre como um bando de gazelas descontroladas.
Me lembro que estava no táxi a caminho do show do Paul (que homem!) ouvindo os comentários políticos na Jovem Pan. Foi no fatídico 27 de março, dia em que Rodrigo Maia e Jair Bolsonaro trocaram recadinhos pela mídia, no melhor estilo “sua mãe é feia”, típico da molecada da quinta-série.
Era o fim da República, das reformas e do país. A Bolsa fechou em queda de 3,6%.
De lá para cá, o que não faltou foi desencontro: canetada na Petrobras, possível greve dos caminhoneiros, tigrão x tchutchuca, prorrogação da votação da Previdência na CCJ...
A cada incêndio, algum membro do governo (geralmente o Santo Paulo Guedes) corria para salvar a lavoura, criando alguma notícia/agenda positiva. E assim vamos, em uma montanha russa selvagem, com trancos, solavancos e mais buracos do que as (largadas) ruas de São Paulo.
Independentemente dos ruídos, cá estamos: o governo cedeu daqui, o centrão sorriu dali e a reforma caminha para andar, devagar e sempre. E a Bolsa?
Oras, o Ibovespa já está de novo acima dos 96 mil pontos, menos de 4% aquém da máxima e com quase 10% de alta no ano. É verdade é que estamos para trás das principais Bolsas do mundo em 2019 (Nasdaq está subindo “só” 22,5%) e que as trapalhadas políticas não ajudam, mas é preciso ter um pouco mais de calma.
Assim como não dá para se preocupar com os gritos da torcida adversária, não dá para se assustar com os gritos da oposição na Câmara. No limite, os dois são a mesma coisa: apenas ruídos.
Mais importante do que tudo isso, mais importante ainda do que os números desanimadores da economia (e concordo que a coisa tá feia), são os resultados das empresas, a evolução de suas vendas, dos lançamentos dos imóveis e do preço das commodities.
Dada a falta de lítio na Faria Lima, os ruídos dos políticos e dos jornais vão gerar um monte de oscilação nos preços mas, ao contrário do que os PhDs vão te falar, volatilidade NÃO é risco. Aliás, é justamente na venda da manada que o mercado te dá chance de comprar bem baratinho.
Se puder, concentre sua leitura em caras como Kahneman e Thaler e deixe os jornais e o Twitter para saber quem vai jogar na quarta no domingo. Mantenha o foco na bola e se preocupe menos com as luzes verdes e vermelhas do seu home broker.
Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos
A Axia Energia teve que abrir espaço para uma outra empresa do setor, além de dividir o pódio com duas companhias do setor bancário e de aluguel de carros
Revisão da carteira internacional mostra uma guinada estratégica para capturar novas oportunidades no mercado global; veja quem saiu e quem entrou no portfólio
O banco cortou a recomendação da dona da Hering de compra para neutra, enquanto revisou estimativas para uma série de outras empresas brasileiras diante da guerra e juros elevados
Banco vê estatal mais protegida em um possível cenário de petróleo mais barato e traz Embraer de volta à carteira do mês
JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda
As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte
Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada
A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.
Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido
Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos
Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar
Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta
Ações da Natura (NATU3) lideram os ganhos do Ibovespa após anúncio de nova estrutura de governança e sinalização de investimento relevante da Advent, que pode redefinir o valuation e sustentar o interesse pelo papel.
Segundo o banco de investimentos, o cenário macro mais favorável coloca o Brasil em evidência
Levantamento com assessores indica que apetite por risco permanece inalterado, com o sentimento pelo Ibovespa deteriorando na margem
Companhia inicia campanha de perfuração e aproveita cenário externo turbulento para ganhar tração no Ibovespa
Os mercados começaram a semana sob tensão geopolítica, com guerra no Oriente Médio elevando o preço do petróleo e dividindo investidores, enquanto falas de Galípolo reforçam cautela do BC
De acordo com o FII, a operação, que ainda depende do cumprimento de condições precedentes, com expectativa de fechamento até o fim de abril
Itaú BBA fez uma lista de ações que ganham e que perdem com a popularização do medicamento; confira o ranking