🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Fernando Pivetti

Fernando Pivetti

Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.

Oportunidade ou cilada?

Black Friday das corretoras: os cuidados na hora de investir em uma promoção de investimentos

O mundo dos investimentos também pulou de cabeça em uma das principais datas do comércio brasileiro. Só que embarcar nessa nem sempre é a melhor opção

Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
26 de novembro de 2019
5:30 - atualizado às 9:34
Black Friday das corretoras
Imagem: Montagem Andrei Morais/Seu Dinheiro

Lembro a primeira vez que tive contato com a Black Friday. Estava planejando o Réveillon de 2013 com alguns amigos e iríamos para o litoral norte de São Paulo. Um dos amigos mais animados com a viagem deu a ideia de comprarmos antecipadamente algumas das bebidas que iríamos consumir, aproveitando os preços mais baixos. Na animação de pagar barato e economizar a grana suada do estágio, topei.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Só que essa estratégia acabou se provando furada quando vimos que o custo de comprar as bebidas na Black Friday e transportá-las acabava sendo praticamente o mesmo de comprá-las no mercadinho da praia. No fim das contas, foi um clássico "conto do vigário".

Esse sentimento volta à minha mente toda vez que vejo as mais variadas promoções de Black Friday. Mais ainda quando elas são relacionadas ao mundo dos investimentos.

O dia de grandes promoções caiu nas graças do comércio há algum tempo, mas de uns anos para cá também virou febre no mercado financeiro. Assim como ocorre nas lojas e nos grandes sites de e-commerce, corretoras e casas de câmbio correm todos os anos para anunciar ofertas imperdíveis, com promessas de alavancar ainda mais os rendimentos dos investidores. Só que, diferentemente do comércio tradicional, investimentos exigem ainda mais cuidados na hora de mergulhar em uma promoção.

Quando você for atrás das ofertas nas corretoras, encontrará desde reduções de valor de aporte inicial em fundos de investimento até taxas mais atrativas em títulos de renda fixa, como CDBs, LCIs e LCAs. Agora, no meio de tantas opções, você não pode esquecer que seu grande vilão é a impulsividade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na prática, a Black Friday acaba sendo um evento que concentra as promoções e dá a elas ainda mais visibilidade. Muitas dessas ofertas são de fato boas, só que elas acabam criando um senso de urgência inexistente - e este, caro investidor, é o seu principal risco.

Leia Também

É justamente esse risco de comprar por impulso que faz o coordenador do MBA de gestão financeira da Fundação Getulio Vargas (FGV), Ricardo Teixeira, não recomendar a Black Friday dos investimentos em nenhum caso. Segundo ele, aplicações financeiras possuem uma lógica totalmente diferente do consumo no comércio e devem ser muito bem pensadas antes de qualquer compra.

“Para quem está pensando em investir, a Black Friday nem deveria passar pela cabeça. Esse é um evento de momento, as promoções são de momento, e para fazer qualquer investimento tem que se estudar cada detalhe, da rentabilidade ao histórico da aplicação, passando também pela tradição da instituição financeira que o oferece”, me disse o professor.

Teixeira alerta que os investimentos no geral já vêm expostos ao risco do próprio mercado. Dessa forma, a melhor conduta sempre vai ser fugir de ciladas e ações mal pensadas. “Minha dica é nunca investir por impulso e sempre fazer uma avaliação profunda da aplicação”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale lembrar que aplicações financeiras também não são protegidas pelo Código de Defesa do Consumidor. Logo, os direitos e deveres que se aplicam ao comércio não se estendem ao mercado financeiro.

O momento de investir

Agora, se você já fez a lição de casa e sabe muito bem os detalhes das aplicações que estão em oferta na Black Friday, o coordenador de MBA da FGV traz algumas dicas podem te ajudar a diminuir os riscos de perdas ou de cair na tal da “Black fraude”.

A primeira delas é sobre as rentabilidades oferecidas pelas corretoras. A promessa de um retorno maior é sempre muito bem vinda, mas ela dificilmente sairá muito da curva de mercado. Teixeira lembra que os investimentos costumam apresentar um patamar médio de rentabilidade, e que práticas muito acima ou abaixo dessa linha já não costumam ser vantajosas para as corretoras.

