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2019-06-23T12:31:09+00:00
Nicolas Gunkel
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP) com Nanodegree em Marketing Digital pela Udacity. Foi editor de Redes Sociais e repórter do site Exame, além de repórter no jornal Metro São Paulo.
RALI

Nada de Bitcoin: criptomoeda que valorizou 330% em 2019 tem outro nome

Segundo analistas, há pelo menos duas razões claras para o movimento de alta do Litecoin. Entenda o que está causando esse fenômeno

15 de junho de 2019
15:33 - atualizado às 12:31
Litecoin, criptomoeda
Litecoin: cripto triplicou de valor em poucos mesesImagem: Shutterstock

Embora muitos investidores estejam surfando na valorização de 120% do Bitcoin desde o início do ano, outra criptomoeda está roubando a cena com um rali ainda mais surpreendente.

O Litecoin, sétimo maior ativo digital em valor de mercado, já experimentou uma alta de 330% somente em 2019.

Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, há pelo menos duas razões claras para a alta do criptoativo. O primeiro diz respeito a um movimento das criptomoedas de forma geral.

Após um longo período de desconfiança e duras regulações, elas têm conquistado uma maior aceitação entre instituições tradicionais. Bancos, fundos, empresas e até mesmo governos têm mergulhado no mundo cripto das mais diferentes formas.

Entre os lançamentos mais aguardados do momento, está a criptomoeda que deve ser lançada em breve pelo Facebook, em parceria com Visa, Uber e outras gigantes. Para evitar a instabilidade do ativo, ele será lastreado por uma cesta de outras moedas.

Recentemente, a Bruna Furlani escreveu uma reportagem sobre o primeiro fundo brasileiro de criptos. Com 80% da carteira em títulos públicos a apenas 20% em cripto, ele ostenta um rendimento de 720% do CDI em seus primeiros sete meses de vida.

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Embora não tenham triplicado de valor como o Litecoin, Bitcoin e Ether experimentam valorizações de 120% e 100%, respectivamente, desde o início do ano.

O segundo motivo para tal valorização é particular ao Litecoin, e ajuda a explicar o desempenho superior ao de seus pares. No próximo dia 6 de agosto, a moeda passará por um halving.

O halving, ou halvening, como também é chamado, acontece geralmente a cada quatro anos. Seu objetivo é fazer com que o corte da oferta, de tempos em tempos, aqueça a demanda e evite a desvalorização do criptoativo.

Trata-se de um evento em que o prêmio por bloco conferido aos mineradores de criptomoedas cai pela metade. Em outras palavras, se hoje um minerador recebe 25 Litecoins por bloco minerado, após a data estabelecida, esse valor será de 12,5.

Não é incomum, portanto, que meses antes desse evento, os valores do criptoativos passem a subir. O próximo halving do Bitcoin está marcado para maio de 2020, e alguns analistas já apostam em sua alta.

Não custa lembrar que o mercado de criptomoedas é um absurdo atrás de absurdo, como pontua nosso colunista André Franco. Em 2018, o Litecoin perdeu cerca de 90% de seu valor, na esteira da bolha que derrubou os ativos digitais a partir do fim de 2017.

O timing para quem investe nesses ativos é fundamental. E, como prescreve uma das regras básicas do mundo dos investimentos, o resultado passado não garante retorno futuro.

Se você quer saber quais são as projeções para os principais criptoativos daqui em diante, vale assistir ao vídeo mais recente do analista gráfico Fausto Botelho. Nele, o Fausto avalia quatro criptomoedas que devem ter forte alta em breve.

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