Esqueça Godiva: o chocolate mais caro do mundo não é europeu – e custa mais de R$ 2.500; conheça marca
Considerado o chocolate mais caro (e raro) do mundo, produto é de marca sul-americana e feito com apenas dois ingredientes

O chocolate mais caro do mundo não é suíço e nem alemão. Na verdade, ele não vem da Europa, mas sim, da América do Sul. Trata-se da To'ak, marca de “chocolate de luxo” do Equador.
Na linha Masters Series, barras de chocolate de apenas 50 gramas custam US$ 490 (cerca de R$ 2.570), com produção limitada e foco em uma espécie de cacau que quase se tornou extinta. Por esse motivo, a marca também denomina alguns de seus produtos como os chocolates mais raros do mundo.

O que tem de tão especial no chocolate To'ak?
O diferencial começa na matéria-prima. A marca trabalha com o chamado cacau Nacional, uma variedade originária do Equador e considerada uma das mais antigas e escassas do mundo.
- Para se ter ideia, em 2009, o INIAP, Instituto Nacional de Pesquisa Agrícola do Equador, testou geneticamente 11.000 árvores de cacau pelo país – e achou apenas seis que eram da espécie Nacional.
Hoje, o produto mais raro da casa faz parte da linha Masters Series. É o Masters Series Enriquestuardo - El Jaguar, feito com apenas dois ingredientes: grãos de cacau 75% do tipo grand gru e açúcar de cana.

No paladar, o chocolate apresenta notas que combinam acidez cítrica e aromas florais, com camadas de frutas vermelhas, além de nuances amadeiradas e toques de castanhas. Para harmonizar, é possível combinar com queijos, como Gouda e Brie, whisky irlandês, absinto e vinho do Porto.
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A proposta desse chocolate, porém, vai além do sabor. Isso porque a barra é apresentada como um item de coleção, com embalagem desenvolvida em parceria com o artista equatoriano Enriquestuardo, inspirada em elementos da cultura mesoamericana.

Para essa edição limitada de 500 unidades, o artista criou a arte a partir de uma gravação em placa de zinco, utilizando tinta desenvolvida por ele próprio para reproduzir os tons intensos de verde da Floresta Amazônica.

Como acabamento, cada exemplar recebe detalhes em folha de ouro aplicados manualmente, em referência às riquezas naturais da região.
Por dentro da produção do chocolate mais caro do mundo
O processo segue a lógica do tree-to-bar, em que a produção é controlada desde o cultivo até o produto final. Nas fazendas parceiras em Piedra de Plata, região do Equador conhecida como Arriba, o cacau é cultivado sem irrigação artificial, técnica conhecida como “dry farming”. Na prática, isso faz com que cada safra reflita diretamente as condições do clima e do solo.

Por que é tão caro?
O preço da marca se dá por uma combinação de fatores. São eles: o uso de cacau de origem única, uma produção em pequena escala, o controle integral da cadeia, a embalagem de madeira e o posicionamento voltado ao mercado de luxo.
Há também um componente de escassez. Afinal, os grãos são raros, e o processo privilegia as características específicas de cada colheita, o que impede padronização em larga escala.
Apesar do destaque das edições mais caras, a To'ak também trabalha com linhas mais acessíveis, com preços como cerca de R$ 80 a barra. É o caso da Galápagos Orange & Salt - Alchemy Grande, com cacau 65%, laranja Galápagos, açúcar de cana, cristais de sal marinho e manteiga de cacau.

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