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Esqueça a ideia de vinho para o calor, o rosé vive um novo momento, conquista espaço nas cartas e oferece opções para diferentes ocasiões e paladares

Durante muito tempo, o vinho rosé carregou o estigma de ser uma bebida "de verão": leve, refrescante e reservada para dias de calor à beira da piscina. Mas essa percepção vem mudando rapidamente. Hoje, o estilo ocupa um espaço cada vez mais relevante no mercado global, ganha versões mais complexas e gastronômicas e aparece com frequência nas cartas dos melhores restaurantes.
Celebrado sempre na última sexta-feira de junho, o Dia Internacional do Rosé, comemorado neste ano em 26 de junho, nasceu na Provence, no sul da França, região considerada a principal referência mundial na produção desse estilo. De lá para cá, porém, o rosé deixou de ser uma especialidade francesa para se transformar em uma categoria diversa, produzida em praticamente todos os grandes países vitivinícolas.
"O rosé vai muito além de um vinho para dias quentes. Sua versatilidade está diretamente ligada às uvas utilizadas, ao terroir e, principalmente, ao método de elaboração", explica Diego Peres Ávila, sommelier da Bodegas Grupo Wine.
Segundo o especialista, existem diferentes formas de produzir um rosé. Entre elas estão a prensagem direta, a maceração curta das cascas e o método de sangria, por exemplo, processos que resultam em vinhos com perfis bastante distintos, dos mais delicados e minerais aos mais estruturados e gastronômicos.
Além disso, essa diversidade ajuda a explicar por que o rosé vem ampliando seu espaço à mesa. Se antes era associado apenas a saladas ou frutos do mar, hoje acompanha desde brunches e culinária japonesa até risotos, carnes suínas, massas e pratos mais elaborados.
A seguir, reunimos uma seleção de rótulos nacionais e internacionais para brindar a data.
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Produzido pela Viña Las Perdices, em Mendoza, o Chac Chac é um rosé jovem, leve e bastante frutado, elaborado em tanques de aço inox para preservar o frescor. Ele harmoniza com entradas, tábuas de queijos, bolinhos de arroz ou peixes empanados.

Elaborado pela Bodegas D. Mateos, em La Rioja, na Espanha, este vinho passa por uma fermentação em barricas de carvalho e amadurece por quatro meses com bâtonnage (técnica que consiste em agitar as borras finas que ficam no fundo do recipiente). É um rosé de maior estrutura, indicado para pratos como paella, risotos ou carnes suínas assadas.

Feito na Puglia, no sul da Itália, com a tradicional uva Negroamaro, este rosé apresenta boa textura, corpo médio e equilíbrio entre fruta e acidez. Vai bem com nhoque de batata com manteiga e sálvia ou tender assado com cravo e mel.

Produzido em Champagne, este vinho espumante combina Pinot Noir, Meunier, Chardonnay e vinhos de reserva. Diferentemente da maioria das regiões produtoras de vinhos, em Champagne, aliás, é permitido elaborar rosés por assemblage (blend), com a adição de uma proporção de vinho tinto ao vinho-base branco. Elegante, frutado e de acidez vibrante, é uma opção para celebrações especiais.

O vinho brasileiro da lista é produzido na Vinícola Rio Manso, na Serra da Mantiqueira, e reúne Syrah, Pinot Noir e Chardonnay. Ele apresenta aromas de morango, framboesa e cereja, além disso, também é possível sentir notas florais e cítricas. Na boca, destaca-se pelo frescor e textura macia.

Originário de Luján de Cuyo, em Mendoza, o Michel Minni oferece uma elegante mineralidade, que produz frescor e um final de boca refinado, além disso, possui boa acidez. É um rosé versátil para acompanhar aperitivos, saladas ou frutos do mar.

Produzido no Vale do Uco, em Mendoza, a partir de Pinot Noir, Cabernet Franc e Petit Verdot, este rosé traz aromas de morangos frescos, flores e ervas, por exemplo. A fermentação com leveduras indígenas preserva a expressão do terroir.


Do Château Roubine, dono da distinção histórica Cru Classé de Provence, sai este exemplar de rosé que incorpora tudo o que o "estilo Provence" determina coloração delicada, aromas florais e de frutas brancas, textura sedosa, acidez vibrante e grande capacidade de harmonização. Elaborado com cortes de Cinsault, Grenache, Tibouren, Syrah, Mourvèdre e Rolle, ele sai a R$ 303,05 na World Wine.
Outro vinho brasileiro da lista, o Cava do Bosque da Vinícola Terras Altas, em Ribeirão Preto, é elaborado com Syrah no estilo Provence. Delicado e aromático, ele harmoniza com culinária japonesa, aves, saladas ou queijos leves.


De Rioja, de onde partem os mais tradicionais Tempranillo da Espanha, sai também este rosé. Elaborado com Garnacha e Viura combina delicadeza e frescor em um vinho de coloração salmão pálida, aromas de morangos, cerejas, framboesas e pêssegos, além de notas florais. Com acidez vibrante e final persistente, é uma excelente companhia para saladas, frutos do mar, peixes e queijos de cabra.

Frutado, floral e refrescante, este rosé francês elaborado com Grenache, Cinsault e Syrah reúne aromas de frutas vermelhas, lavanda e especiarias. Ostenta também um delicado toque mineral. A garrafa inspirada em um diamante lapidado, é destaque e funciona como presente. Harmoniza com entradas, vegetais, peixes, frutos do mar e queijos leves.

Produzido a partir das uvas Touriga Nacional e Tinta Roriz, o exemplar traz frutas vermelhas frescas com delicadas notas florais, além de um toque de ervas aromáticas em nariz. Em boca, apresenta equilíbrio, boa acidez e final persistente.

Assinado por uma das famílias mais tradicionais do Ródano, na França, este rosé reúne Grenache, Cinsault e Syrah em um corte clássico do Mediterrâneo francês. Frutas vermelhas, notas florais e um final refrescante revelam um vinho de grande versatilidade.

Um rosé que foge dos padrões mais leves da categoria. Produzido na região do Dão, apresenta maior intensidade aromática, textura e profundidade, mostrando como o rosé também pode ser complexo e gastronômico.
Robert Parker atribuiu 91 pontos a este rótulo, uma nota considerada de excelência no universo dos vinhos. Produzido segundo princípios biodinâmicos e veganos, ele une acidez vibrante, boa estrutura e excelente versatilidade gastronômica. Ele une acidez vibrante, boa estrutura e excelente versatilidade gastronômica.

Produzido no Algarve, este rosé recupera a tradição portuguesa dos vinhos palhete, que são elaborados pela cofermentação de uvas tintas e brancas. O vinho, aliás, traz notas de frutas vermelhas, ervas e mineralidade.

Originário do Alentejo, no sul de Portugal, o Pausio apresenta aromas de frutas vermelhas maduras, notas florais e acidez equilibrada. É uma opção versátil, leve para refeições mediterrâneas ou encontros ao ar livre.

Produzido em Luján de Cuyo, em Mendoza, o vinho não passa por barricas de madeira, o que preserva sua expressão mais fresca e frutada. Ele, inclusive, exibe aromas de cassis, frutas silvestres, pimenta verde e notas cítricas, sendo uma boa companhia para culinária japonesa, salmão e frutos do mar.

Elaborado em um novo terroir no Brasil, nas áreas que margeiam a represa de Jurumirim, em Itaí (SP), este rosé recebeu, inclusive, medalha de ouro no concurso Vinalies Internationales. Produzido a partir da colheita no inverno, ele possui coloração intensa e brilhante, além disso, é elegante, com notas vibrantes de frutas vermelhas, acidez prazerosa e final persistente.

Criado a partir do desejo do produtor António Costa Boal de realizar uma interpretação emocional do território, o vinho Homenagem Rosé 2024, da Costa Boal não segue uma lógica de produção anual. Ele é elaborado apenas em anos em que se observam condições ideais para se chegar ao perfil de acidez, frescor e equilíbrio pensado para este vinho.

Produzido em Mendoza com um corte de Malbec e Pinot Noir, este rosé segue o estilo provençal. As uvas, aliás, passam por uma colheita precoce e prensagem delicada para alcançar a característica tonalidade salmão. Fresco e mineral, combina notas cítricas com aromas de frutas vermelhas e uma acidez vibrante, resultando em um vinho elegante e gastronômico.

Criado pela Sorol Wines, projeto do enólogo Mauricio Vegetti e da sommelière britânica Sorrel Moseley-Williams, o Sorolita Rosé é elaborado com Pinot Noir na região de San Martín, em Mendoza. O produto, inclusive, integra a linha SOROLITA que possui uma comunicação mais jovem e um perfil leve. Com apenas 9,5% de teor alcoólico e delicadas borbulhas, ele entrega frescor, com aromas frutados e acidez equilibrada.

Produzido na Serra Gaúcha, no sul do Brasil, este rosé é um vinho marcado pela vivacidade e frescor que compõe a linha de vinhos tranquilos varietais (caracterizada por rótulos jovens, versáteis e modernos). O produto da Amitié é feito com uvas da variedade Merlot, apresenta coloração rosada de média intensidade e aromas marcantes de frutas frescas como, por exemplo, morango, framboesa e cereja.

Produzido pela Sacramentos Vinifer, na Serra da Canastra, a partir de um blend de cinco safras de Pinot Noir, este rosé já chega premiado, eleito o Melhor Vinho Rosé pela Revista Adega e pelo Guia Descorchados. De coloração salmão-claro, ele traz aromas de frutas vermelhas frescas e rosas, enquanto, em boca, combina corpo médio, acidez vibrante e final longo. Elegante e versátil, harmoniza com diferentes pratos ou pode ser apreciado sozinho.

Produzido pela Tormaresca, vinícola da família Antinori na Puglia, o Calafuria é um dos rosés mais emblemáticos da Itália, aliás. Elaborado exclusivamente com a uva Negroamaro, ele reúne notas de pêssego, lichia e flores brancas, que se unem a um paladar fresco, equilibrado e elegante. Inspirado nas enseadas do litoral da Puglia, é um vinho versátil, ideal para acompanhar frutos do mar, culinária japonesa, peixes grelhados ou pratos da gastronomia mediterrânea.

De delicada coloração rosa-claro com reflexos acobreados, este rosé, produzido na região de Mendoza, combina aromas de morango, framboesa e cereja com sutis notas florais e cítricas. Em boca, é leve, fresco e equilibrado, com acidez vibrante, fruta bem definida e final refrescante. Refinado e elegante, representa uma interpretação contemporânea do estilo rosé na Argentina.

SORVETE BRASILEIRO
O PRÓXIMO SAQUE
GOURMETIZAÇÃO DOS PARQUES
NÃO É ROSA
O CÉU É O LIMITE
ESTILO RUBRO-NEGRO
PREMIUM EM DEBATE
ESTILO DE VIDA TRILIONÁRIO
ENTRE TERRITÓRIOS
DE VOLTA
HERANÇA EM DISPUTA
EUROPA 40 GRAUS
NOS PALCOS
MÍSTICA E ISOLADA
SABOR: LUXO
MODO TURISTA
MILIONÁRIA ANTES DOS 20
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SOLO TRIP