“A dica é: sempre desconfie de qualquer rentabilidade muito maior do que as praticadas no mercado. No geral, elas podem trazer uma pegadinha”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro conselho importante é sempre seguir seu perfil de investimento. Se você é do tipo conservador, a Black Friday definitivamente não é o momento de você arriscar novos ares. A mesma coisa vale para o investidor arrojado que está sempre em busca de novos horizontes. Teixeira diz que o melhor caminho nesses tipos de promoção é dar um passo para o lado do conservadorismo. “Quem é conservador deve ser ainda mais conservador. Existem muitas pegadinhas que, na hora da euforia, podem fazer você perder dinheiro”.

Já para os novatos que enxergam nas promoções do fim de novembro um bom momento para começar a investir, o coordenador de MBA da FGV orienta um início menos agressivo. “O primeiro contato com investimentos no geral deve ser voltado para a reserva de emergência. Então o investidor deve buscar aplicações mais conservadoras logo de início”.

O que pode ser oferecido na Black Friday?

No comércio, os tipos de promoção variam, indo do bom e velho desconto à vista ao popular “leve 3 pague 2”. Mas, para os investimentos, essa lógica é um pouco diferente, e as condições de oferta costumam ser mais limitadas.

Um dos descontos clássicos é a redução de taxas de administração, atualmente mais comuns em fundos, CDBs ou LCIs e LCAs, já que no Tesouro Direto elas já são zeradas nas principais instituições financeiras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Texeira destaca que, nesses casos, o investidor deve ficar atento ao prazo de validade dessa redução. Para ele, o importante é comparar o desconto com a rentabilidade do ativo e verificar se, nessas condições, a taxa de administração menor vale mesmo a pena. “Se a resposta para essa pergunta for ‘não’, então é preferível procurar um investimento clássico com melhor rentabilidade”.

Também conversei sobre esse tema das taxas de administração com a professora do Insper, Vitória Saddi. Ela comentou que esses descontos não costumam ser ciladas.

“A taxa de administração recai sobre o patrimônio do investidor. Logo, isentar o cliente dessa cobrança aumenta a rentabilidade do investidor. Mas vale lembrar que essa estratégia é muito mais para atrair novos clientes para a gestora, que no futuro farão novos aportes, do que propriamente um grande desconto”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ATENÇÃO, INVESTIDOR

A bolsa vai mudar de horário — confira o novo cronograma de negociação da B3 a partir de 9 de março

26 de fevereiro de 2026 - 14:01

Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior

'OPORTUNIDADE DOURADA'

Com potencial de alta de 23% em 2026, Aura Minerals (AURA33) é o pote de ouro da carteira do JP Morgan; entenda

25 de fevereiro de 2026 - 18:32

Analistas afirmam que a Aura Minerals é uma ‘oportunidade dourada’ graças à exposição ao ouro, ao crescimento acelerado e forte geração de caixa

BTG SUMMIT 2026

‘Experimentem, vocês vão viciar’: mercado de ETFs pode chegar a R$ 1 trilhão no Brasil em alguns anos, dizem gestores

25 de fevereiro de 2026 - 17:46

Em painel no BTG Summit, especialistas falam sobre o crescimento dos ETFs no Brasil e as diferenças desses ativos para os demais investimentos

CHEGA AOS 250 MIL?

Tem espaço para mais: Ibovespa pode chegar aos 200 mil pontos “logo logo”, diz Itaú BBA; veja previsão para Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4)

25 de fevereiro de 2026 - 17:03

No médio prazo, o principal índice da bolsa pode buscar os 250 mil pontos, patamar correspondente ao topo de alta de longo prazo

VENCEDORA DA TEMPORADA?

A favorita entre os frigoríficos: JBS (JBSS32), Minerva (BEEF3) ou MBRF (MBRF3)? BTG diz o que esperar do 4T25 e dá o veredito

25 de fevereiro de 2026 - 15:41

Analistas dizem quais são as expectativas para o balanço de cada um dos frigoríficos com os efeitos do mercado chinês, ciclo do frango e estoques

HORA DE COMPRAR?

Mercado Livre (MELI34): ação cai 10% após 4T25, mas isso não significa que a empresa está no caminho errado. O que explica o movimento?

25 de fevereiro de 2026 - 14:38

Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante

BALANÇO 4T25

Mercado Livre (MELI34) tem lucro menor no 4T25, mas frete grátis ‘mostra a que veio’ no Brasil; veja os números

24 de fevereiro de 2026 - 18:54

A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora

ESFRIOU NA BOLSA

Ação da dona da Brastemp cai mais de 14%: o que derrubou os papéis da americana Whirlpool (WHR)?

