Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Monique Lima

Monique Lima

Monique Lima é jornalista com atuação em renda fixa, finanças pessoais, investimentos e economia, com passagem por veículos como VOCÊ S/A, Forbes, InfoMoney e Suno Notícias. Formada em Jornalismo em 2020, atualmente, integra a equipe do Seu Dinheiro como repórter, produzindo conteúdos sobre renda fixa, crédito privado, Tesouro Direto, previdência privada e movimentos relevantes do mercado de capitais.

RENDA FIXA

A maré virou: fundos de debêntures ficam abaixo do CDI em março e investidores de renda fixa começam a pular do barco

Aumento nos casos de recuperações judiciais e extrajudiciais mexeu na precificação dos títulos de dívida

Monique Lima
Monique Lima
9 de abril de 2026
13:26 - atualizado às 13:27
tempestade na bolsa
Imagem: Shutterstock

Ótimos retornos, benefício tributário e gestão ativa fizeram dos fundos de debêntures incentivadas, uma das classes com maior crescimento em 2025. Mas a maré da abundância parece estar passando e a ressaca chegando.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois de meses de rentabilidade consistente, em março, quase a totalidade desses fundos renderam abaixo do CDI — indicador que acompanha os juros e é referência de retorno.

O IDA-Geral, índice da Anbima que reflete o desempenho médio de uma carteira de debêntures em geral, fechou março no negativo: -0,41%. O IDA-IPCA infraestrutura, que mapeia as debêntures incentivadas, teve um desempenho ainda mais negativo: -1,37%.

Esses dois índices refletem a precificação diária dos títulos de dívida das empresas. Ou seja, mapeiam a valorização ou desvalorização no preço desses títulos — a chamada marcação a mercado.

  • VEJA TAMBÉM: Nova área logada do Seu Dinheiro reúne conteúdos exclusivos como relatórios, cursos, e-books e uma seleção com as matérias mais importantes do dia. Cadastre-se gratuitamente aqui 

Depois de mais de um ano de estabilidade no mar do crédito privado, os investidores foram surpreendidos por essa volatilidade que muitos acreditavam estar restrita apenas à bolsa de valores: os prejuízos nominais na renda fixa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As debêntures tradicionais e as incentivadas (que tem isenção de imposto de renda) passaram por um movimento de abertura de taxas e queda de preço, por isso o saldo negativo dos índices IDA.

Leia Também

Um levantamento do Valor Investe mostrou o impacto dessa marcação a mercado nos fundos: 98% renderam abaixo do CDI e pelo menos 80% registraram perdas.

Segundo a gestora Sparta, esse movimento não foi causado por um colapso no mercado de crédito privado, mas por um ajuste de preços em resposta a uma nova percepção de risco no mercado.

Por que as taxas estão subindo?

O crédito privado está sob os holofotes neste ano — e é não por bons motivos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diversas empresas entraram com pedidos de proteção contra credores para renegociar suas dívidas. Parece ótimo para as empresas, mas, na prática, é um calote nos investidores dos títulos de dívida dessas companhias.

Dois nomes muito conhecidos do público mudaram a percepção dos investidores sobre esse risco de calote: o GPA, dono do Pão de Açúcar, e a Raízen.

Ambas as empresas entraram com pedidos de recuperação extrajudicial, um instrumento que permite renegociar as dívidas com a maioria dos credores e depois homologar o acordo na Justiça e estender as decisões a todos.

Embora o GPA tivesse problemas de caixa, o mercado foi pego de surpresa pelo anúncio do acordo. A Raízen também era um problema mapeado, mas, o que pesou na situação foi a maior parte dos títulos de dívida da empresa estarem na mão de pessoas físicas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse aumento na percepção de risco faz com que os investidores exijam um prêmio maior para colocar dinheiro em dívidas de empresas.

Como o prêmio de risco estava baixo devido à alta demanda pelas debêntures, a gestora Sparta afirma que há uma tendência maior de a “precificação de risco” atingir outros emissores, “especialmente aqueles com algum grau de desafio operacional ou com relações próximas com esses nomes”.

E foi esse “prêmio de risco” que abriu em março. Chamado de spread, esse prêmio é a taxa que uma empresa paga acima do que o governo paga em seus títulos.

Em março, o spread subiu entre 0,1 e 0,2 ponto percentual no crédito comum, mas deu um salto de 0,3 a 0,5 ponto percentual nas debêntures incentivadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Marcação a mercado: vilã ou oportunidade?

A mudança no preço e na taxa de título de renda fixa pode parecer estranha para o investidor. Essa mudança passa a afetar diretamente o retorno dos fundos de crédito.

