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Tenistas profissionais cobram organizadores de Wimbledon, um dos torneios mais tradicionais do tênis, por divisão mais justa da receita

Os tenistas que competirão na edição de 2026 do torneio de Wimbledon decidiram manter os protestos por maiores premiações mesmo depois de um reajuste de 20% no valor total a ser distribuído este ano.
Até agora, alguns jogadores tinham combinado de limitar suas entrevistas à imprensa antes do torneio a 15 minutos. A ideia era repetir o protesto promovido durante o torneio de Roland Garros (França), que antecede Wimbledon. Agora, eles pretendem ir além no All England Club.
Além do tempo reduzido das entrevistas, os jogadores pretendem restringir suas aparições após as partidas a 15 minutos durante toda a primeira semana de competição, prevista para começar na próxima segunda-feira (29).
O número 15 é simbólico, pois representa os 15% da receita que, de forma geral, os torneios do Grand Slam destinam às premiações.
Aryna Sabalenka, líder do ranking mundial feminino de tênis, terminou sua entrevista coletiva pré-torneio mais cedo.
No entanto, outros jogadores como Jannik Sinner e Iga Swiatek optaram por cumprir o regulamento.
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O All England Club, que organiza o evento, afirmou estar “surpreso e decepcionado” com a decisões dos atletas engajados no protesto.
No início do mês, Wimbledon anunciou um aumento de 20% no valor que seria distribuído em premiação aos participantes.
Na ocasião do anúncio, os jogadores aparentemente receberam de forma positiva o aumento. Houve quem o classificasse como um passo adiante genuíno e significativo”.
Alguns atletas divulgaram uma nota coletiva descrevendo o anúncio como “uma demonstração significativa de intenção”.
Porém, eles ressaltaram que o valor ainda estavam muito aquém dos 15% de receita do torneio reivindicados.
Em 2026, com o reajuste, o total da premiação em Wimbledon será de £ 64,2 milhões, cerca de R$ 439,7 milhões.
Os campeões das chaves de simples receberão £ 3,6 milhões (R$ 24,6 milhões), tanto no masculino quanto no feminino, enquanto os derrotados na primeira rodada ganharão £ 80 mil (R$ 548 mil).
Apesar disso, o valor total ainda fica cerca de £ 7 milhões (R$ 47,9 milhões) abaixo do que os jogadores pleiteavam.
“Nós não analisamos percentuais e, na verdade, não acreditamos que essa seja a métrica correta”, disse Deborah Jevans, presidente do All England Club, em uma entrevista à BBC Sport no início de junho.
“É uma métrica baseada exclusivamente na receita e não leva em consideração os custos. Não podemos administrar um negócio dessa forma.”
Os jogadores também querem contribuições para seus fundos de benefícios e maior participação nas decisões sobre a organização dos eventos.
O All England Club afirma ter entrado em contato com os jogadores para propor uma conversa sobre a criação de um conselho de atletas. Contudo, a proposta foi rejeitada pelos jogadores.
*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.
*Com informações da BBC.
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