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Lucas Estevam, conhecido como Estevam pelo Mundo, construiu uma carreira fora do padrão — e revela o que funciona (e o que não) para quem deseja seguir um caminho parecido
Pedir demissão de uma multinacional aos 22 anos e com apenas R$ 1.500 na conta parece uma decisão que todo pai diria para evitar. Mas foi exatamente isso que fez Lucas Estevam, conhecido pelo seu canal “Estevam pelo Mundo”, ao trocar a previsibilidade do CLT por uma rotina que o permitisse viajar para qualquer lugar.
Hoje, aos 35 anos, Estevam já visitou 96 países e foi além: se tornou um dos maiores influenciadores digitais do Brasil do ramo de viagens e milhas, com mais de 2 milhões de inscritos no YouTube, 1,5 milhão de seguidores no Instagram e 590 mil no TikTok.
Mas se engana quem pensa que o seu sucesso veio da noite para o dia. Pelo contrário: foram anos fazendo “bicos” aqui e ali até conquistar sua comunidade e independência financeira.
Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, Estevam nos conta como chegou onde está hoje, dá conselhos para quem deseja se tornar influenciador digital e, claro, compartilha dicas de ouro para ajudar a viajar. Confira:

Natural de Campinas, filho de mãe professora e pai militar, Estevam sempre foi curioso. Aos 12 anos, pediu de aniversário um curso de japonês, motivado pelo seu gosto em ler mangás e assistir animes. Ainda adolescente, estudou espanhol e alemão sozinho. Mais tarde, se dedicou ao francês. Sem contar o inglês, que aprendeu com a ajuda de sua mãe.
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E até viver de viagens, Estevam seguia o caminho tradicional de um jovem de classe média. Estudou, se se formou em Administração e Marketing pela ESAMC, e depois conquistou um emprego formal. E não foi em qualquer empresa: Lucas trabalhou 1 ano na IBM, na área de contato e suporte ao cliente, e depois quase quatro anos na alemã Bosch, na área de marketing.
Até aí, pode-se dizer que o paulista alcançou o sonho de qualquer jovem: um cargo CLT em uma multinacional, que inclusive, o permitia viajar para a Alemanha a trabalho.
Mas não era isso que brilhava seus olhos. Pelo contrário: o que ele mais gostava de fazer era escrever sobre viagens no blog que criou em 2011, na plataforma Fotolog, enquanto ainda trabalhava na Bosch.
Enquanto muitos encaravam o blog como passatempo, Estevam encarava como uma oportunidade.
Primeiro, porque seus leitores começaram a relatar que seguiam seus roteiros de viagem. E segundo, porque Lucas enxergava o crescimento dos blogs de moda e beleza - tendência que, para ele, logo chegaria ao turismo.
“Eu sabia que se eu me mantivesse na multinacional, eu não conseguiria me dedicar 100% ao blog. Então, com 22 anos, pedi demissão para tentar realizar esse sonho. Saí com uma mão na frente e outra atrás, e com apenas R$ 1.500 na conta. Dois meses depois, já estava descapitalizado”, conta Estevam.

Há 15 anos atrás, ser blogueiro estava longe de ser considerado como uma profissão de fato. Inclusive, o termo “influenciador digital” nem existia na época. Por essa razão, quase ninguém compreendeu a decisão de Estevam – e o potencial que isso poderia tomar no futuro.
“Meu pai falava: ‘Filho, concurso público ou multinacional é a única garantia que você vai ter na vida. Agora esse negócio de internet?’ Ele tinha uma certa insegurança”.
E não era por acaso. No início, a rotina de Estevam estava longe de qualquer glamour. Com apenas R$ 1.500 na conta (dinheiro que usou para investir no blog e pagar custos como hospedagem do site, design e desenvolvimento), Lucas precisou arrumar “bicos” para se sustentar nesse período.
Assim, durante o dia, começou a dar aulas de idiomas. À noite, se dedicava ao blog e aos seus primeiros vídeos no YouTube, que ele mesmo gravava e editava.
Sem muito dinheiro, as viagens eram feitas como dava: de ônibus e com roteiros enxutos pelo Brasil. Foi nesse período que ele começou a estudar milhas aéreas, enxergando ali uma forma de viabilizar o próprio conteúdo.
Em 2012, primeiro ano do blog, a monetização do conteúdo mal pagava um almoço. “Eu ganhava de R$ 15 a R$ 20 por mês nos primeiros meses”, conta Lucas.
A virada começou a acontecer em 2014, quando a produção constante de conteúdo começou a ganhar tração. “Em 2015, eu já vivia do blog, do YouTube e das publicidades – e não precisava de mais nenhum trabalho paralelo”.
Hoje, o que era um blog evoluiu para todo um ecossistema. Além do site e do YouTube, o canal Estevam Pelo Mundo está no Instagram, no TikTok e conta com uma equipe própria. No ano, o influenciador viaja para até 30 países, na média, para criar conteúdo.
O negócio se tornou rentável, lucrando não só por meio das visualizações e da publicidade, como também escalou a nível educacional ao criar o primeiro curso de milhas do Brasil, reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).

A “Creator Economy”, termo que se refere às formas de monetização digital (como publicidade e parcerias), já movimenta mais de US$ 250 bilhões no globo, de acordo com o Creator Earnings Report 2025 elaborado pelo Influencer Marketing Hub.
Apesar disso, ainda existe uma percepção de que esse mercado já está saturado. Mas Estevam discorda: “o mercado está cheio de pessoas que vendem a mesma coisa”.
Na prática, isso significa que ainda há espaço para novos criadores — desde que tragam autenticidade no conteúdo e consistência nas publicações, fatores subestimados por muitos que estão começando.
“Eu fiquei anos falando sozinho e postando até realmente ter engajamento”, relembra Lucas. “O maior problema hoje é o imediatismo. A pessoa posta oito, dez vídeos e acha que não deu certo.”

Com o avanço das redes sociais, viver de internet vem se tornando uma carreira cada dia mais considerada pelos jovens. Segundo dados da Morning Consult de 2025, 44% da geração Z afirmam que gostariam de se tornar influenciadores.
O número está alinhado com uma geração que valoriza cada vez mais o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Por exemplo, pesquisas como a Deloitte Global Gen Z & Millennial Survey mostram a gen z está mais interessada em um trabalho flexível e alinhado com seu propósito do que em um cargo de liderança no mundo corporativo.
E para quem cogita trocar o emprego tradicional por uma carreira no digital, Lucas Estevam compartilhou algumas dicas de quem está há 15 anos nesse mercado. Confira:
A boa notícia é que o caminho está mais fácil para quem quer viver de internet nos dias de hoje, segundo Lucas Estevam. E com um bom planejamento, é possível desenhar uma transição de carreira de uma forma mais suave e menos arriscada.
Por exemplo, é possível se inspirar na trajetória de outros creators e traçar uma estratégia de conteúdo conforme o funcionamento de cada rede. Ele explica:
“Hoje, sabemos que plataformas como YouTube e Facebook monetizam por visualização. Portanto, dá para começar a postar conteúdo antes de pedir as contas, e assim, já ter um dinheirinho entrando na conta”.
“A melhor dica que eu posso dar é você ter mais de uma fonte de renda para poder mergulhar de vez no digital”, aconselha Estevam.
Afinal, pode levar um tempo até que seu perfil ganhe tração e comece monetizar. Além disso, a renda no digital é volátil. Mesmo criadores consolidados enfrentam oscilações relevantes, especialmente quando dependem de publicidade.
É aí que entra um dos grandes erros: a ideia de que basta um conteúdo viral ou um primeiro contrato de publicidade para pedir demissão e achar que a vida na internet está garantida.
“Não é todo mês que você consegue fechar publicidade. Tem mês que entra muito dinheiro, já outros que não entram nada”, expõe o influenciador.
A recomendação, portanto, é evitar depender de uma única fonte de renda, especialmente no início.
Especialmente depois da pandemia, o avanço do home office e do modelo híbrido de trabalho ampliaram as possibilidades para quem quer ter mais liberdade, mas sem romper com o modelo tradicional.
Nesse cenário, o modelo híbrido pode ser o mais acessível para a maioria das pessoas, permitindo encaixar viagens ao longo do ano e manter uma fonte de renda estável.
Já para quem deseja se tornar um nômade digital, a alternativa é buscar trabalhos 100% remotos, que o permitam trabalhar e viajar o mundo ao mesmo tempo.
Nesse cenário, não importa a profissão: o conhecimento de milhas pode ajudar a todos que sonham em viajar mais gastando menos. Especialista em milhas aéreas, Lucas Estevam compartilhou duas dicas com Seu Dinheiro que podem te ajudar nesse quesito:
“Um bom cartão de crédito vai te dar de 5 a 10% das suas milhas. O ideal é focar em compras bonificadas com seus próprios gastos do dia a dia, por exemplo, com mercado, Uber, roupa e gasolina”, explica o influenciador. Isso pode ser feito, por exemplo, por meio de programas de recompensa, como a Livelo.
“Muitos começam a acumular milhas em vários Programas de Fidelidade (como Latam Pass, Smiles, Tudo Azul). No final do dia, o ideal é você juntar suas milhas em um ou dois programas de fidelidade”.

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