O que acontece é que o retorno mensal dos fundos é uma combinação de fatores: pagamento de juros, valorização de preço e compra e venda de ativos.

Se uma debênture da carteira passa por uma desvalorização de preço — que é o que acontece quando a taxa aumenta por causa do risco — isso vai afetar o patrimônio do fundo e refletir no preço da sua cota. Se acontece em muitas debêntures, o impacto é maior.

Para os gestores, isso é um ponto de preocupação, mas não o maior. A volatilidade na precificação de títulos de renda fixa é natural. Com o tempo, eles voltam a encontrar o equilíbrio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A grande questão é essa volatilidade (registrar um mês com retorno negativo) afastar os investidores. A Sparta afirma que os resgates já começaram em alguns fundos de crédito.

Esse movimento combinado (abertura de taxas e resgates) coloca o mercado de crédito privado em um ciclo vicioso: investidores pedem resgates – gestores vendem títulos para pagar os investidores – as taxas abrem com as vendas de títulos – os investidores pedem resgate pelo resultado negativo – ad infinitum.

Neste momento, muitos fundos de debêntures estão com um volume maior de caixa, por causa dos prêmios que estavam baixos há alguns meses. Os gestores optaram por guardar dinheiro para aproveitar oportunidades melhores de alocação no futuro.

Possivelmente, parte desse dinheiro deve cobrir os resgates que virão. Resta saber o volume desses resgates.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hora de investir ou sair do crédito privado?

A Sparta relata em sua carta mensal que vinha adotando essa postura cautelosa, de manter níveis maiores de caixa (dinheiro disponível) por considerar que o equilíbrio do mercado de debêntures estava frágil.

Embora março tenha acendido um alerta, a gestora reforça que risco de crédito (a empresa não pagar) e risco de spread (o preço do título oscilar) são coisas diferentes.

Os fundos de debêntures terem uma marcação negativa porque o preço do papel oscilou é natural, não significa que as empresas investidas estão quebrando.

Do ponto de vista técnico, o movimento atual é positivo. As taxas estão começando a voltar para um nível de prêmio “justo”, em que o risco de investir em uma dívida de empresa será recompensado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Anteriormente, os prêmios baixos eram insuficientes para compensar os riscos da aplicação, segundo os gestores.

Para o investidor que enfrentar a ressaca do crédito privado, o retorno deve compensar no futuro. Mas se a oscilação de março tirou o seu sono, talvez ativos mais conservadores como CDBs ou Tesouro Direto sejam mais adequados ao seu perfil de risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NÃO FORAM SÓ AS AÇÕES

Títulos de renda fixa de Hapvida, CSN e Assaí também refletem momento difícil das empresas e veem forte queda no mercado

23 de março de 2026 - 19:04

Excesso de dívida e queima de caixa preocupam investidores, que exigem prêmio maior para manter papéis na carteira

RENDA FIXA

Tesouro Nacional reduziu o pânico, mas taxas dos títulos públicos devem continuar altas em resposta ao cenário global

20 de março de 2026 - 19:45

Tesouro fez recompras de títulos públicos ao longo da semana para diminuir a pressão vendedora, mas volatilidade deve continuar com escala da guerra no Oriente Médio

MEDO NO AR

Renda fixa: títulos públicos do mundo inteiro disparam com a expectativa de uma nova onda de aumento dos juros

20 de março de 2026 - 17:25

Preocupação com inflação levou o principal título da Inglaterra a oferecer 5% de juro, maior nível desde 2008; nos EUA, o Treasury de 30 anos chegou a 4,95%

SIMULAÇÃO

Renda fixa: quanto rendem R$ 10 mil no CDB, na LCA, no Tesouro Selic e na poupança com os juros em 14,75% ao ano?

18 de março de 2026 - 19:42

O Copom reduziu a taxa Selic, mas o retorno da renda fixa continua o mais atrativo do mercado; confira as rentabilidades

RENDA FIXA

Tesouro Direto: Prefixado a 14% e IPCA + 8% aqui não! Tesouro Nacional vai às compras e isso é bom para a sua carteira

17 de março de 2026 - 19:32

Iniciativa do Tesouro acalmou o mercado de títulos públicos e tende a diminuir preços e taxas diante da crise com a guerra no Oriente Médio

RENDA FIXA

O que vai acontecer com a renda fixa? Situação da Raízen (RAIZ4) e corte na Selic são motivos de alerta para gestores de fundos

16 de março de 2026 - 19:48

Fundos de crédito começam a registrar resgates pelos investidores, mas volume ainda é pequeno — o risco é aumentar nos próximos meses

CRÉDITO EM CRISE

Raízen (RAIZ4): como ficam as debêntures, bonds e CRAs após o pedido de recuperação extrajudicial?

11 de março de 2026 - 18:33

Alterações em prazos, juros ou conversões para ações podem afetar os títulos de dívida que têm a Raízen como devedora

ISENTO DE IR

Renda fixa: LCAs mais rentáveis de fevereiro pagam até 94,5% do CDI, sem imposto de renda; veja prazos e emissores

10 de março de 2026 - 19:45

As emissões com taxas prefixadas ofereceram 11,59% de juro ao ano — quase 1% ao mês isento de IR

CARTEIRA RECOMENDADA

Corte na taxa Selic e guerra no Oriente Médio: como investir em Tesouro Direto e outros títulos de renda fixa em março?

10 de março de 2026 - 14:01

Incerteza global mexeu nas taxas dos títulos públicos e interrompeu os ajustes na precificação dos títulos de renda fixa pela perspectiva de corte nos juros

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Paradoxo da Selic: corte nos juros tende a diminuir risco de calote na renda fixa, mas Sparta alerta para outro risco no horizonte

9 de março de 2026 - 15:32

Ciclo de queda da taxa básica de juros tende a aumentar a volatilidade no mercado secundário de crédito privado e lembrar ao investidor que renda fixa não é proxy de CDI

CRÉDITO PRIVADO

Os juros vão cair, e esses são os melhores setores para investir na renda fixa com a taxa Selic menor

23 de fevereiro de 2026 - 19:04

Relatório da Empiricus com gestores de crédito mostra quais são as apostas dos especialistas para um corte maior ou menor nos juros; confira

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Renda fixa sem IR: é hora de investir em CRAs ou em debêntures incentivadas? A Sparta responde

23 de fevereiro de 2026 - 14:01

A vantagem fiscal não deve ser o único benefício de um título de crédito — o risco também deve ser remunerado, e nem toda renda fixa está pagando essa conta

OPORTUNIDADE NO CRÉDITO

Não é hora de sair da renda fixa? Moody’s prevê bilhões em emissões no primeiro semestre

12 de fevereiro de 2026 - 18:58

Com R$ 117 bilhões em títulos para vencer, empresas devem vir a mercado para tentar novas emissões, a taxas ainda atraentes para o investidor

RENDA FIXA

CDBs dos bancos Pleno, Original e Pine estão entre os mais rentáveis de janeiro, pagando até 110% do CDI; vale a pena investir?

10 de fevereiro de 2026 - 16:15

Levantamento da Quantum Finance mostra quais emissões ficaram com taxas acima da média do mercado

SEM CONFIANÇA

Raízen (RAIZ4) non grata: investidores vendem debêntures da empresa com prejuízo, diante de maior percepção de risco

9 de fevereiro de 2026 - 14:01

Depois dos bonds, debêntures da Raízen derretem no mercado secundário, com abertura de até 40 pontos percentuais em taxas

CARTEIRA RECOMENDADA

Livres de imposto de renda: as recomendações de CRI, CRA e debêntures incentivadas para fevereiro

6 de fevereiro de 2026 - 15:05

Carteiras recomendadas de bancos destacam o melhor da renda fixa para o mês e também trazem uma pitada de Tesouro Direto; confira

REAL VS. DÓLAR

Crédito privado em reais ou em dólar? BTG destaca empresas brasileiras para investir em debêntures e em bonds

5 de fevereiro de 2026 - 19:01

Em alguns casos, o ganho de um título em dólar sobre o equivalente em real pode ultrapassar 3 pontos percentuais

SAÍDA EM MASSA

Shell e Cosan soltaram a mão da Raízen (RAIZ4)? Investidores acreditam que sim e bonds derretem com venda em massa

5 de fevereiro de 2026 - 14:01

Juros dos títulos em dólar explodem em meio à falta de apoio claro de Cosan e Shell

RENDA FIXA EM DÓLAR

Bonds da Raízen (RAIZ4), Aegea e Brava (BRAV3): as escolhas do BTG para a carteira de renda fixa internacional em fevereiro

4 de fevereiro de 2026 - 10:45

Banco vê oportunidade de ganho significativo em dólar, investindo em empresas brasileiras e conhecidas

RENDA FIXA

Títulos do Tesouro Direto ganham novos prazos: veja o que muda para o investidor

3 de fevereiro de 2026 - 15:35

Papéis prefixados e indexados à inflação tem vencimento alongado, enquanto Tesouro Selic só oferece um vencimento

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia