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Depois do prazo, a Planner deve realizar uma assembleia em até 15 dias para deliberar entre cinco opções a que deve prevalecer
Assim como comentei ontem, a situação da gestora GWI parece ter adquirido cada vez mais contornos trágicos. Em comunicado publicado no site da GWI na última sexta-feira (15), a administradora Planner diz que fechou todos os quatro fundos de ações que a gestora possui para saque. E desde então, não informou mais nada aos cotistas.
Mas, de acordo com a instrução número 555 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os cotistas precisam ser informados até esta quinta-feira (21) sobre o que vai acontecer com o dinheiro investido por eles.
Nela, há uma norma que detalha que "caso o fundo permaneça fechado por período superior a 5 (cinco) dias consecutivos, o administrador deve obrigatoriamente, além da divulgação de fato relevante por ocasião do fechamento a que se refere, convocar no prazo máximo de 1 (um) dia, para realização em até 15 (quinze), assembleia geral extraordinária para deliberar".
Depois de seis dias consecutivos, a assembleia geral deve deliberar sobre as seguintes possibilidades: se fará a substituição do administrador, do gestor, ou de ambos; a reabertura ou manutenção do fechamento do fundo para resgate; a possibilidade do pagamento de resgate em ativos financeiros; se fará a cisão do fundo e se vai optar por liquidar o fundo.
Hoje, os quatro fundos que foram fechados para saques são o GWI Classic Fundo de Investimento em Ações, GWI High Value Fundo de Investimento em Ações, GWI Leverage Fundo de Investimento em Ações e GWI Pipes Fundo de Investimento em Ações.
Segundo dados obtidos pelo sistema da CVM, os quatro fundos possuem 348 cotistas, porém é possível que um cotista seja dono de uma cota em mais de um fundo.
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Ao que tudo indica, a situação dos quatro fundos já não era nada boa. Segundo informações obtidas no próprio site da GWI, a rentabilidade obtida pelos quatro fundos nos últimos 36 meses até o dia 31 de outubro do ano passado foi negativa. No mesmo período, o Ibovespa rendeu 90,59%. Os valores sempre possuem uma defasagem de três meses.
A pior performance durante o período estudado é a do fundo GWI Leverage, com queda de 71,9%. Em seguida, vem o fundo GWI Classic com desvalorização de 63,7% e depois o GWI High Value, com queda de 55,6%. Em último lugar, está o fundo Pipes com uma performance um pouco menos negativa que os demais, mas equivalente a 37,8%.
E não é a primeira vez que isso ocorre. Em 2008, a crise dos mercado fez a gestora fechar para resgate e para aplicações dois de seus quatro fundos de investimento, o GWI FIA e o GWI Classic.
Naquele período, a queda provocada pela crise teve efeito muito negativo na carteira do gestor por conta da alavancagem que ele costumava utilizar ao investir.
Ao ser procurada, a GWI informou - por meio de um advogado que atendeu a minha ligação - que a gestora deve publicar um fato relevante entre hoje e amanhã (20) sobre o que deve acontecer com os cotistas dos quatro fundos. E disse que não ia comentar mais nada sobre o ocorrido.
Antes de buscar um fundo, um dos passos primordiais é verificar o histórico dos gestores responsáveis pela a gestão dos ativos. Como os fundos funcionam como condomínios em que o gestor faz as vezes de um síndico, é preciso saber muito bem a sua experiência no mercado.
Além disso, um detalhe importante é olhar os ativos que compõem a carteira. Mesmo no caso de fundos de ações, é possível dar uma olhada na carteira com uma defasagem de três meses.
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