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Impasse na estatal

Governo estuda alterar política da Petrobras

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, uma das propostas seria de reduzir a margem de autonomia para a gerência de comercialização da companhia conceder o reajuste dos preços do óleo diesel

16 de abril de 2019
7:08
Refinaria Abreu e Lima da Petrobras
Refinaria Abreu e Lima da Petrobras - Imagem: Divulgação

O governo estuda algumas propostas relacionadas a política de preços da Petrobras, após o presidente Jair Bolsonaro mandar a estatal suspender o reajuste dos valores do óleo diesel.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, uma das propostas que estão na mesa seria de reduzir a margem de autonomia para a gerência de comercialização da companhia conceder o reajuste — que hoje varia entre -7% e +7%. Além da ampliação do número de pessoas a serem consultadas para alterar o preço dos combustíveis.

No encontro presidente, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu que a política de preços é uma decisão da empresa: caberia à petrolífera definir a metodologia de reajuste.

Após reunião com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que ainda não há uma decisão sobre manter o reajuste no preço do óleo diesel, mas disse que a empresa é “livre”.

Nesta terça-feira, 16, uma reunião de Bolsonaro com a equipe econômica e representantes da Petrobras baterá o martelo sobre a questão. O Planalto deve ainda anunciar medidas para o setor de transporte rodoviário, de acordo com comunicado à imprensa.

O Estado apurou que uma das ideias para uma nova metodologia para o reajuste dos preços de combustíveis seria uma política de preços que levasse em conta uma média de quatro meses para cada reajuste mensal.

O problema desse mecanismo é que, se o preço cair e a Petrobras não acompanhar, ela perde mercado para importadores.

De acordo com fontes da equipe econômica ouvidas pelo jornal, não há espaço fiscal para a criação de uma medida que envolva subsídio ao preço do diesel pago pelo Tesouro — como o praticado no governo do ex-presidente Michel Temer. O bloqueio de R$ 30 bilhões no Orçamento deste ano mostra que não há como bancar um novo “bolsa-caminhoneiro”, asseguram as fontes.

Segundo auxiliares, Bolsonaro sabe que precisa conceder o reajuste pela volatilidade de preço do petróleo e, no momento, quer “entender” a metodologia da empresa.

Hoje, a área técnica de marketing e comercialização da Petrobrás tem delegação para realizar ajustes desde que estejam nesta faixa de -7% a +7%. Fora deste intervalo, as alterações nos preços precisam ser aprovadas pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços — integrado pelos diretores de refino e gás, financeiro e de relacionamento com investidores, conforme decisão de junho de 2017.

*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo 

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