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O Ibovespa começou o dia em baixa, cedendo a um movimento de realização de lucros após os ganhos recentes. No entanto, o tom positivo visto nas bolsas americanas, somado aos números fortes de geração de emprego no país, fazem o índice cravar novas máximas
O Ibovespa abriu a sessão desta quinta-feira (19) com um leve viés negativo, dando a entender que os investidores aproveitariam a sessão para embolsar parte dos lucros recentes. Mas, pouco a pouco, o índice foi ganhando tração, voltando ao campo positivo — e, com isso, cravando mais recordes.
Por volta de 17h30, o Ibovespa operava em alta de 0,50%, aos 114.883,18 pontos, mas, na máxima do dia, foi aos 115.011,41 pontos (+0,61%) — foi a primeira vez na história que o índice ultrapassou o nível dos 115 mil pontos.
A recuperação da bolsa brasileira começou com um empurrãozinho do exterior: lá fora, o Dow Jones (+0,37%), o S&P 500 (+0,33%) e o Nasdaq (+0,55%) avançam desde o início da sessão, também buscando novas máximas.
O movimento do Ibovespa ganhou ainda mais força nesta tarde, com a divulgação de dados mais fortes de geração de trabalho no Brasil: de acordo com o Caged, o saldo líquido de empregos formais ficou positivo em 99.232 vagas em novembro — o melhor resultado para o mês desde 2010.
Considerando que, em linhas gerais, o bom humor tem imperado nos mercados brasileiros, qualquer notícia positiva é capaz de injetar ânimo nos investidores. E o Caged fez exatamente isso, permitindo ao índice buscar novas máximas.
No mercado de câmbio, o clima também é de calmaria: por aqui, o dólar à vista fechou em leve alta de 0,06%, a R$ 4,0622; no exterior, a divisa americana recua em relação a maior parte das moedas de países emergentes.
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No front doméstico, destaque para o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado mais cedo pelo Banco Central (BC) — o documento, contudo, não trouxe grandes novidades.
A instituição projeta IPCA em 4% em 2019, mesmo valor divulgado na última ata do Copom — no último relatório, de setembro, a estimativa era de 3,3% para o índice oficial de preços. A previsão para 2020 é de 3,5%, mesmo número divulgado na ata do Copom, ante 3,6% projetado no documento de setembro.
O único mercado que reage de maneira mais intensa à RTI é o de juros. Apesar de o documento apenas ter reforçado as tendências já mostradas pelo Copom, o mercado encontra nas projeções mais altas de inflação para este ano um motivo para promover ajustes positivos nos DIs.
Confira abaixo como estão as curvas mas líquidas nesta quinta-feira:
Lá fora, o clima é de calmaria generalizada. A aprovação do impeachment do presidente dos EUA, Donald Trump, pela Câmara dos Deputados do país, não mexe com o mercado, uma vez que o desfecho da votação era amplamente aguardado.
Agora, o processo segue para apreciação do Senado, casa de maioria republicana — e, assim, também é esperado que a pauta não irá avançar nessa segunda fase de tramitação.
A pouca importância dada pelo mercado ao processo de impeachment abre espaço para que os ativos reajam com mais intensidade aos dados da agenda econômica americana. E, em linhas gerais, as informações mais recentes apontam para o fortalecimento da atividade no país.
Mais cedo, foi reportada a diminuição nos pedidos de auxílio-desemprego e a estabilidade no índice de indicadores antecedentes — dados que, embora tenham vido ligeiramente aquém das expectativas do mercado, ainda sinalizam que a economia americana está saudável.
O clima de calmaria é especialmente sentido nas negociações de moedas: o dólar permanece praticamente estável em escala global, com oscilações marginais tanto em relação às divisas fortes quanto as de países emergentes.
Veja abaixo quais são as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa:
Confira também as maiores baixas do índice nesta quinta-feira:
Trégua no Oriente Médio alivia temores sobre energia, derruba o petróleo e impulsiona ativos de risco. Ibovespa avançou mais de 3%, aos 181.931 pontos; o dólar à vista caiu. 1,29%, a R$ 5,2407; Prio foi a única queda
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