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As entidades responsáveis pelo campeonato possuem regras rígidas sobre as diretrizes de propriedade intelectual e o uso das marcas
O Brasil passa por um sentimento coletivo a cada quatro anos: a esperança com o hexa, seguida da convicção de que nunca mais vai acompanhar a Copa do Mundo e, com o passar do tempo, praticamente todo mundo na frente da TV de novo. E parece que em 2026 não vai ser diferente. Segundo pesquisa da Ipsos, 71% dos brasileiros planejam acompanhar o evento de futebol neste ano.
Os jogos vão reunir 48 seleções entre os dias 11 de junho e 19 de julho em três países: Estados Unidos, Canadá e México. Além de movimentar os brasileiros na torcida durante os jogos, a Copa deve impulsionar o setor de comércio e serviços, o que se traduz em oportunidade para empreendedores.
“Apesar de a Copa não acontecer no Brasil, ela muda drasticamente o comportamento do consumidor”, diz Paulo César Feyh, consultor de negócios do Sebrae-SP. “É uma oportunidade que não acontece anualmente, como outras temáticas no varejo. As empresas que estão mais preparadas vão aproveitar esse período para ganhar dinheiro.”
Na Copa do Mundo de 2022, realizada no Catar, os dados mais recentes da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estimavam vendas no valor de R$ 1,48 bilhão, um aumento de 7,9% em relação ao torneio anterior, de 2018. Os números consolidados da competição ainda não foram divulgados pela instituição.
Mas que haja espaço para aproveitar, é preciso seguir as regras comerciais da Federação Internacional de Futebol (Fifa) — entidade máxima do futebol mundial e organizadora da Copa — e Confederação Brasileira de Futebol (CBF) — associação responsável pelo esporte no Brasil.
Desrespeitar a propriedade intelectual e o uso das marcas é uma prática comum em iniciativas comerciais, mas pode gerar multas para as empresas envolvidas.
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O Seu Dinheiro conversou com especialistas dos setores jurídico e comercial para entender quais são as ações que podem ser realizadas por empreendedores para lucrar neste ano de Copa, sem ter o risco de prejuízos judiciais.
O consultor do Sebrae defende que empreendedores de qualquer segmento podem criar ações relacionadas com a Copa do Mundo, mas alguns têm oportunidades escancaradas.
O de maior destaque não deve ser surpresa para nenhum leitor: alimentação e bebidas.
As mesas dos bares e restaurantes ficam cheias durante os jogos. Com o clima de torcida, brasileiros costumam se reunir com os amigos em lugares que têm telões, petiscos e cerveja gelada, explica Feyh.
Dados da CNC mostram que, historicamente, nos meses em que são disputadas as Copas do Mundo, o faturamento cresce 2,5% em relação à média mensal dos meses imediatamente anteriores.
Outro destaque é o varejo de vestuário. Roupas e acessórios temáticos com as cores do Brasil tendem a registrar um aumento na demanda. “Surge a moda conhecida como brazil core”, afirma Feyh, que consiste na exaltação de elementos culturais brasileiros.
Mas as possibilidades são inúmeras para outros segmentos — é preciso que cada empreendedor seja criativo dentro de seu negócio para entender como inserir a competição em seus produtos e serviços.
Manicures, por exemplo, podem colocar esmaltes com as cores verde e amarelo entre as opções de unhas personalizadas. Já pet shops conseguem oferecer um “kit pet torcedor”, com roupas, gravatas e laços temáticos da Copa para os animais.
Embora haja uma bola levantada para empreendedores se posicionarem na Copa, os riscos judiciais também rondam os comerciantes e prestadores de serviços, com regras rígidas do que pode ou não ser feito comercialmente.
A Fifa tem um guia que estabelece diretrizes de propriedade intelectual específicas para a Copa do Mundo.
As proibições incluem anúncios comerciais, nomes de empresas, domínios de internet (URLs) e decorações de lojas ou mercadorias. Não é permitido usar:
Somente empresas patrocinadoras da Copa do Mundo, canais com direitos de transmissão dos jogos e companhias de produção dos itens oficiais do campeonato têm autorização de uso comercial.
O uso editorial está autorizado por veículos jornalísticos e fãs de futebol nas redes sociais.
Essas regras são válidas em contexto global, mas o Brasil também tem restrições específicas. A CBF proíbe a reprodução comercial do:
Ana Paula Locoselli, assessora jurídica da FecomercioSP, defende que é importante alavancar os negócios nesse período de Copa do Mundo, mas é preciso se atentar aos pontos jurídicos de cada iniciativa.
A especialista diz que empreendedores brasileiros não ficam imunes às punições globais da Fifa, mesmo que a atuação seja em outro país.
“A fiscalização está cada vez maior com o aumento do uso da internet, e os algortimos ajudam na fiscalização. A Fifa tem um grupo de advogados que atua mundialmente e foca somente nessa demanda de utilização da marca”, afirma
Entre as possíveis medidas está a aplicação de multas, desativação de sites e redes sociais, além de indenização por danos à imagem.
No caso das punições financeiras, Locoselli explica que os valores são variáveis de acordo com cada ação judicial.
É possível aproveitar a Copa do Mundo — e faturar — dentro da legalidade.
Os cuidados incluem “verificar se os produtos são oficialmente licenciados, exigir documentação dos fornecedores e evitar itens que reproduzam elementos visuais protegidos”, explica a especialista da FecomercioSP.
O que pode ser feito:
“Todo mundo sabe que vai ter Copa do Mundo. Tem que ser criativo dentro das possibilidades, e chamar a atenção do público sem usar expressões e imagens protegidas”, diz Locaselli.
O consultor de negócios do Sebrae também ressalta a criatividade como elemento fundamental. Para Feyh, as iniciativas de marketing são muito bem-vindas durante o período da Copa do Mundo.
É essencial pensar no público da empresa e nos objetivos de cada iniciativa. Segundo o consultor, não basta realizar qualquer ação relacionada à Copa. “Toda iniciativa precisa considerar o perfil dos clientes, ser dimensionada e mensurada. Senão, o empreendedor não faz uma boa gestão do negócio”, diz.
Ele destaca combos promocionais em bares e restaurantes, decorações temáticas nos estabelecimentos e comunicações online que remetam à Copa. Também é possível criar ações imersivas, como pequenas competições de futebol entre os clientes.
No entanto, o consultor afirma que, mais do que pensar em tendências, é indispensável fazer um bom planejamento. As iniciativas para impulsionar os estabelecimentos podem ser feitas de acordo com as ideias de cada empreendedor, mas é preciso se antecipar:
“Os negócios precisam ter um estoque calibrado, uma equipe treinada e um caixa preparado para os investimentos em marketing. Quanto antes se planejar, melhor. Até porque à medida que a Copa se aproxima, a tendência é que os preços subam e, por consequência, os custos também.”
Outro fator que deve ficar no radar dos empreendedores é o desempenho da seleção brasileira na Copa. “Não dá para esperar o Brasil ser eliminado para fazer uma liquidação”. Ou seja, é importante se atentar aos resultados dos jogos ao longo do campeonato.
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