24 de fevereiro de 2026 - 17:22

Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado

ESTRATÉGIA DO GESTOR

O Ibovespa ficou caro demais? Gestores se mostram cautelosos e passam longe de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4); saiba onde eles estão investindo

24 de fevereiro de 2026 - 14:32

Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro

MERCADOS HOJE

O Taco voltou: investidores ignoram tarifas de Trump — Ibovespa vai às máximas históricas e Nova York também avança

24 de fevereiro de 2026 - 13:49

Medida anunciada por Donald Trump havia provocado forte queda na véspera, mas ações de tecnologia e melhora do humor externo sustentam os mercados

DEU RUIM?

PicPay (PICS) desaba 18% desde o IPO: cilada ou oportunidade de compra? Citi dá o veredito

23 de fevereiro de 2026 - 18:12

Gestor explica o que derrubou as ações da fintech após o IPO na Nasdaq, e o banco Citi diz se é hora de se posicionar nos papéis

SEM SINAL

Subiu no telhado? Acordo com a Claro fica travado e ação da Desktop (DESK3) chega a cair mais de 22%

23 de fevereiro de 2026 - 17:29

Segundo fontes, os papéis da provedora de internet caíram forte na bolsa nesta segunda-feira (23) por sinais de que a venda para a Claro pode não sair; confira o que está barrando a transação

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O capitão que mudou a rota do Bradesco (BBDC4), as novas tarifas de Trump e o que mais você precisa saber hoje

23 de fevereiro de 2026 - 8:32

Em entrevista exclusiva, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, detalha o que já realizou no banco e o que ainda vem pela frente

DESCONTO E POTENCIAL DE ALTA

Dividend yield de 16%: por que este fundo imobiliário chamou a atenção do BTG

22 de fevereiro de 2026 - 17:37

Ganhos não recorrentes do fundo sustentem proventos na casa de R$ 0,12 por cota até o fim do primeiro semestre de 2026 (1S26), DY de quase 16%

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa pega fogo com Trump e vai aos 190 mil pontos em novo recorde de fechamento; dólar bate mínima em quase 2 anos 

20 de fevereiro de 2026 - 19:09

O ouro, por sua vez, voltou para o nível dos US$ 5 mil a onça-troy, enquanto a prata encerrou a semana com ganho de 5,6%

LAJE CORPORATIVA NA CARTEIRA

Com dividendos turbinados no radar, fundo imobiliário Tellus Properties (TEPP11) entra na mira do BTG Pactual

20 de fevereiro de 2026 - 17:01

Para o banco, a hora de comprar o FII é agora, e o motivo não são só os dividendos turbinados

CHEGOU NO LIMITE?

Porto Seguro (PSSA3) já deu o que tinha que dar? BBI corta recomendação para as ações e mostra outras mais atrativas

20 de fevereiro de 2026 - 16:59

O Bradesco BBI rebaixou recomendação da Porto Seguro para neutra, com a avaliação de que boa parte dos avanços já está no preço atual

‘AGITOS’ DO MERCADO IMOBILIÁRIO

RBVA11 vende agência do Santander, Carrefour vende lojas, BLMG11 recompra cotas e MFII11 lança novo projeto: o que mexe com os FIIs hoje

20 de fevereiro de 2026 - 12:41

Confira as principais movimentações do mercado de fundos imobiliários, que voltou do Carnaval “animado”

NEM SÓ PAPEL, NEM SÓ TIJOLO

O curinga dos fundos imobiliários: por que os FIIs multiestratégia podem ser um verdadeiro trunfo para os investidores em 2026

20 de fevereiro de 2026 - 6:03

Mais flexíveis, os fundos imobiliários desse segmento combinam proteção com potencial de valorização; veja onde estão as principais oportunidades, segundo especialistas

GIGANTE DO E-COMMERCE NO JOGO

Após novela com os Correios, fundo imobiliário TRBL11 dispara 12% com a locação de galpão logístico para a Shopee

19 de fevereiro de 2026 - 18:30

O galpão logístico que é protagonista de uma batalha com os Correios terá novo inquilino e o contrato prevê a redução da vacância do FII para 3,3%

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar