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Companhias vão se beneficiar do fim das operações da Avianca no país, mas preços das ações de Azul e Gol consideram uma melhora exagerada nas margens, segundo os analistas do banco suíço
O mercado exagerou. É assim que os analistas do banco suíço UBS enxergam a forte alta das ações da Azul e da Gol, em meio à melhora no cenário para as empresas aéreas com a queda nos preços do petróleo e do câmbio.
As ações da Azul (AZUL4) acumulam forte alta de quase 40% nos últimos 30 dias. As da Gol (GOLL4) estão com desempenho recente melhor, com ganho de mais de 50%.
Para o UBS, os preços atuais consideram que ambas as empresas terão uma melhora nas margens muito acima das projeções. Por isso rebaixou a recomendação para a Azul de neutra para venda e manteve a Gol em venda e indica a compra dos papéis da Latam, negociados na Bolsa de Nova York (Nyse).
O UBS avalia que as três companhias vão se beneficiar do fim das operações da Avianca no país. No cenário do banco, os slots nos quais a companhia atuava serão redistribuídos nos próximos meses.
"O leilão dos ativos ainda está sendo considerado, mas é improvável, em nossa opinião - o que pode adiar a redistribuição dos slots pela Anac", escreveram os analistas do banco, em relatório para clientes.
Embora tenha recomendação de venda para Azul e Gol, o UBS diz que as ações ainda teriam potencial de alta da ordem de 35% em um cenário de queda do dólar para o patamar de R$ 3,30.
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No pregão de hoje, as ações da Azul eram negociadas em alta de 0,80% por volta das 13h. No mesmo horário, os papéis da Gol subiam 1,81%. Leia também nossa cobertura completa de mercados.
Os investidores reagem hoje à decisão do presidente Jair Bolsonaro de vetar a proibição para que as empresas cobrassem pela bagagem em voos aprovada pelo Congresso. A lei também autorizou a participação de até 100% de capital estrangeiro nas companhias aéreas que operam rotas nacionais.
Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)
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